Kokó, Alex Bronze e João
dos Brasas a música na linguagem dos anjos
Dizem que a música é a
única linguagem que os anjos entendem perfeitamente. Mas, de tempos em tempos,
o céu precisa renovar o seu coro. Precisa de vozes que tenham conhecido a
poeira da estrada, o calor dos palcos e a emoção crua de tocar um coração humano.
Hoje, olhamos
para cima com o peito apertado de saudade, mas com a certeza de que o espetáculo não acabou, ele apenas mudou de lugar. Três gigantes, três timbres únicos, agora afinam seus instrumentos na orquestra
da eternidade.
Clovis Leite,
o nosso eterno Kokó. A voz que foi sinônimo de alegria, o mestre da Banda
Lordão que nos ensinou que a música é uma celebração da vida. Quantos amores
não começaram ao som da sua voz? A sua elegância e o seu carisma não deixaram
apenas fãs, deixaram órfãos de um tempo onde o baile era sagrado. Agora, o seu
"boa noite" ecoa nos salões de luz lá de cima.
Alex Bronze,
cuja voz carregava a força e o brilho do próprio nome. Um intérprete que sabia colocar a alma em cada nota,
transformando canções em sentimentos palpáveis. Ele, que tantas vezes nos emocionou aqui na
Terra, agora leva sua interpretação marcante para encantar plateias que não
conhecem o tempo, apenas a harmonia.
E João dos Brasas, a chama que nunca se apaga na memória de quem ama a boa música. Com seu estilo inconfundível, ele marcou
época e mostrou que a paixão cantada tem o poder de atravessar gerações. A
brasa de sua voz agora aquece o firmamento, juntando-se aos grandes astros que
brilham na noite.
Imaginem o
encontro... O swing do Lordão, a potência do Bronze e o sentimento dos Brasas. Que trio!
Que sorte a do céu em receber talentos tão genuínos.
Para nós, fica a saudade imensa e o silêncio que grita a falta que eles fazem. Mas, sempre
que ouvirmos uma melodia trazida pelo vento ou sentirmos aquela alegria
repentina ao lembrar de uma canção, saberemos: são eles.
Alex, Kokó e João. Vocês não calaram suas vozes. Vocês apenas subiram o tom para cantar onde a acústica é perfeita: no coração de Deus.
Descansem em
paz, eternos cantores. O aplauso hoje é todo de vocês.
Colaboração: Juan Affonso/Facebook

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