sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Minha poesia é você

Minha poesia é você

Se um dia eu parar de poetizar
A minha atitude não valerá mil palavras...
Então, por qual razão eu pararia de poetizar você?
As poesias mortas jamais mostrarão a pessoa que cheguei a conhecer.
Você sabe que minhas poesias têm o seu cheiro
De violeta hoje, de sândalos, amanhã talvez
Sei que os seus olhos ficam coloridos quando meditas
Solvendo generosos goles de um bom Rosé e embriagando-se de
Poesias vivas que floresceram do meu intimo ser
Os meus versos são pra você
E eternamente clamará aos quatro ventos o que sinto
Por ti.
E se o mundo fosse parar de girar até morrer
Eu ficaria poetizando com você
Observando uma por uma, as estrelas se apagarem lentamente na
Imensidão cósmica nos unindo num canto poético sem fim...
E nós simplesmente morreríamos poetizando sem parar.


Cláudio Luz

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Após 133 anos de sua morte, Luiz Gama recebe título de advogado

Após 133 anos de sua morte, Luiz Gama recebe título de advogado
Agência Brasil
Após 133 anos de sua morte, Luiz Gama recebe título de advogado
 - Divulgação/Universidade Presbiteriana Mackenzie
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) homenageou na noite dessa terça-feira (3) Luiz Gonzaga de Pinto Gama, reconhecendo-o como advogado. “Há 133 anos, faleceu Luiz Gama e, após esse período, temos a oportunidade de reescrever a história. Ao apóstolo negro da Abolição, pelos seus relevantes serviços prestados junto aos tribunais na libertação dos escravos, a OAB Nacional e a OAB de São Paulo concedem [a Luiz Gama] o título de advogado”, disse o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, em cerimônia na Universidade Presbiteriana Macknzie, em São Paulo.
O baiano Luiz Gama nasceu em 1830, filho de um português com Luiza Mahin, negra livre que participou de insurreições de escravos. Gama foi para o Rio de Janeiro aos 10 anos após ser vendido pelo pai para pagar uma dívida. Sete anos depois, ele conseguiu a libertação e se transformou em um dos maiores líderes abolicionistas. Em 1869, ao lado de Rui Barbosa, fundou o jornal Radical Paulistano.
Em 1850, Gama tentou frequentar o curso da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, hoje da Universidade de São Paulo (USP), mas foi impedido por ser negro. Ele frequentou as aulas como ouvinte e o conhecimento adquirido permitiu que ele atuasse na defesa jurídica de negros escravos.
Seu tataraneto, Benemar França, 68 anos, recebeu a homenagem em nome de Luiz Gama. “Trata-se de uma reparação histórica e do reconhecimento da sua atuação jurídica para a qual foi proibido de se graduar. Trata-se de uma justíssima homenagem a quem tanto lutou pela liberdade, igualdade e respeito”, disse o presidente da OAB.
O professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e presidente do Instituto Luiz Gama, Silvio Luiz de Almeida, disse que a homenagem é inédita “para alguém que recebe o título de advogado pós-morte não sendo formado em direito”.
“Luiz Gama não é apenas importante para a história da comunidade negra brasileira, é, também, para que entendamos dois movimentos fundamentais para a formação social brasileira e entender para onde caminha o país. Ele está ligado tanto ao movimento abolicionista, ou seja, a luta contra a escravidão, como à formação da República”, explicou o professor. “Neste momento, resgatar a figura de Luiz Gama, é resgatar também a esperança na construção de um país melhor, de um mundo mais justo e também da luta antirracista”, acrescentou.

Para seu tataraneto, a homenagem “é um resgate ao trabalho que Luiz Gama fez na sua luta para libertar escravos”. Ele disse que seu tataravô estudou por conta própria em bibliotecas. Apesar de ser rejeitado pela Faculdade de Direito, segundo Benemar, Luiz Gama “conseguiu ser rábula, ou seja, tinha um documento que o liberava para trabalhar como advogado, só que sem diploma”. Nessa condição, ele libertou mais de 500 escravos, afirmou.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A POESIA DE CLÁUDIO LUZ - Quando sol se põe

Quando sol se põe

Eu posso iluminar os seus sonhos
Em preto e branco ou a cores talvez em 4D
Preenchendo assim a razão das nossas existências
De nossas vidas.
Não deixe o sol se pôr em mim
Vem com sua impetuosidade
Entrelaça os seus dedos nos meus
Cria uma nova vida abolindo os momentos de solidão
Que nos tragava para o infinito eterno,
Ainda somos vidas longas e férteis.
Aponta-me o caminho romântico correto
Precisamos de amor cúmplice e ardente
Para observar deitados nas relvas dos lagos o Sol se pôr...
Não deixe que as águas empreendam fugas
Trazendo a aridez que nos atormentava no passado,
É sempre bom quando olhamos na mesma direção
Construindo um novo tempo sem desilusões.
Vamos juntar os fragmentos das nossas vidas
Que enfim nos torne livres
Para observar a nova aurora que renascerá
Iluminando o prazer de estarmos juntos
Empreendendo um novo tempo de amor
E cumplicidades sem fim.
Seremos cúmplices mais uma vez
Cultivando as flores que enfeitarão a nossa caminhada
Até o próximo pôr do Sol
Que iluminará os nossos corpos nas noites ardentes
Do próximo verão...
Cláudio Luz

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

'Fernão Capelo Gaivota' tem nova edição com capa dura e trecho

'Fernão Capelo Gaivota' tem nova edição com capa dura e trecho
Inédito da Livraria da Folha
Nova edição de clássico infantojuvenil traz capa dura e um trecho inédito

No 
livro, que conta com as fotografias de Russell Munson, Fernão acredita que voar vai além da necessidade de buscar alimentos ou lutar por uma melhor posição hierárquica no bando. Assim, naturalmente isolado, ele é rejeitado e mal visto pelas demais gaivotas. O que para os outros pássaros é motivo de vergonha, para Fernão é uma oportunidade de evoluir ainda mais. Ser diferente faz dele uma gaivota extraordinária. Fernão Capelo não queria voar para viver e sim viver para voar.Richard Bach já era ex-piloto da Força Aérea quando, em um momento de inspiração, surgiu em sua cabeça a história de uma gaivota que queria voar cada vez mais alto e mais rápido. "Fernão Capelo Gaivota"ganhou uma grande repercussão e se tornou uma das obras mais populares e importantes das últimas décadas.
nova edição publicada pela Record inclui uma inédita quarta parte. Após sofrer um acidente de avião em 2012 e passar quatro meses no hospital, Richard Bach decidiu que era o momento de compartilhar o desfecho de seu trabalho e ensinar a seus leitores como fazer suas vidas valerem mais a pena.
A magia de "Fernão Capelo Gaivota" é interpretá-lo. Na obra, o autor usa as metáforas para proporcionar um infinito aprendizado entre reflexões sobre o mundo e as escolhas ao longo da vida. Trata-se de uma fábula ecomendada para crianças, mas que sempre foi apreciada também pelos adultos.
*

FERNÃO CAPELO GAIVOTA
AUTOR Richard Bach
EDITORA Record
QUANTO R$ 26,10 (preço promocional*)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

102 ANOS DE MÚSICA E POEMAS DE VINICIUS DE MORAES

102 ANOS DE MÚSICA E POEMAS DE VINICIUS DE MORAES
Por Mateus Calheiros - Palmas e aplausos para o poetinha! Não só por ser seu aniversário, mas por todos os seus sonetos e músicas que escreveu durante sua passagem pela Terra. 102 primaveras de um dos maiores boêmios – e escritor nas horas vagas – do Rio e do Brasil merecem uma comemoração honrosa, né?
Vinicius era polivalente, jogava em todas as posições no campo. Durante sua vida, foi diplomata, dramaturgo, jornalista, além de um grande autor de poesias e canções. Porém, sua posição inicial era de advogado, formado na Faculdade Nacional de Direito. Foi inclusive no seu último ano na universidade que lançou seu primeiro livro, “O Caminho para a Distância”.
Entretanto, vamos direto ao ponto: quando Vinicius era diplomata em Roma, frequentou a casa de um grande artista brasileiro, o escritor Sérgio Buarque de Holanda. Aliás, ele tinha grandes amigos na área literária. Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Cecília Meireles eram outros poetas que tinham uma afinidade com o nosso aniversariante.
Quantas parcerias boas o poetinha fez na sua passagem pela Terra, hein? Logo no início dos anos 1960, ele fez outras parcerias que ficariam marcadas para sempre na nossa cultura. Dessa vez, os privilegiados foram grandes astros da música. Nesse contexto, surge um dos legados de Vinicius de Moraes: a bossa nova.
João Gilberto, Baden Powell, Tom Jobim, Miúcha, Chico Buarque. Todos com sorte de serem amigos e parceiros musicas de Vinicius, que compôs diversas músicas para eles e mais outros diversos cantores da época.
Óbvio que não vamos terminar este texto sem citar Garota de Ipanema, né? Uma das músicas brasileiras de mais sucesso lá fora, e, digo mais: uma das músicas de mais sucesso de toda a história. Qualquer gringo conhece a declaração amorosa que Vinicius e Tom Jobim fizeram para Helô Pinheiro e depois gravaram.
Morreu um dia depois de visitar outro grande amigo seu, Toquinho, para falar sobre um disco no qual o cantor de “Aquarela” estava produzindo. Morreu, mas não nos deixou. Enquanto seus sonetos e músicas permanecerem vivas, Vinicius de Moraes continuará aceso, como seus charutos que tanto amava.
“O uísque é o melhor amigo do homem: é um cachorro engarrafado
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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Poetas renascidos

Poetas renascidos
*Para Águia Dourada
Quando os seus versos escorrem como
Água em rios caudalosos, o meu coração
Pulsa aceleradamente trazendo-me de volta a vida
Que emana de ti.
Ah! Doces versos que me embriaga
Nas tardes que transcende o meu querer viver
Entre a sensibilidade distante que nos alimenta
E o passado que aflora tornando renascidos os sonhos
Que nos alimentou no período de escuridão
Somos poetas renascidos assim como a Fênix
Exaltando em versos o querer bem e o amar sem fronteiras.
Somos poetas alimentados pelas sensíveis inspirações
Que florescem através dos devaneios sublimes
Que tem a forma de uma Rosa, que não é cálida.


Cláudio Luz
 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Belle de Jour

Belle de Jour


Olhar de Tigresa
Insinuando que não me quer mais,
No inicio da manhã, no fim de tarde, prenuncio da noite.
Apela na distância, em versos poéticos,
Sussurrando, vem, abraça-me até sufocar.
Olhar de estrela
Brilhando no firmamento cósmico,
Confessa ainda querer mais e mais, apesar da distância que o tempo faz, as
Lembranças afloram como flores primaveris.
Olhar no horizonte
Recorda o passado sempre presente,
Lembrando dos momentos furtivos, dos beijos roubados,
Das juras secretas e das inspirações poéticas
Duelávamos entre versos e reversos; eterna  inocência,
E um dia partiu, sem despedidas, não mais se viu...
Só a poesia resistiu no tempo, no espaço, e hoje e sempre será...
Olhar de saudade
Observa o leito vazio, sinto teu cheiro, teu toque sutil; mãos de menina Moça, se fazendo mulher...
Envolve-se nos lençóis, desalinho teus cabelos e naturalmente...
Entrega-me... É mais um devaneio!
Jamais, é o meu sonho que se repete a cada dia...
Perco-me, me desfaço e logo me refaço...
Eis que no futuro um dia tu vens...
Recorda as lembranças, acaricia as lágrimas, afaga-me nos meus íntimos desejos...
Outrora solidão que me acompanhava e que alimenta o seu ser em mim.
Olhar de gata selvagem... Devora-me...
Volta, e no apelo... Não se vá... Volta vem pra mim...
Vamos de mãos dadas correr como crianças...
Rir da vida sem pensar em despedida...
Vamos fingir que jamais existiu distancia...
Que um dia ousou nos separar.
Vem...
Olhar no meu olhar...
Entregar-se aos abraços...
Beijos calientes,
Coração com coração...
Celebrar o momento sublime, sentindo a brisa,
No compasso do mar, mergulhar...
Tendo como testemunha o luar.


Cláudio da Luz e Águia Dourada