quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Matematicamente insustentável

 Matematicamente insustentável

"Sumiko Hanada”

 


1 Presidente da República

1 Vice-presidente da República

1 Presidente Câmara federal

1 Presidente Senado Federal

11 ministros do STF

81 Senadores

513 Deputados federais

27 Governadores

27 Vice-Governadores

 

27 Câmaras estaduais"

1 Presidente da República

1 Vice-presidente da República

1 Presidente Câmara federal

1 Presidente Senado Federal 

11 ministros do STF

81 Senadores

513 Deputados federais

27 Governadores

27 Vice-Governadores

27 Câmaras estaduais

1.049 Deputados estaduais

5.568 Prefeitos

5.568 Vice-prefeitos

5.568 Câmaras municipais

57.931 Vereadores

 

Total: 70.794 políticos (não estamos falando de nenhum partido de forma específica) + 11 do STF ("políticos" também).

 

12.825 - Assessores parlamentares Câmara Federal (sem concurso)

 

4.455 - Assessores parlamentares Senado (sem concurso)

 

27.000 – Assessores parlamentares Câmaras Estaduais (sem concurso – estimado/por falta de transparência)

 

600.000 – Assessores parlamentares Câmaras Municipais (sem concurso – estimado/por falta de transparência)

Total Geral: 715.074 funcionários não concursados

Gasto

248 mil por minuto;

14,9 milhões por hora;

357,5 milhões por dia;

10,7 bilhões por mês;

 

Gasto Total: acima de 128 BILHÕES por ano + 6 BILHÕES do FUNDO PARTIDÁRIO. Além disso, deve-se computar o rombo na previdência social com suas aposentadorias alienígenas.

35 Partidos registrados no TSE + 73 partidos em formação.

As perguntas cabíveis diante dessa situação são as seguintes:

Será que a reforma da Previdência é a única prioridade nacional?

Como é que nós deixamos chegar a esse ponto? E até quando?

Fonte: Banco Mundial

O Brasil tem a maior carga tributária do mundo, para pagar a

MAIOR CORRUPÇÃO DO MUNDO"

Tributos no Brasil -  uma vergonha!!!

Medicamentos      36%

Luz.                   45,81%

Telefone            47,87%

Gasolina            57,03%

Cigarro              81,68%

PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS

Carne bovina       18,63%

Frango                 17,91%

Peixe                   18,02%

Sal                       29,48%

Trigo                    34,47%

Arroz                    18,00%

Óleo de soja        37,18%

Farinha                34,47%

Feijão                  18,00%

Açúcar                40,40%

Leite                    33,63%

Café                    36,52%

Macarrão            35,20%

Margarina            37,18%

Molho tomate      36,66%

Biscoito               38,50%

Chocolate            32,00%

Ovos                    21,79%

Frutas                  22,98%

Álcool                  43,28%

Detergente           40,50%

Sabão em pó      42,27%

Desinfetante        37,84%

Água sanitária     37,84%

Esponja de aço   44,35%

PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE

Sabonete                 42%

Xampu                 52,35%

Condicionador    47,01%

Desodorante       47,25%

Papel Higiênico   40,50%

Pasta de Dente   42,00%

MATERIAL ESCOLAR

Caneta                48,69%

Lápis                   36,19%

Borracha             44,39%

Estojo                  41,53%

Pastas plásticas  41,17%

Agenda                44,39%

Papel sulfite         38,97%

Livros                   13,18%

Papel                   38,97%

BEBIDAS

Refresco em pó   38,32%

Suco                    37,84%

Água                    45,11%

Cerveja                56,00%

Cachaça              83,07%

Refrigerante        47,00%

Sapatos               37,37%

Roupas                37,84%

Computador        38,00%

Telefone Celular   41,00%

Ventilador            43,16%

Liquidificador      43,64%

Refrigerador        47,06%

Microondas         56,99%

Tijolo                    34,23%

Telha                    34,47%

Móveis                 37,56%

Tinta                    45,77%

Casa popular       49,02%

Mensalidade Escolar 37,68% (ISS DE 5%)

ALÉM DESTES IMPOSTOS, VOCÊ PAGA*

- DE 15% A 27,5% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA;

- PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE,

- O COLÉGIO DOS SEUS FILHOS,

- IPVA,

- IPTU,

- INSS,

- FGTS

- ETC.

O Brasil precisa de atitude do povo!

Somos 208 milhões de Brasileiros sendo sacaneados por 600 políticos de Brasília.

Sem querer cortar seus próprios gastos e exagerados privilégios, o governo repassa o alto custo da sua corrupção e incompetência para a população pagar e ainda afirma que não tem dinheiro.

domingo, 23 de agosto de 2026

CARTA ABERTA À IMPRENSA BRASILEIRA

CARTA ABERTA À IMPRENSA BRASILEIRA


Nós, cidadãos brasileiros que ainda acreditam na função social do jornalismo, vimos a público manifestar nossa indignação diante do abismo entre o tratamento dado pela grande imprensa a um candidato à Presidência da República e a um cidadão comum, que não ocupa cargo público, não é candidato a nada e não pede voto.

A pergunta é uma só: por que um é caçado sem provas, enquanto o outro é blindado com provas?

O CASO DE FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA

Filho do atual presidente, Fábio Luís não é candidato a nada, não ocupa cargo público, não pede voto. Ainda assim, sua vida foi devassada. Sigilos bancário, fiscal e telemático foram quebrados. Cada contrato, cada movimento, cada centavo foi vasculhado.

O resultado? Nenhuma condenação.

Mesmo assim, segue sendo manchete atrás de manchete, tratado como se fosse o chefe de uma organização criminosa. A fúria investigativa da imprensa contra ele é implacável, mesmo quando a realidade não a acompanha.

O CASO DE FLÁVIO BOLSONARO

Flávio Bolsonaro é senador da República e candidato à Presidência. Ocupa uma das cadeiras mais importantes do país. Pede votos e influencia leis. E qual é o seu currículo público?

Empregou em seu gabinete a mãe e a esposa de Adriano da Nóbrega, ex-PM apontado como chefe de milícia no Rio de Janeiro. O próprio Flávio o condecorou.

Seu gabinete foi o epicentro do esquema da "Rachadinha", com Fabrício Queiroz operando milhões em movimentações atípicas. Sabemos que a denúncia foi anulada por uma decisão técnica. Mas e o mérito? Cadê a investigação jornalística independente?

Acumulou imóveis comprados com dinheiro vivo, indício clássico de lavagem de dinheiro. Tudo documentado.

Pediu pessoalmente sessenta e um milhões de reais a Daniel Vorcaro, banqueiro preso por um rombo bilionário que lesou aposentados, para financiar um filme sobre seu pai. As mensagens e áudios mostram o senador cobrando, agradecendo e chamando o banqueiro de "irmão".

Mora em uma mansão avaliada em quinze milhões de reais, mas declarada por seis milhões de reais. Como? Quem vendeu? Como foi pago? Onde está o restante do valor? Essa é uma pergunta que qualquer jornalista sério deveria estar fazendo em manchete. Mas o silêncio é ensurdecedor.

E qual é o tratamento que a imprensa dá a este senador, candidato à Presidência?Tratamento de vítima. De "perseguido político". De "moderado".

Enquanto isso, a prova mais grave de todas é solenemente ignorada ou tratada como ruído de bastidor:

Jair Bolsonaro, então presidente, gravou uma reunião pedindo intervenção na Receita Federal para parar as investigações contra seu filho Flávio.

Isso não é suspeita. É um áudio. Um documento. Uma confissão de obstrução da Justiça.

Se eu não devo, eu não temo?

O presidente Lula foi claro e público: "Pode investigar." Seu filho foi investigado. E devassado. E exposto. Sem condenação.

Bolsonaro foi claro e público: "Não vou permitir que meus filhos sejam investigados." E a imprensa, em grande parte, tratou essa postura como normal.

Que show da Xuxa é esse?

O vice de Flávio foi relator na CPI do INSS. A sócia de Flávio é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela Polícia Federal como sócio e operador do "Careca” do INSS. O dinheiro do Vorcaro, que financiou o filme, vem, em última instância, dos aposentados e poupadores lesados pelo Banco Master.

A ficha corrida de Flávio Bolsonaro é pública. Está nos autos, nos áudios, nos registros de imóveis, nas mensagens de celular, nas declarações de bens. E a imprensa, em sua maioria, finge que não vê.

EXIGIMOS RESPOSTAS:

Cadê a isonomia?Se o sigilo de Fábio Luís pode ser quebrado sem provas, por que a imprensa não exige o mesmo para os sigilos telefônicos, fiscais e bancários de Flávio Bolsonaro?

Cadê a cobertura aprofundada sobre os sessenta e um milhões de reais de Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse"?Quantos minutos de televisão e quantas páginas de jornal foram dedicados a esse escândalo em comparação com as suspeitas jamais comprovadas contra Fábio Luís?

Cadê a indignação com o áudio?Por que a admissão gravada de um presidente tentando obstruir a Justiça para proteger o filho não é a manchete principal de todos os noticiários, todos os dias?

Como a mansão de quinze milhões de reais foi comprada por seis milhões de reais?Cadê a matéria investigativa sobre a origem dos recursos e a identidade do vendedor?

E o que mais está escondido?O que mais foi varrido para debaixo do tapete enquanto a atenção se voltava para um alvo conveniente?

CONCLUSÃO

O povo não é bobo, mas parte da imprensa parece apostar que sim.

Um cidadão sem cargo público é caçado por suspeitas que se arrastam sem conclusão.

Um senador e candidato à Presidência, com um histórico documentado de relações com milicianos, dinheiro vivo, pedidos a um banqueiro preso, uma mansão inexplicável e um pai que tentou obstruir a Justiça por ele, é blindado e retratado como vítima.

A diferença não está na lei. Está no sobrenome e na orientação editorial.

Não aceitamos essa farsa. E cobramos de vocês, que detêm o dever de informar, a mesma energia, o mesmo rigor e a mesma coragem para investigar os dois lados.

Se há crimes, que se mostrem as provas e as algemas. Para todos.

A história cobrará de vocês. Nós já estamos cobrando hoje.

Atenciosamente,

Cidadãos brasileiros atentos e indignados.


sábado, 22 de agosto de 2026

CEPLAC, criada em 1957, ainda atua em Itabuna

CEPLAC, criada em 1957, ainda atua em Itabuna

 


CEPLAC, criada em 1957 para salvar o cacau, mantém raízes em Itabuna, na Bahia

Itabuna, no sul da Bahia, é o coração urbano da Costa do Cacau e carrega na identidade a herança da lavoura que consolidou a região grapiúna. A cidade também mantém uma ligação histórica com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), órgão federal criado em 20 de fevereiro de 1957 pela Lei nº 3.995 para recuperar e expandir a produção de cacau no Brasil. O contexto é detalhado em reportagem do Monitor do Mercado.

Por que a CEPLAC foi criada



Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a criação da CEPLAC ocorreu em um momento em que a lavoura cacaueira vivia uma crise grave e sustentava boa parte das exportações baianas. O objetivo do órgão era recuperar e expandir a lavoura cacaueira brasileira, com um modelo que reunia pesquisa, extensão rural e ensino agrícola em uma única estrutura desde o início.

O resultado apareceu nas décadas seguintes. Entre os anos 1960 e 1980, a produção nacional de cacau cresceu mais de 300%, segundo registros do ministério. A comissão manteve, ao longo desse período, a combinação entre ciência e assistência técnica que ajudou a modernizar a atividade.

A ligação do órgão com Itabuna

A relação entre a CEPLAC e a cidade é reivindicada pelo próprio município. Conforme a Prefeitura de Itabuna, o órgão é descrito como genuinamente grapiúna, termo usado para designar o povo da região cacaueira baiana, e foi fundamental para o estágio de desenvolvimento alcançado pela região.

A estrutura de pesquisa permanece no eixo que liga a cidade ao litoral. O Ministério da Agricultura e Pecuária registra que a coordenação regional para Bahia e Espírito Santo funciona na Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 22, onde está concentrado o centro de pesquisas do cacau.

O que a cidade oferece hoje ao visitante

Itabuna assume hoje um perfil urbano e de serviços, funcionando como base para roteiros da região. O centro comercial é um dos maiores do interior baiano, herdeiro do período em que o cacau movimentava a economia regional.

  • Margens do Rio Cachoeira: área de lazer no centro, com espaço para caminhada e atividades ao ar livre.
  • Ita Pedro: grande evento festivo apresentado pela Prefeitura de Itabuna como política de desenvolvimento socioeconômico ligada ao turismo regional.
  • Fazendas de cacau: propriedades abertas à visitação, com produção de chocolate artesanal.
  • Base para o litoral: a cidade fica no eixo rodoviário que leva a Ilhéus e ao litoral sul baiano.
  • Costa do Cacau: circuito turístico regional do qual o município participa junto a cidades vizinhas.

·         A diversificação da economia não apagou a identidade cacaueira. As fazendas produtoras de chocolate artesanal e os roteiros até o litoral fazem de Itabuna um ponto de apoio para quem quer conhecer o interior e as praias do sul da Bahia.

·         Clima em Itabuna ao longo do ano

·         O clima no sul baiano é quente o ano inteiro, com chuva bem distribuída e sem estação seca marcada. No verão, entre dezembro e fevereiro, as temperaturas variam de 24°C a 31°C, com calor forte e umidade alta, além de pancadas de fim de tarde. O outono, de março a maio, é o período mais chuvoso, com 75 a 113 mm, e temperaturas entre 23°C e 29°C.

·         O inverno, de junho a agosto, é apontado como o melhor período para passeios culturais, com temperaturas amenas para o Nordeste, entre 21°C e 27°C, e céu frequentemente nublado. Na primavera, de setembro a novembro, o calor volta gradualmente, com dias mais abertos e temperaturas entre 22°C e 29°C.

·         Os dados de chuva têm como base o Climatempo. As condições podem variar de um ano para outro por influência de El Niño, La Niña e outros fenômenos, o que reforça a necessidade de consultar a previsão atualizada antes da viagem.

·         Como chegar a Itabuna

·         O acesso principal é rodoviário, pela BR-101, que corta o município e o liga ao norte e ao sul da Bahia. De Itabuna, a BR-415 segue para o litoral e para o aeroporto de Ilhéus, o mais próximo da região.

·         A posição geográfica transforma a cidade em base prática para quem pretende visitar as fazendas de cacau do interior e depois as praias do litoral, já que ambos os trajetos partem dali. O caso de Itabuna ilustra o legado de um ciclo econômico que perdeu força: a lavoura encolheu, mas permaneceram o comércio, a estrutura de serviços e um órgão federal de pesquisa ainda dedicado à cultura que ajudou a construir a identidade da economia regional.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

FOI A CANAVIEIRAS E VOLTOU SEM CONHECER A CIDADE

 

FOI A CANAVIEIRAS E VOLTOU SEM CONHECER A CIDADE


E o colega Damasceno não conheceu a bela Canavieiras

Por Walmir Rosário*

Certa feita, o colega jornalista Tyrone Perrucho convida os colegas da Divisão de Comunicação da Ceplac (Dicom) para uma visita de fim de semana a Canavieiras. Aprovação geral, diante das histórias contadas pelo anfitrião sobre a cidade, a hospitalidade dos nativos, as praias, as belezas naturais e a hospitalidade. Fretariam um ônibus, sairiam às primeiras horas da manhã e retornariam na boca da noite.

Saída agendada para as 5 da manhã, a partida foi adiada por dois períodos de tolerância de 15 minutos para completar a lotação do ônibus pelos passageiros retardatários. Já com a porta fechada, eis que chega esbaforido Nisvaldo Damasceno, recém-saído do último estabelecimento etílico onde passara a noite em uma memorável farra.

E a chegada de Damasceno foi uma festa, afinal, todos estavam ansiosos para conhecer pessoalmente Canavieiras, a conhecida Princesinha do Sul, Terra Mater do cacau, contada em prosa e verso pelo colega Perrucho. E os turistas ceplaqueanos estavam ávidos para chegar cedo, haja vista que a estrada não era lá essas coisas, ainda de terra batida.

Todos já faziam planos sobre a visita, os comes e bebes tão propalados, as preciosas moquecas de peixes pescados quase na hora, a famosa “Cabeça de Robalo”. Iguaria tida como a mais fina da culinária local, ganhou fama após as grandes encomendas feitas por Antônio Carlos Magalhães (ACM) para as grandes recepções no Palácio de Ondina.

Alguns mais chegados ao turismo etílico não viam a hora de visitarem os barzinhos de ponta de rua, que serviam cerveja bem gelada nos velhos refrigeradores que funcionavam a querosene e a gás. Também comeriam os tira-gostos de carne de jabá, cortada na hora, e assada no papel de embrulho alimentado com álcool. Tudo como nas histórias contadas por Perrucho.

Com Nisvaldo Damasceno já acomodado nas últimas poltronas dormindo o sono dos justos, somente era lembrado assim que roncava mais alto. Na primeira parada na estrada continuou dormindo, e estrada afora refastelado nos braços de Morfeu. Ao ser acordado pelos colegas em solo canavieirense se deu conta que calçara um par de meias trocadas, o que pouco importava.

Ainda acometido pela farra da noite anterior, a contragosto, desce do ônibus e embarca numa canoa com destino à ilha da Atalaia (ainda não existia a ponte). Canoa lotada, na travessia após algumas brincadeiras feitas pelos colegas, sem querer faz um movimento brusco e quase cai da embarcação, sendo salvo providencialmente pelos colegas.

Na ilha da Atalaia, os visitantes iniciam uma nova farra, e para se livrar da ressaca do dia anterior “mergulham em águas profundas”, armazenadas em garrafas e litros, quentes ou geladas. Tira-gostos de peixes e camarões fritos, a famosa Cabeça de Robalo, e outras iguarias servidas por Domingão no não menos famoso “Meu Cacete”, nome de batismo do boteco e restaurante mais conhecido da Atalaia.

E era uma festa sem igual, uns tomavam banho no riacho ao lado, outros foram conhecer a praia. Sem a menor cerimônia provavam todas as bebidas que lhes eram oferecidas, quentes ou bem geladas, demonstrando bom apetite com os acepipes servidos e que faziam jus às histórias contadas pelo colega Tyrone sobre sua terra natal.

Após o festival de tira-gostos e moquecas, retornam a centro de Canavieiras, entram no ônibus e fazem um rolê pela cidade. Mais uma parada foi feita na saída da cidade para o reabastecimento da bebida. Na saída é que sentem a ausência de Damasceno, encontrado nas últimas poltronas do ônibus, dormindo como um anjinho, não fosse o barulho do ronco. Acordou já em Itabuna, sem saber que estaria em terra firme e próximo de casa.

No dia seguinte, em plena segunda-feira de trabalho, eis que Nisvaldo Damasceno chega à Divisão de Comunicação (Dicom) meio desanimado. Logo ao assinar o livro de ponto ouviu os colegas comentando as peripécias da viagem, os atos, fatos e gozações, o que eram novidades para ele. E aí Damasceno não resiste e pede a Tyrone Perrucho: “Eu preciso que você marque nova viagem, pois passei um dia inteiro por lá e não tenho a menor ideia de como é Canavieiras”.

Após sua aposentadoria da Ceplac, Damasceno – grande digitador e revisor sem igual – o convidei para trabalhar nos jornais Agora e A Região. Sempre que comentávamos sobre a viagem ele renovava o pedido de um segundo passeio e, apesar das constantes solicitações não foi atendido na nova excursão. E Damasceno partiu deste mundo sem jamais ter conhecido Canavieiras.

*


*Radialista, jornalista e advogado.