CEPLAC, criada em 1957, ainda atua em Itabuna
CEPLAC, criada em 1957 para salvar o cacau, mantém
raízes em Itabuna, na Bahia
Itabuna, no sul da Bahia, é o coração urbano da Costa do Cacau e carrega na identidade a herança da lavoura que consolidou a região grapiúna. A cidade também mantém uma ligação histórica com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), órgão federal criado em 20 de fevereiro de 1957 pela Lei nº 3.995 para recuperar e expandir a produção de cacau no Brasil. O contexto é detalhado em reportagem do Monitor do Mercado.
Por que a CEPLAC foi criada
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a criação da CEPLAC ocorreu em um momento em que a lavoura cacaueira vivia uma crise grave e sustentava boa parte das exportações baianas. O objetivo do órgão era recuperar e expandir a lavoura cacaueira brasileira, com um modelo que reunia pesquisa, extensão rural e ensino agrícola em uma única estrutura desde o início.
O resultado apareceu nas décadas seguintes. Entre os anos 1960 e 1980, a produção nacional de cacau cresceu mais de 300%, segundo registros do ministério. A comissão manteve, ao longo desse período, a combinação entre ciência e assistência técnica que ajudou a modernizar a atividade.
A ligação
do órgão com Itabuna
A relação entre a CEPLAC e a
cidade é reivindicada pelo próprio município. Conforme a Prefeitura de Itabuna,
o órgão é descrito como genuinamente grapiúna, termo usado para designar o povo
da região cacaueira baiana, e foi fundamental para o estágio de desenvolvimento
alcançado pela região.
A estrutura de pesquisa
permanece no eixo que liga a cidade ao litoral. O Ministério da Agricultura e
Pecuária registra que a coordenação regional para Bahia e Espírito Santo
funciona na Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 22, onde está concentrado o centro de
pesquisas do cacau.
O que a cidade oferece hoje ao visitante
Itabuna assume hoje um perfil
urbano e de serviços, funcionando como base para roteiros da região. O centro
comercial é um dos maiores do interior baiano, herdeiro do período em que o
cacau movimentava a economia regional.
- Margens do Rio Cachoeira: área de lazer no centro, com espaço para
caminhada e atividades ao ar livre.
- Ita Pedro: grande evento festivo apresentado pela Prefeitura de
Itabuna como política de desenvolvimento socioeconômico ligada ao turismo
regional.
- Fazendas de cacau: propriedades abertas à visitação, com produção
de chocolate artesanal.
- Base para o litoral: a cidade fica no eixo rodoviário que leva a
Ilhéus e ao litoral sul baiano.
- Costa do Cacau: circuito turístico regional do qual o município
participa junto a cidades vizinhas.
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A diversificação da economia não
apagou a identidade cacaueira. As fazendas produtoras de chocolate artesanal e
os roteiros até o litoral fazem de Itabuna um ponto de apoio para quem quer
conhecer o interior e as praias do sul da Bahia.
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Clima em Itabuna ao longo do ano
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O clima no sul baiano é quente o ano
inteiro, com chuva bem distribuída e sem estação seca marcada. No verão, entre
dezembro e fevereiro, as temperaturas variam de 24°C a 31°C, com calor forte e
umidade alta, além de pancadas de fim de tarde. O outono, de março a maio, é o
período mais chuvoso, com 75 a 113 mm, e temperaturas entre 23°C e 29°C.
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O inverno, de junho a agosto, é
apontado como o melhor período para passeios culturais, com temperaturas amenas
para o Nordeste, entre 21°C e 27°C, e céu frequentemente nublado. Na primavera,
de setembro a novembro, o calor volta gradualmente, com dias mais abertos e
temperaturas entre 22°C e 29°C.
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Os dados de chuva têm como base o
Climatempo. As condições podem variar de um ano para outro por influência de El
Niño, La Niña e outros fenômenos, o que reforça a necessidade de consultar a
previsão atualizada antes da viagem.
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Como chegar a Itabuna
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O acesso principal é rodoviário, pela
BR-101, que corta o município e o liga ao norte e ao sul da Bahia. De Itabuna,
a BR-415 segue para o litoral e para o aeroporto de Ilhéus, o mais próximo da
região.
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A posição geográfica transforma a
cidade em base prática para quem pretende visitar as fazendas de cacau do
interior e depois as praias do litoral, já que ambos os trajetos partem dali. O
caso de Itabuna ilustra o legado de um ciclo econômico que perdeu força: a
lavoura encolheu, mas permaneceram o comércio, a estrutura de serviços e um
órgão federal de pesquisa ainda dedicado à cultura que ajudou a construir a
identidade da economia regional.



