sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Acronicadewalmirrosario: AÉCIO, MEU GURU POLÍTICO, FAZ FALTA

 

AÉCIO, MEU GURU POLÍTICO, FAZ FALTA

Aécio Santos (E) aconselha o médico Amilton Gomes e os
jornalistas Kleber Torres, Vili Modesto e Walmir Rosário

Por Walmir Rosário*

Estou meio embaraçado (em português, não em espanhol) com a chegada das campanhas eleitorais e sinto falta dos bate-papos sobre os candidatos com uma pessoa pra lá de especial. Em nossas conversas, que variavam de uma livraria, banco de jardim, uma esquina da avenida do Cinquentenário, ou mesmo sorvendo as deliciosas batidas servidas pelo Caboclo Alencar, no ABC da Noite.

O local pouco importava – o que valia mesmo – era a análise pronta e acabada com a marca da sabedoria do mestre Aécio José dos Santos, herdeiro da mais tradicional família Santos, em Itabuna, Bahia, Brasil, Portugal e Algarve. Pessoa do mais fino trato, não jogava conversa fora, principalmente quando o assunto são os bens públicos, os fatos políticos.

E minha preocupação tem muito sentido, pois o meu Guru político deixou Itabuna há certo tempo e hoje reside em Salvador. Jamais conversei com ele o motivo da troca de ares, substituindo o cheiro do mel e do grude do cacau pelo ar salitroso da capital baiana. Mesmo sem ter a mínima ideia de sua residência, suponho que tenha preferido a proximidade da praia para os passeios diários.

Mas vamos aos fatos: A esta altura do campeonato, com os políticos gastando seus preciosíssimos tempos para encontrar as bases – suponho que nós – temos que estar com a conversa na ponta da língua para trocar ideias com eles. E é aí onde reside o problema: conversar o quê? Quais os assuntos? Discutir temas propostos pela Direita ou da Esquerda? Quem sabe o Centro...

Nas conversas com meu amigo Aécio Santos eu já teria todos esses temas mastigados, saberia quem era quem e os assuntos preferidos deles. Afinal, não ficaria bem recebermos os representantes do povo homiziados nos palácios de Salvador e Brasília com a cabeça vazia, apenas cumprimentando com um oi, de forma chocha, sem graça, o que causaria uma péssima impressão.

O que seria diferente se meu Guru Aécio, pessoa de finíssimo trato, estivesse aqui já teria me repassado todas as qualidades e defeitos dos nossos nobres representantes e não acometeria um deslize qualquer como mais um eleitor desinformado. Com certeza Aécio me instruiria sobre a vida pregressa do ilustre político e qual o seu escore nas promessas e afazeres entre o eleito e eleitor.

Pessoa instruída, Aécio era (e ainda é, tenho certeza) um craque, sobretudo no tema política. E nunca abriu mão de suas convicções, das quais as tomavam como norte, sem sair da linha. Funcionário de carreira do famoso Banco do Brasil, tinha o chamado Livro Lei da instituição na ponta da língua e ai de quem, porventura lhe apontasse o caminho errado.

Sei de alguns políticos que não eram muito dados à amizade com meu Guru, por coisas simples, comportamentos banais na política, a exemplo de prometer e não cumprir. Sempre que as ocupações profissionais e familiares permitiam, e dedicava seu tempo a ouvi-los em entrevistas em rádios, tevês, jornais e blogs com a maior atenção. A alguns fez cobranças, mas ao que parece não gostaram, daí as diferenças.

Certa feita, ao ver na televisão um político citar um equipamento público de saúde como a “rainha da cocada preta”, discordou veementemente e, sem alarde, avisou aos seus amigos se tratar de uma reles inverdade (fosse hoje fake news). Não sabia o alcaide que ele teria se hospedado dias antes no hospital para um pequeno tratamento e foi obrigado a comprar roupa de cama, além de esparadrapos e alguns medicamentos.

Eu, que em tempos não tão pretéritos fazia da política parte do meu mundo profissional, atualmente tenho receio de trocar impressões sobre candidatos, haja vista a violência das respostas. Foi o tempo em que sentávamos em uma mesa de bar para tomar conhecimento das atividades políticas partidárias com adversários civilizados. Hoje, pelo que tenho visto, me falta coragem.

Esse comportamento atual me traz lembranças dos convescotes em bares e restaurantes, nos quais todos falavam e ouviam, de forma educada, apesar de frequentes exaltações. Nesses casos, valiam a inteligência e perspicácia do mestre Aécio em continuar o bate-papo citando parábolas, um santo remédio para aliviar as tensões entre os adversários.

E a cada escorregada de um ou alguns dos participantes das mesas redondas informais, da forma mais gentil oferecia a sugestão de um determinado livro para que pudesse abalizar seus comentários. Como não me considero com tal capacidade para tanto, resolvi abandonar as conversas e debates políticos em público para evitar atritos com os meus considerados.

Pelos meus cálculos, não teremos o Guru político Aécio José dos Santos, um cavalheiro de grande sabedoria e astúcia, para nos acompanhar nesta seara política, sigo os conselhos de alguns amigos mais experientes, que recomendam ouvir mais e falar menos. Afinal, temos dois ouvidos e uma boca. Só me resta matar a saudade do Guru com os ensinamentos de outrora.

*Radialista, jornalista e advogado.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Golpe em curso para desacreditar o STF e as eleições

Golpe em curso para desacreditar o STF e as eleições

Por: Rogério Guimarães Oliveira/Zona Curva


O GOLPE ESTÁ SENDO FEITO AGORA POR DENTRO DO SUPREMO

André Mendonça abre o maior golpe desferido no STF às vésperas da eleição e transforma a própria instituição em campo de batalha da guerra híbrida contra o Brasil

Às vésperas da eleição presidencial, André Mendonça transforma elementos de uma investigação ainda sem conclusão judicial em combustível para uma guerra interna no STF, rompendo – de forma brutal e sem arcabouço constitucional que o embase – o equilíbrio institucional da Corte.

Uma frente de desestabilização que converge com os interesses da extrema direita brasileira e com a ofensiva dos Estados Unidos contra a soberania política e digital do Brasil.

Quando o Estado é colocado contra o próprio Estado

A pouco mais de um mês da eleição presidencial, o golpe mudou de lugar. Em 8 de janeiro de 2023, foi preciso quebrar vidraças, arrombar portas e invadir o Supremo Tribunal Federal.

Agora, a desestabilização avança por dentro da própria institucionalidade. André Mendonça, ministro do STF, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e um dos magistrados responsáveis pela condução do processo eleitoral, retirou o sigilo de material ainda submetido à apuração, expôs uma investigação que alcança integrantes das mais altas estruturas do Estado e lançou o Supremo numa guerra interna cujas consequências ultrapassam qualquer disputa pessoal com Alexandre de Moraes.

É preciso dizer desde o início o que está e o que não está em discussão. Não existe, até aqui, conclusão judicial que permita condenar Moraes pelas informações que emergiram do caso Banco Master. Se houver crime, que seja investigado, provado e punido.

O problema é precisamente outro. Antes que a Justiça produzisse uma verdade processual, a suspeita foi lançada ao espaço público como fato político. Em poucas horas, Moraes, Paulo Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Gabriel Galípolo passaram a habitar a mesma atmosfera de suspeição de forma centripetra e possivelmente coordenada com a imprensa e vazadores que desde a Lava Jato operam impunes.

A extrema direita imediatamente transformou essa matéria bruta em arma eleitoral. O STF deixou de aparecer como instituição capaz de processar uma crise e passou a aparecer como parte da própria crise.

É aqui que o acontecimento revela sua verdadeira dimensão. Um golpe no século XXI não precisa começar com tanques diante do Congresso. Pode começar quando os mecanismos do Estado são utilizados de maneira a destruir a confiança no próprio Estado, quando o procedimento antecede a prova, quando o vazamento produz sentença social antes do contraditório e quando uma instituição é empurrada para a guerra contra si mesma.

O que André Mendonça abriu não é apenas uma crise no Supremo. É uma fissura no centro do sistema de contenção democrática brasileiro no momento exato em que esse sistema será colocado à prova pelas eleições de 2026. Mendonça hoje foi mais eficaz que as turbas ensandecidas a depredar o Supremo no dia do Golpe.

Se Cunha iniciou o golpe de 2016. Mendonça pode ter iniciado o próximo golpe de 2027 dando tons de messianismo constitucional ao que podemos taxar de conduta totalmente inconstitucional para com seus pares.

O Supremo é julgado por um plenário e não pela imprensa. Mendonça não opera mais dentro das quatro linhas do estado de direito.

O ministro terrivelmente lavajatista Mendonça não apenas recebeu informações produzidas pela Polícia Federal. Ele movimentou a máquina. Determinou que a PF elaborasse, em 72 horas, um relatório específico sobre referências a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, separou esse material em uma nova frente processual, abriu vista à Procuradoria-Geral da República e, antes mesmo de uma manifestação conclusiva do Ministério Público, retirou o sigilo e empurrou o caso para o centro da arena pública.

Depois, pediu que o assunto fosse levado a uma sessão presencial do Plenário. A sucessão dos atos importa porque revela algo maior do que uma divergência jurídica: uma investigação ainda em formação foi convertida, por decisão institucional, em acontecimento político nacional.

É nesse ponto que o método se torna tão grave quanto o conteúdo. A direção da Polícia Federal reagiu duramente e passou a questionar se o relator havia ultrapassado a função de supervisionar a investigação para assumir um papel ativo na produção de uma linha investigativa própria.

Ministros do Supremo falaram em ruptura das regras internas e em um ambiente de vale-tudo. A PGR foi colocada numa posição ainda mais delicada, porque aparece ao mesmo tempo como instituição responsável por controlar juridicamente a investigação e como uma das estruturas atingidas pelas referências reveladas.

O resultado é um curto-circuito institucional: quem investiga passa a ser questionado, quem fiscaliza passa a integrar a crise e quem deveria arbitrar o conflito passa a lutar pela própria legitimidade.

A guerra híbrida opera exatamente nessa zona cinzenta. Ela não precisa fabricar documentos falsos quando pode explorar documentos verdadeiros fora de seu tempo processual. Fora da logica constitucional e dos direitos e garantias fundamentais.

Não precisa inventar uma acusação quando pode retirar um fragmento de contexto, lançá-lo na circulação pública e deixar que o ecossistema político produza a condenação. O tempo jurídico exige prova. O tempo informacional exige impacto.

Quando esses dois tempos entram em choque, vence primeiro quem controla a percepção.

Por isso, o ato mais poderoso não foi a descoberta de uma mensagem, mas a transformação da investigação em espetáculo antes que a própria investigação pudesse dizer o que aquelas mensagens significavam.

A partir desse instante, a Justiça deixou de conduzir sozinha o processo. A opinião pública, as redes, as campanhas eleitorais e os interesses políticos passaram a disputar o sentido do material em tempo real. E quando o sentido é capturado antes da prova, o processo continua aberto nos autos, mas a sentença política já começou a ser executada nas ruas.

As portas de um novo golpe com STF com tudo estão abertas: um novo golpe com o supremo fragilizado e vilipendiado como estamos vendo por um dos seus próprios ministros sera matéria fácil para ser tragado pelo próximo golpista de plantão em eleições.

É aqui que a crise deixa de ser apenas jurídica e revela sua natureza histórica. A guerra híbrida não precisa destruir o Estado de uma vez. Sua forma mais eficiente é fazê-lo perder progressivamente a capacidade de reconhecer quem o ataca, enquanto suas próprias instituições são empurradas umas contra as outras.

O conflito passa a utilizar a legalidade, a informação, a economia, a tecnologia e a disputa eleitoral como partes de uma mesma correlação de forças. Tudo continua aparentemente funcionando.

Os tribunais julgam, a polícia investiga, a imprensa publica, as plataformas distribuem, os candidatos discursam. Mas, por baixo dessa normalidade, a autoridade que sustenta o conjunto começa a ser corroída.

A contradição é brutal. O STF, que depois de 8 de janeiro se tornou uma das principais barreiras institucionais contra a extrema direita golpista, passa agora a produzir diante do país a imagem de uma Corte dividida, desconfiada de si mesma e incapaz de estabelecer sequer um terreno comum para processar a própria crise.

A Polícia Federal contesta o procedimento de um ministro do Supremo. A Procuradoria-Geral da República é chamada a fiscalizar uma investigação na qual seu próprio chefe aparece mencionado. O Banco Central entra no circuito da suspeição. Em vez de uma instituição proteger a estabilidade da outra, forma-se uma cadeia de atritos capaz de consumir a legitimidade de todas.

Essa é uma das formas mais perigosas da guerra política contemporânea porque transforma a força do Estado em matéria-prima de sua própria vulnerabilidade.

Não é preciso fechar o Supremo se for possível esvaziar sua autoridade. Não é preciso dissolver a Justiça Eleitoral se for possível fazer milhões de pessoas duvidarem de sua neutralidade antes da votação.

Não é necessário impedir formalmente o funcionamento da democracia quando se consegue destruir a confiança coletiva sem a qual suas instituições se tornam apenas edifícios, cargos e ritos.

Para um país do Sul Global, essa dinâmica tem um peso ainda maior. Estados submetidos historicamente à dependência econômica, tecnológica e informacional não enfrentam apenas disputas domésticas. Suas crises internas são atravessadas por interesses externos capazes de explorar cada fissura.

É nesse ponto que o conflito brasileiro deixa de ser apenas uma guerra entre ministros e passa a revelar uma disputa pela capacidade do próprio Brasil de decidir seu destino.

O golpe híbrido começa exatamente assim: não quando a Constituição desaparece, mas quando as forças que deveriam sustentá-la passam a corroer umas às outras.

A essa altura, a crise já não pertence apenas ao Supremo. Ela entra diretamente na disputa eleitoral e encontra uma estrutura de interesses muito maior do que a briga entre ministros.

Mendonça é vice-presidente do TSE e atua na propaganda das eleições de 2026. O primeiro turno está a pouco mais de um mês.

No mesmo momento em que o STF se fragmenta, a extrema direita transforma o material do caso Master em arma de campanha, desloca o centro do debate e converte suspeitas ainda não julgadas em certezas políticas prontas para circular nas redes.

O que a Justiça ainda precisa investigar, a máquina eleitoral já aprendeu a explorar.

É também nesse ponto que a crise brasileira encontra Washington. O governo dos Estados Unidos já transformou decisões do STF sobre plataformas digitais em questão estratégica, aplicou sanções contra Alexandre de Moraes, utilizou tarifas e instrumentos comerciais como pressão sobre o Brasil e tratou a regulação das Big Techs como conflito de interesse nacional norte-americano.

Moraes tornou-se alvo não apenas da extrema direita brasileira, mas de uma estrutura de coerção externa que enxerga nas decisões brasileiras sobre plataformas, dados e soberania digital um obstáculo aos interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos.

Não há prova de que André Mendonça receba ordens de Washington. E afirmar isso sem evidência destruiria a força do argumento. O que existe é algo mais concreto e, do ponto de vista do realismo político, suficiente para exigir atenção: uma convergência objetiva de interesses.

A extrema direita precisa enfraquecer o STF para reconstruir sua capacidade de ação. As Big Techs precisam reduzir a capacidade regulatória do Estado brasileiro.

Washington pressiona as instituições que impõem limites às empresas norte-americanas e à sua projeção política.

E, no centro dessa correlação de forças, uma crise interna aberta pelo próprio Supremo atinge exatamente a instituição que vinha funcionando como uma das últimas barreiras contra esses interesses.

É assim que a guerra híbrida amadurece. Ela não exige que todos os atores estejam reunidos na mesma sala. Basta que forças distintas descubram que podem avançar na mesma direção.

O capital transnacional quer liberdade para operar. A extrema direita quer recuperar poder. Washington quer disciplinar um Brasil que regula plataformas, fortalece o BRICS e reivindica autonomia estratégica.

As redes digitais precisam apenas converter cada fissura em espetáculo, cada dúvida em indignação e cada indignação em comportamento político. O tabuleiro se move sem que seja necessário um comando único.

Para um país periférico, esse é o ponto em que a disputa interna deixa de ser doméstica.

O Brasil não enfrenta somente uma eleição. Enfrenta a tentativa permanente de decidir se continuará sendo um Estado capaz de impor regras ao capital, às plataformas e às potências estrangeiras ou se voltará à condição histórica que o sistema internacional reservou ao Sul Global: mercado, território, fonte de dados e espaço político administrado de fora para dentro.

Quando a instituição que deveria conter essa pressão começa a se romper internamente, o problema deixa de ser apenas jurídico. Torna-se uma questão de soberania.

É preciso chegar ao fim sem cair na armadilha mais fácil: transformar Alexandre de Moraes em símbolo intocável. Não é disso que se trata. Se houver crime, que se investigue. Se houver prova, que se puna.

A defesa da democracia não pode depender da blindagem de pessoas. Ela depende da preservação de regras, procedimentos, instituições e da capacidade coletiva de distinguir investigação de condenação, indício de prova, informação de sentença.

É exatamente essa fronteira que está sendo destruída. A suspeita começou em Moraes, alcançou Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Galípolo, e já produz o ambiente necessário para atingir o próprio governo. Esse é o mecanismo. Não é necessário provar que todo o Estado está corrompido. Basta produzir a percepção de que nenhuma instituição merece confiança. Quando tudo parece contaminado, qualquer ruptura pode ser apresentada como limpeza.

O Brasil conhece esse caminho.

Em 2016, a ruptura foi construída por dentro das instituições, legitimada por procedimentos formalmente existentes e alimentada por uma máquina política e midiática que transformou exceção em normalidade. Em 8 de janeiro de 2023, a extrema direita tentou converter a deslegitimação acumulada em força física.

Em 2026, o método pode estar atingindo um estágio mais sofisticado: utilizar as próprias contradições do Estado para enfraquecer sua capacidade de resistir.

É isso que precisa ser denunciado agora, antes que a fumaça esconda o incêndio. Golpes não começam no momento em que a Constituição é rasgada. Começam quando a sociedade é preparada para acreditar que ela já não serve, que seus tribunais não merecem confiança, que suas instituições são inimigas e que somente uma força externa ao pacto democrático pode restaurar a ordem.

Desta vez, talvez não precisem invadir o Supremo.

Basta fazê-lo desabar por dentro.

A lavaJato mais uma vez, ao nunca ser corretamente enfrentada pelos três poderes, ganhou.

Por Luciana Bauer e Reynaldo Aragon

NOTA DESSE PUBLICADOR

Coincidentemente, nesta manhã, antes dos fatos todos que eclodiram hoje virem à tona, publiquei denúncia minha de que o ministro André Mendonça estava exorbitando de suas funções e praticando ativismo judicial para fins políticos e eleitorais. Ao longo do dia, as novas notícias só vieram confirmar o que constou na referida análise.

A profundidade do que consta no texto acima bem demontra que uma nova fase do processo golpista está em curso acelerado, agora insuflado de forma expressa não apenas pela oposição golpista, mas também por movimentos estrangeiros que querem enfraquecer a independência conquistada pela nação brasileira.

O movimento é claro em pretender produzir insegurança e quebra de confiança da população nas instituições públicas mais importantes e caras do país, como STF, PF e PGR, tudo isso a um mês das eleições presidenciais.

A extrema direita já se mobilizou e apresentou hoje no Congresso mais um pedido de impeachment contra o ministro Moraes, mesmo que absolutamente nenhum ato ilícito do magistrado, do ponto de vista pessoal ou funcional, tenha sido comprovado.

André Mendonça, definitivamente, redirecionou o inquérito do Banco Master para se transformar em investigação contra autoridades e instituições públicas, notadamente o inimigo público número 1 do bolsonarismo, o ministro Moraes. Enquanto isso, o mesmo Mendonça blinda acintosamente Flávio Bolsonaro.

A imprensa nacional, que é a pior e mais venal imprensa do mundo, já se mobiliza e faz coro para reforçar a estratégia. O JN de hoje extrapolou o seu horário habitual para cobrir e construir uma narrativa subliminar dos fatos. A Globo joga para a plateia, sem dizê-lo de forma explícita, que as instituições brasileiras não são confiáveis, simplesmente porque foram reveladas supostas mensagens gravadas no celular de um criminoso como Daniel Vorcaro, mensagens estas que somente ele enviou às autoridades. Muito estranho, para se dizer o mínimo.

A impressão é que a liberação deste material foi meticulosamente programada para acontecer a um mês do pleito.

Uma certeza: o jogo é sujo e é pesado!

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A ética, o diploma e o jornalismo que morre a cada dia

A ética, o diploma e o jornalismo que morre a cada dia


Quem acompanha a acelerada competição no jornalismo eletrônico dos nossos dias, com 

inteligência (?) artificial (IA) e tudo, deve ter reparado que os textos noticiosos se repetem numa progressão geométrica, principalmente, os que trazem ataques a desafetos, adversários ideológicos, políticos, esportivos e de outras correntes do pensamento filosófico, econômico, etc.

Há 50 anos, os profissionais tinham mais zelo e preocupação com as fontes, os concorrentes e os fatos. Todos temíamos a acusação de ser praticante de gilette-press, a condenável apropriação de uma informação ou fato publicado sem o italic a reconhecer a autoria do material publicado em primeira mão.

Atualmente, não se observa essa preocupação pela preguiça, má-fé ou má formação profissional. Os textos são copiados descaradamente levando consigo até erros crassos de português, narrativa, relatos ou interpretações.

É a selva!!, exclamaria um jornalista dinossauro como apelidamos os antigos profissionais para quem a ética faz parte de seu trabalho assim como o cuidado com a Língua Portuguesa que a usa e utiliza com rigor gramatical ou lingüístico pela beleza e significado das palavras, expressões e alocuções.

Neste salve-se quem puder, o copia e cola (CTRL+C+V) do teclado retira o blogueiro, o redator e o jornalista (?) de sua letargia em conversar com as pessoas de sua família, de sua comunidade e dos grupos sociais que por acaso frequente.

Isto sem falar na indiscriminada, amadora e odiosa forma de acompanhar as ditas redes sociais em busca de notícias que, por falta de rigor técnico-profissional, nem sempre são bem apuradas e sempre deixarão a desejar.

Portanto, o diploma obtido em uma instituição de ensino superior não torna ninguém um bom e rigoroso profissional de comunicação, processo humano de transmissão e trocar informações, mensagens, idéias e/ou sentimentos entre um emissor e um receptor.

Parodiando, Millôr Fernandes: é secos & molhados e nada tem de imprensa nisto.

(*)


Luiz Conceição é bacharel em Direito, leitor de temas econômicos, literários e do cotidiano e jornalista desde 1975 (época em que era muito, mas muito feliz!).

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Matematicamente insustentável

 Matematicamente insustentável

"Sumiko Hanada”

 


1 Presidente da República

1 Vice-presidente da República

1 Presidente Câmara federal

1 Presidente Senado Federal

11 ministros do STF

81 Senadores

513 Deputados federais

27 Governadores

27 Vice-Governadores

 

27 Câmaras estaduais"

1 Presidente da República

1 Vice-presidente da República

1 Presidente Câmara federal

1 Presidente Senado Federal 

11 ministros do STF

81 Senadores

513 Deputados federais

27 Governadores

27 Vice-Governadores

27 Câmaras estaduais

1.049 Deputados estaduais

5.568 Prefeitos

5.568 Vice-prefeitos

5.568 Câmaras municipais

57.931 Vereadores

 

Total: 70.794 políticos (não estamos falando de nenhum partido de forma específica) + 11 do STF ("políticos" também).

 

12.825 - Assessores parlamentares Câmara Federal (sem concurso)

 

4.455 - Assessores parlamentares Senado (sem concurso)

 

27.000 – Assessores parlamentares Câmaras Estaduais (sem concurso – estimado/por falta de transparência)

 

600.000 – Assessores parlamentares Câmaras Municipais (sem concurso – estimado/por falta de transparência)

Total Geral: 715.074 funcionários não concursados

Gasto

248 mil por minuto;

14,9 milhões por hora;

357,5 milhões por dia;

10,7 bilhões por mês;

 

Gasto Total: acima de 128 BILHÕES por ano + 6 BILHÕES do FUNDO PARTIDÁRIO. Além disso, deve-se computar o rombo na previdência social com suas aposentadorias alienígenas.

35 Partidos registrados no TSE + 73 partidos em formação.

As perguntas cabíveis diante dessa situação são as seguintes:

Será que a reforma da Previdência é a única prioridade nacional?

Como é que nós deixamos chegar a esse ponto? E até quando?

Fonte: Banco Mundial

O Brasil tem a maior carga tributária do mundo, para pagar a

MAIOR CORRUPÇÃO DO MUNDO"

Tributos no Brasil -  uma vergonha!!!

Medicamentos      36%

Luz.                   45,81%

Telefone            47,87%

Gasolina            57,03%

Cigarro              81,68%

PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS

Carne bovina       18,63%

Frango                 17,91%

Peixe                   18,02%

Sal                       29,48%

Trigo                    34,47%

Arroz                    18,00%

Óleo de soja        37,18%

Farinha                34,47%

Feijão                  18,00%

Açúcar                40,40%

Leite                    33,63%

Café                    36,52%

Macarrão            35,20%

Margarina            37,18%

Molho tomate      36,66%

Biscoito               38,50%

Chocolate            32,00%

Ovos                    21,79%

Frutas                  22,98%

Álcool                  43,28%

Detergente           40,50%

Sabão em pó      42,27%

Desinfetante        37,84%

Água sanitária     37,84%

Esponja de aço   44,35%

PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE

Sabonete                 42%

Xampu                 52,35%

Condicionador    47,01%

Desodorante       47,25%

Papel Higiênico   40,50%

Pasta de Dente   42,00%

MATERIAL ESCOLAR

Caneta                48,69%

Lápis                   36,19%

Borracha             44,39%

Estojo                  41,53%

Pastas plásticas  41,17%

Agenda                44,39%

Papel sulfite         38,97%

Livros                   13,18%

Papel                   38,97%

BEBIDAS

Refresco em pó   38,32%

Suco                    37,84%

Água                    45,11%

Cerveja                56,00%

Cachaça              83,07%

Refrigerante        47,00%

Sapatos               37,37%

Roupas                37,84%

Computador        38,00%

Telefone Celular   41,00%

Ventilador            43,16%

Liquidificador      43,64%

Refrigerador        47,06%

Microondas         56,99%

Tijolo                    34,23%

Telha                    34,47%

Móveis                 37,56%

Tinta                    45,77%

Casa popular       49,02%

Mensalidade Escolar 37,68% (ISS DE 5%)

ALÉM DESTES IMPOSTOS, VOCÊ PAGA*

- DE 15% A 27,5% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA;

- PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE,

- O COLÉGIO DOS SEUS FILHOS,

- IPVA,

- IPTU,

- INSS,

- FGTS

- ETC.

O Brasil precisa de atitude do povo!

Somos 208 milhões de Brasileiros sendo sacaneados por 600 políticos de Brasília.

Sem querer cortar seus próprios gastos e exagerados privilégios, o governo repassa o alto custo da sua corrupção e incompetência para a população pagar e ainda afirma que não tem dinheiro.