A Álcool - Academia de Letras, Cachaças, Onirismo, Outras inutilidades e Lorotas não tem cadeiras, a não ser cadeiras de bar. E nem tem patrono, apenas um Presidente de Honra, a catedrática e apreciadora a decana Heloisa "Longuinha" Alves, que substitui o decano João de Amâncio, que se tornou um imortalicio, democraticamente escolhido pela prerrogativa ditatorial de quem inventou esse troço.
A ética, o
diploma e o jornalismo que morre a cada dia
Quem acompanha a acelerada competição no jornalismo eletrônico dos
nossos dias, com
inteligência (?) artificial (IA) e tudo, deve ter reparado que os textos
noticiosos se repetem numa progressão geométrica, principalmente, os que trazem
ataques a desafetos, adversários ideológicos, políticos, esportivos e de outras
correntes do pensamento filosófico, econômico, etc.
Há 50 anos, os profissionais tinham mais zelo e preocupação com as
fontes, os concorrentes e os fatos. Todos temíamos a acusação de ser praticante
de gilette-press, a condenável apropriação de uma informação ou fato publicado
sem o italic a reconhecer a autoria do material publicado em primeira mão.
Atualmente, não se observa essa preocupação pela preguiça, má-fé ou má
formação profissional. Os textos são copiados descaradamente levando consigo
até erros crassos de português, narrativa, relatos ou interpretações.
É a selva!!, exclamaria um jornalista dinossauro como apelidamos os
antigos profissionais para quem a ética faz parte de seu trabalho assim como o
cuidado com a Língua Portuguesa que a usa e utiliza com rigor gramatical ou
lingüístico pela beleza e significado das palavras, expressões e alocuções.
Neste salve-se quem puder, o copia e cola (CTRL+C+V) do teclado retira o
blogueiro, o redator e o jornalista (?) de sua letargia em conversar com as
pessoas de sua família, de sua comunidade e dos grupos sociais que por acaso
frequente.
Isto sem falar na indiscriminada, amadora e odiosa forma de acompanhar
as ditas redes sociais em busca de notícias que, por falta de rigor
técnico-profissional, nem sempre são bem apuradas e sempre deixarão a desejar.
Portanto, o diploma obtido em uma instituição de ensino superior não
torna ninguém um bom e rigoroso profissional de comunicação, processo humano de
transmissão e trocar informações, mensagens, idéias e/ou sentimentos entre um
emissor e um receptor.
Parodiando, Millôr Fernandes: é secos & molhados e nada tem de
imprensa nisto.
(*)
Luiz Conceição é bacharel em Direito, leitor de temas econômicos,
literários e do cotidiano e jornalista desde 1975 (época em que era muito, mas
muito feliz!).
Total: 70.794 políticos (não estamos falando de nenhum partido
de forma específica) + 11 do STF ("políticos" também).
12.825 - Assessores parlamentares Câmara Federal (sem
concurso)
4.455 - Assessores parlamentares Senado (sem concurso)
27.000 – Assessores parlamentares Câmaras Estaduais (sem
concurso – estimado/por falta de transparência)
600.000 – Assessores parlamentares Câmaras Municipais (sem
concurso – estimado/por falta de transparência)
Total Geral: 715.074 funcionários não concursados
Gasto
248 mil por minuto;
14,9 milhões por hora;
357,5 milhões por dia;
10,7 bilhões por mês;
Gasto Total: acima de 128 BILHÕES por ano + 6 BILHÕES do FUNDO
PARTIDÁRIO. Além disso, deve-se computar o rombo na previdência social com suas
aposentadorias alienígenas.
35 Partidos registrados no TSE + 73 partidos em formação.
As perguntas cabíveis diante dessa situação são as seguintes:
Será que a reforma da Previdência é a única prioridade
nacional?
Como é que nós deixamos chegar a esse ponto? E até quando?
Fonte: Banco Mundial
O Brasil tem a maior carga tributária do mundo, para pagar a
MAIOR CORRUPÇÃO DO MUNDO"
Tributos no Brasil -uma vergonha!!!
Medicamentos36%
Luz.45,81%
Telefone47,87%
Gasolina57,03%
Cigarro81,68%
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
Carne bovina18,63%
Frango17,91%
Peixe18,02%
Sal29,48%
Trigo34,47%
Arroz18,00%
Óleo de soja37,18%
Farinha34,47%
Feijão18,00%
Açúcar40,40%
Leite33,63%
Café36,52%
Macarrão35,20%
Margarina37,18%
Molho tomate36,66%
Biscoito38,50%
Chocolate32,00%
Ovos21,79%
Frutas22,98%
Álcool43,28%
Detergente40,50%
Sabão em pó42,27%
Desinfetante37,84%
Água sanitária37,84%
Esponja de aço44,35%
PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
Sabonete42%
Xampu52,35%
Condicionador47,01%
Desodorante47,25%
Papel Higiênico40,50%
Pasta de Dente42,00%
MATERIAL ESCOLAR
Caneta48,69%
Lápis36,19%
Borracha44,39%
Estojo41,53%
Pastas plásticas41,17%
Agenda44,39%
Papel sulfite38,97%
Livros13,18%
Papel38,97%
BEBIDAS
Refresco em pó38,32%
Suco37,84%
Água45,11%
Cerveja56,00%
Cachaça83,07%
Refrigerante47,00%
Sapatos37,37%
Roupas37,84%
Computador38,00%
Telefone Celular41,00%
Ventilador43,16%
Liquidificador43,64%
Refrigerador47,06%
Microondas56,99%
Tijolo34,23%
Telha34,47%
Móveis37,56%
Tinta45,77%
Casa popular49,02%
Mensalidade Escolar 37,68% (ISS DE 5%)
ALÉM DESTES IMPOSTOS, VOCÊ PAGA*
- DE 15% A 27,5% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA;
- PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE,
- O COLÉGIO DOS SEUS FILHOS,
- IPVA,
- IPTU,
- INSS,
- FGTS
- ETC.
O Brasil precisa de atitude do povo!
Somos 208 milhões de Brasileiros sendo sacaneados por 600 políticos
de Brasília.
Sem querer cortar seus próprios gastos e exagerados
privilégios, o governo repassa o alto custo da sua corrupção e incompetência
para a população pagar e ainda afirma que não tem dinheiro.
Nós, cidadãos brasileiros que ainda acreditam na função social do
jornalismo, vimos a público manifestar nossa indignação diante do abismo entre
o tratamento dado pela grande imprensa a um candidato à Presidência da
República e a um cidadão comum, que não ocupa cargo público, não é candidato a
nada e não pede voto.
A pergunta é uma só: por que um é caçado sem
provas, enquanto o outro é blindado com provas?
O
CASO DE FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA
Filho do atual presidente, Fábio Luís não é
candidato a nada, não ocupa cargo público, não pede voto. Ainda assim, sua vida
foi devassada. Sigilos bancário, fiscal e telemático foram quebrados. Cada
contrato, cada movimento, cada centavo foi vasculhado.
O resultado? Nenhuma condenação.
Mesmo assim, segue sendo manchete atrás de
manchete, tratado como se fosse o chefe de uma organização criminosa. A fúria
investigativa da imprensa contra ele é implacável, mesmo quando a realidade não
a acompanha.
O
CASO DE FLÁVIO BOLSONARO
Flávio Bolsonaro é senador da República e candidato
à Presidência. Ocupa uma das cadeiras mais importantes do país. Pede votos e
influencia leis. E qual é o seu currículo público?
Empregou em seu gabinete a mãe e a esposa de
Adriano da Nóbrega, ex-PM apontado como chefe de milícia no Rio de Janeiro. O
próprio Flávio o condecorou.
Seu gabinete foi o epicentro do esquema da
"Rachadinha", com Fabrício Queiroz operando milhões em movimentações
atípicas. Sabemos que a denúncia foi anulada por uma decisão técnica. Mas e o
mérito? Cadê a investigação jornalística independente?
Acumulou imóveis comprados com dinheiro vivo,
indício clássico de lavagem de dinheiro. Tudo documentado.
Pediu pessoalmente sessenta e um milhões de reais
a Daniel Vorcaro, banqueiro preso por um rombo bilionário que lesou aposentados,
para financiar um filme sobre seu pai. As mensagens e áudios mostram o senador
cobrando, agradecendo e chamando o banqueiro de "irmão".
Mora em uma mansão avaliada em quinze milhões de
reais, mas declarada por seis milhões de reais. Como? Quem vendeu? Como foi
pago? Onde está o restante do valor? Essa é uma pergunta que qualquer
jornalista sério deveria estar fazendo em manchete. Mas o silêncio é
ensurdecedor.
E qual é o tratamento que a imprensa dá a este
senador, candidato à Presidência?Tratamento de vítima. De "perseguido
político". De "moderado".
Enquanto isso, a prova mais grave de todas é
solenemente ignorada ou tratada como ruído de bastidor:
Jair Bolsonaro, então presidente, gravou uma
reunião pedindo intervenção na Receita Federal para parar as investigações
contra seu filho Flávio.
Isso não é suspeita. É um áudio. Um documento. Uma
confissão de obstrução da Justiça.
Se eu não devo, eu não temo?
O presidente Lula foi claro e público: "Pode
investigar." Seu filho foi investigado. E devassado. E exposto. Sem
condenação.
Bolsonaro foi claro e público: "Não vou
permitir que meus filhos sejam investigados." E a imprensa, em grande
parte, tratou essa postura como normal.
Que show da Xuxa é esse?
O vice de Flávio foi relator na CPI do INSS. A sócia
de Flávio é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela Polícia Federal
como sócio e operador do "Careca” do INSS. O dinheiro do Vorcaro, que
financiou o filme, vem, em última instância, dos aposentados e poupadores
lesados pelo Banco Master.
A ficha corrida de Flávio Bolsonaro é pública.
Está nos autos, nos áudios, nos registros de imóveis, nas mensagens de celular,
nas declarações de bens. E a imprensa, em sua maioria, finge que não vê.
EXIGIMOS
RESPOSTAS:
Cadê a isonomia?Se o sigilo de Fábio Luís pode ser
quebrado sem provas, por que a imprensa não exige o mesmo para os sigilos
telefônicos, fiscais e bancários de Flávio Bolsonaro?
Cadê a cobertura aprofundada sobre os sessenta e
um milhões de reais de Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse"?Quantos
minutos de televisão e quantas páginas de jornal foram dedicados a esse
escândalo em comparação com as suspeitas jamais comprovadas contra Fábio Luís?
Cadê a indignação com o áudio?Por que a admissão
gravada de um presidente tentando obstruir a Justiça para proteger o filho não
é a manchete principal de todos os noticiários, todos os dias?
Como a mansão de quinze milhões de reais foi
comprada por seis milhões de reais?Cadê a matéria investigativa sobre a origem
dos recursos e a identidade do vendedor?
E o que mais está escondido?O que mais foi varrido
para debaixo do tapete enquanto a atenção se voltava para um alvo conveniente?
CONCLUSÃO
O povo não é bobo, mas parte da imprensa parece
apostar que sim.
Um cidadão sem cargo público é caçado por
suspeitas que se arrastam sem conclusão.
Um senador e candidato à Presidência, com um
histórico documentado de relações com milicianos, dinheiro vivo, pedidos a um
banqueiro preso, uma mansão inexplicável e um pai que tentou obstruir a Justiça
por ele, é blindado e retratado como vítima.
A diferença não está na lei. Está no sobrenome e
na orientação editorial.
Não aceitamos essa farsa. E cobramos de vocês, que
detêm o dever de informar, a mesma energia, o mesmo rigor e a mesma coragem
para investigar os dois lados.
Se há crimes, que se mostrem as provas e as
algemas. Para todos.
A história cobrará de vocês. Nós já estamos
cobrando hoje.
CEPLAC, criada em 1957 para salvar o cacau, mantém
raízes em Itabuna, na Bahia
Itabuna,
no sul da Bahia, é o coração urbano da Costa do Cacau e carrega na identidade a
herança da lavoura que consolidou a região grapiúna. A cidade também mantém uma
ligação histórica com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira
(CEPLAC), órgão federal criado em 20 de fevereiro de 1957 pela Lei nº 3.995
para recuperar e expandir a produção de cacau no Brasil. O contexto é detalhado
em reportagem do Monitor do Mercado.
Por que a CEPLAC foi criada
Segundo
o Ministério da Agricultura e Pecuária, a criação da CEPLAC ocorreu em um
momento em que a lavoura cacaueira vivia uma crise grave e sustentava boa parte
das exportações baianas. O objetivo do órgão era recuperar e expandir a lavoura
cacaueira brasileira, com um modelo que reunia pesquisa, extensão rural e
ensino agrícola em uma única estrutura desde o início.
O resultado apareceu nas décadas
seguintes. Entre os anos 1960 e 1980, a produção nacional de cacau cresceu mais
de 300%, segundo registros do ministério. A comissão manteve, ao longo desse
período, a combinação entre ciência e assistência técnica que ajudou a
modernizar a atividade.
A ligação
do órgão com Itabuna
A relação entre a CEPLAC e a
cidade é reivindicada pelo próprio município. Conforme a Prefeitura de Itabuna,
o órgão é descrito como genuinamente grapiúna, termo usado para designar o povo
da região cacaueira baiana, e foi fundamental para o estágio de desenvolvimento
alcançado pela região.
A estrutura de pesquisa
permanece no eixo que liga a cidade ao litoral. O Ministério da Agricultura e
Pecuária registra que a coordenação regional para Bahia e Espírito Santo
funciona na Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 22, onde está concentrado o centro de
pesquisas do cacau.
O que a cidade oferece hoje ao visitante
Itabuna assume hoje um perfil
urbano e de serviços, funcionando como base para roteiros da região. O centro
comercial é um dos maiores do interior baiano, herdeiro do período em que o
cacau movimentava a economia regional.
Margens do Rio Cachoeira: área de lazer no centro, com espaço para
caminhada e atividades ao ar livre.
Ita Pedro: grande evento festivo apresentado pela Prefeitura de
Itabuna como política de desenvolvimento socioeconômico ligada ao turismo
regional.
Fazendas de cacau: propriedades abertas à visitação, com produção
de chocolate artesanal.
Base para o litoral: a cidade fica no eixo rodoviário que leva a
Ilhéus e ao litoral sul baiano.
Costa do Cacau: circuito turístico regional do qual o município
participa junto a cidades vizinhas.
·A diversificação da economia não
apagou a identidade cacaueira. As fazendas produtoras de chocolate artesanal e
os roteiros até o litoral fazem de Itabuna um ponto de apoio para quem quer
conhecer o interior e as praias do sul da Bahia.
·Clima em Itabuna ao longo do ano
·O clima no sul baiano é quente o ano
inteiro, com chuva bem distribuída e sem estação seca marcada. No verão, entre
dezembro e fevereiro, as temperaturas variam de 24°C a 31°C, com calor forte e
umidade alta, além de pancadas de fim de tarde. O outono, de março a maio, é o
período mais chuvoso, com 75 a 113 mm, e temperaturas entre 23°C e 29°C.
·O inverno, de junho a agosto, é
apontado como o melhor período para passeios culturais, com temperaturas amenas
para o Nordeste, entre 21°C e 27°C, e céu frequentemente nublado. Na primavera,
de setembro a novembro, o calor volta gradualmente, com dias mais abertos e
temperaturas entre 22°C e 29°C.
·Os dados de chuva têm como base o
Climatempo. As condições podem variar de um ano para outro por influência de El
Niño, La Niña e outros fenômenos, o que reforça a necessidade de consultar a
previsão atualizada antes da viagem.
·Como chegar a Itabuna
·O acesso principal é rodoviário, pela
BR-101, que corta o município e o liga ao norte e ao sul da Bahia. De Itabuna,
a BR-415 segue para o litoral e para o aeroporto de Ilhéus, o mais próximo da
região.
·A posição geográfica transforma a
cidade em base prática para quem pretende visitar as fazendas de cacau do
interior e depois as praias do litoral, já que ambos os trajetos partem dali. O
caso de Itabuna ilustra o legado de um ciclo econômico que perdeu força: a
lavoura encolheu, mas permaneceram o comércio, a estrutura de serviços e um
órgão federal de pesquisa ainda dedicado à cultura que ajudou a construir a
identidade da economia regional.
E o colega Damasceno não conheceu a bela Canavieiras
Por Walmir Rosário*
Certa feita, o colega jornalista Tyrone Perrucho convida os colegas da Divisão de Comunicação da Ceplac (Dicom) para uma visita de fim de semana a Canavieiras. Aprovação geral, diante das histórias contadas pelo anfitrião sobre a cidade, a hospitalidade dos nativos, as praias, as belezas naturais e a hospitalidade. Fretariam um ônibus, sairiam às primeiras horas da manhã e retornariam na boca da noite.
Saída agendada para as 5 da manhã, a partida foi adiada por dois períodos de tolerância de 15 minutos para completar a lotação do ônibus pelos passageiros retardatários. Já com a porta fechada, eis que chega esbaforido Nisvaldo Damasceno, recém-saído do último estabelecimento etílico onde passara a noite em uma memorável farra.
E a chegada de Damasceno foi uma festa, afinal, todos estavam ansiosos para conhecer pessoalmente Canavieiras, a conhecida Princesinha do Sul, Terra Mater do cacau, contada em prosa e verso pelo colega Perrucho. E os turistas ceplaqueanos estavam ávidos para chegar cedo, haja vista que a estrada não era lá essas coisas, ainda de terra batida.
Todos já faziam planos sobre a visita, os comes e bebes tão propalados, as preciosas moquecas de peixes pescados quase na hora, a famosa “Cabeça de Robalo”. Iguaria tida como a mais fina da culinária local, ganhou fama após as grandes encomendas feitas por Antônio Carlos Magalhães (ACM) para as grandes recepções no Palácio de Ondina.
Alguns mais chegados ao turismo etílico não viam a hora de visitarem os barzinhos de ponta de rua, que serviam cerveja bem gelada nos velhos refrigeradores que funcionavam a querosene e a gás. Também comeriam os tira-gostos de carne de jabá, cortada na hora, e assada no papel de embrulho alimentado com álcool. Tudo como nas histórias contadas por Perrucho.
Com Nisvaldo Damasceno já acomodado nas últimas poltronas dormindo o sono dos justos, somente era lembrado assim que roncava mais alto. Na primeira parada na estrada continuou dormindo, e estrada afora refastelado nos braços de Morfeu. Ao ser acordado pelos colegas em solo canavieirense se deu conta que calçara um par de meias trocadas, o que pouco importava.
Ainda acometido pela farra da noite anterior, a contragosto, desce do ônibus e embarca numa canoa com destino à ilha da Atalaia (ainda não existia a ponte). Canoa lotada, na travessia após algumas brincadeiras feitas pelos colegas, sem querer faz um movimento brusco e quase cai da embarcação, sendo salvo providencialmente pelos colegas.
Na ilha da Atalaia, os visitantes iniciam uma nova farra, e para se livrar da ressaca do dia anterior “mergulham em águas profundas”, armazenadas em garrafas e litros, quentes ou geladas. Tira-gostos de peixes e camarões fritos, a famosa Cabeça de Robalo, e outras iguarias servidas por Domingão no não menos famoso “Meu Cacete”, nome de batismo do boteco e restaurante mais conhecido da Atalaia.
E era uma festa sem igual, uns tomavam banho no riacho ao lado, outros foram conhecer a praia. Sem a menor cerimônia provavam todas as bebidas que lhes eram oferecidas, quentes ou bem geladas, demonstrando bom apetite com os acepipes servidos e que faziam jus às histórias contadas pelo colega Tyrone sobre sua terra natal.
Após o festival de tira-gostos e moquecas, retornam a centro de Canavieiras, entram no ônibus e fazem um rolê pela cidade. Mais uma parada foi feita na saída da cidade para o reabastecimento da bebida. Na saída é que sentem a ausência de Damasceno, encontrado nas últimas poltronas do ônibus, dormindo como um anjinho, não fosse o barulho do ronco. Acordou já em Itabuna, sem saber que estaria em terra firme e próximo de casa.
No dia seguinte, em plena segunda-feira de trabalho, eis que Nisvaldo Damasceno chega à Divisão de Comunicação (Dicom) meio desanimado. Logo ao assinar o livro de ponto ouviu os colegas comentando as peripécias da viagem, os atos, fatos e gozações, o que eram novidades para ele. E aí Damasceno não resiste e pede a Tyrone Perrucho: “Eu preciso que você marque nova viagem, pois passei um dia inteiro por lá e não tenho a menor ideia de como é Canavieiras”.
Após sua aposentadoria da Ceplac, Damasceno – grande digitador e revisor sem igual – o convidei para trabalhar nos jornais Agora e A Região. Sempre que comentávamos sobre a viagem ele renovava o pedido de um segundo passeio e, apesar das constantes solicitações não foi atendido na nova excursão. E Damasceno partiu deste mundo sem jamais ter conhecido Canavieiras.