segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A Cronica de Walmir Rosário direito de Itabuna

O REPENSAR DA VIDA NOS FINAIS DE CADA ANO

O Natal que encanta corações - Foto Prefeitura de Itabuna

Por Walmir Rosário*

Logo no início de dezembro nosso cérebro vai se enchendo de mensagens por conta das festas natalinas. Parte menor dessa comunicação deve ser aproveitada, pois atinge, em cheio, nossa alma, tocando a mente e o coração. A grande maioria nem tanto, pela falta de essência – tipo palavras ao vento –, que entra por um ouvido e sai pelo outro.

De qualquer maneira considero positivo, dado o tom e a essência desses informes, que nos incute mensagens positivas de bem estar e amor ao próximo em quantidade muita acima do que recebemos durante o ano inteiro. Acredito eu – e só serve tão somente pra mim, como diz meu amigo José Nazal – que essa fartura de informações nos obriga a pensar, fazer uma profunda reflexão.

E geralmente iniciamos pelos projetos que pensamos para o ano que se finda, veremos o que aproveitamos de verdade, se seguimos à risca, ou os que abandonamos ao longo dos meses, seja por falta de desfrute ou impossibilidade de execução. A cabeça roda (no sentido figurado) para lembrarmos se fizemos o bem como previsto no final do ano passado.

E essas reflexões atingem o ponto máximo quando buscamos saber se somos felizes. Embora confesse que até hoje não conheço a fundo os fatores necessários para efetuar tal mensuração, me ponho a pensar se não pisei na bola mais do que deveria. Tarefa difícil, mas necessária para colocar os pensamentos em dia, pois depende de uma análise isenta sobre si mesmo.

E aí é que está a importância do autoconhecimento, tão buscado por nossos filósofos, principalmente de Sócrates pra cá. Decifrar o “só sei que nada sei” requer mais do que muitos estudos e é primordial sermos honestos com nós mesmos, humildes o suficiente para realizarmos uma investigação séria, isenta, verdadeira, como merece.

Deveremos nos despir de todas as vaidades e arrogâncias que gravitam no nosso interior e exterior. Não é uma tarefa fácil, mas necessária se nosso projeto for chegar à satisfação interior, o “ser” e não apenas o “ter”, reconhecendo que este último não deve ser desprezado, mas conseguido de maneira honesta, na qual um negócio só pode ser considerado bom quando vantajoso para as duas partes.

Tenho plena consciência das mudanças do mundo, que a cada dia nos apresenta mudanças, nem sempre para o bem. E teremos que ter a capacidade de nos adaptar aos chamados novos tempos, sempre preservando a nossa dignidade. O incrível é que, com todo o conhecimento à disposição, o homem se embrutece a passos largos e cria novos e mais complicados conflitos.

É preciso parar com frequência para refletir nossa vida e o que nos rodeia, para que possamos julgar nossa vida, analisando atos e fatos e promovendo as mudanças necessárias ao nosso interior. Com isso, é bem possível que possamos viver em paz com nós mesmos e com os que nos rodeiam, para tornarmos o mundo melhor.

Não espere apenas por Papai Noel, pois assim, a cada final de ano poderemos contribuir para construir uma sociedade melhor.


*Radialista, jornalista e advogado.


terça-feira, 23 de dezembro de 2025

A polêmica das Havaianas é típica de um país quadrúpede

A polêmica das Havaianas é típica de um país quadrúpede


O Brasil, certamente, não tem nada de mais grave com o que se preocupar nestes estertores de 2025. As Havaianas são o problema

Por: Mario Sabino/Metropolis - Havaianas, Fernanda Torres, pé direito, dois pés na porta, na estrada ou na jaca: certamente, este país quadrúpede não tem nada de mais grave ou de escandaloso com o que se preocupar nestes estertores de 2025.

Nem com a suposta participação do filho do presidente da República no esquema bilionário dos descontos fraudulentos do INSS, nem com a espetacular evolução patrimonial da mulher do ministro de Alexandre de Moraes, a advogada do contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.

Explico: ontem, ficamos sabendo que a fortuna pessoal da doutora Viviane Barci de Moraes saltou de R$ 24 milhões, em 2023, para R$ 79,7 milhões, em 2024, segundo o jornalista Lauro Jardim.

Estava difícil me recuperar desse mais novo assombro, mas finalmente consegui — e deixei o Brasil de lado para continuar a leitura de Le Tchékiste, o romance não menos do que brutal que o russo Vladimir Zazoubrine escreveu sobre os horrores perpetrados pela Tcheka, a polícia secreta soviética.

O livro é de 1923, escrito (e censurado), portanto, nos tempos do camarada Lênin, aquele sujeito que a esquerda ainda vende como “o homem mais humano de todos os homens”, jogando todas as culpas pelas atrocidades cometidas na Rússia e adjacências nas costas do camarada Stalin.

Não pense você que é fato empoeirado do passado. Da Tcheka, nasceu a KGB, e a KGB gerou Vladimir Putin, que, em prova da extrema coerência do Mal, trata os opositores à sua tirania exatamente como os bolcheviques tratavam os dissidentes.

Muito bem, estava eu às voltas com esse momento seminal da esquerda revolucionária do século passado quando cometi o erro de olhar o celular — e ser puxado pela direita bolsonarista para Havaianas, Fernanda Torres, pé direito, dois pés na porta, na estrada ou na jaca. Quatro patas.

O meu diagnóstico é que se trata da mistura de mais um comercial ruim da propaganda brasileira (festejada no exterior, sei disso, mas sou velho de convicções teimosas, não há o que fazer) com a paranoia clássica da direita bolsonarista.


A conclusão lógica do meu diagnóstico é que acho que a direita bolsonarista já sofre o suficiente para ter de trocar de chinelo de dedo neste verão, sempre lembrando que Havaianas não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro (concedo, vá lá, que a propaganda brasileira já fez coisa boa).

Antes de voltar à leitura do romance de Zazoubrine, só gostaria de transmitir uma informação adquirida quando eu morava vizinho à Assembléia Nacional francesa, em Paris.

Ao lado dela, há uma lojinha de souvenires da própria Assembleia, onde se vendem objetos associados à política, inclusive alguns que brincam com a clivagem direita/esquerda, nascida na época da Revolução Francesa.

Há, por exemplo, luvas de forno para destros, com a inscrição droite, e para canhotos, que trazem a palavra gauche. Ao que parece, ambas são de ótima qualidade.

Paris, Paris. Foi nessa época da minha vida, eu era feliz e não sabia, que resolvei me informar um pouquinho mais sobre como surgiu esse negócio de direita e de esquerda.

Eu sabia que havia sido por ocasião dos debates na assembleia constituinte de 1789, logo depois da Queda da Bastilha e antes que cabeças começassem a rolar. Os deputados favoráveis a que o rei Luís XVI mantivesse o poder de rejeitar leis em definitivo se colocaram à direita do presidente da Assembleia; os deputados que eram de opinião de que o rei só poderia exercer veto suspensivo ficaram à esquerda.

O fato que me admirou é que essa partição espontânea, que acabou facilitando as demais contagens de votos durante a assembleia constituinte, ocorreu por causa da estridência do que viria ser a esquerda. Um deputado proveniente da nobreza, Louis-Henri-Charles de Gauville, registrou nas suas memórias:

“Em 29 (de agosto), começamos a nos reconhecer: os que eram apegados à sua religião e ao rei se confinaram à direita do presidente a fim de evitar os gritos, os comentários e as indecências da parte oposta.”

Como não gosto de gritos, eu ficaria do lado de M. De Gauville.

Hoje, direita e esquerda se igualam no barulho e na sem-vergonhice. No Brasil, também se irmanam no quadrupedismo. Dois pares de Havaianas para cada um, por favor.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Retroceder ou avançar? - Padre Zézinho

RETROCEDER OU AVANÇAR ?

 


Pe Zezinho scj.

 

Orfeu olhou para trás e perdeu a esposa Euridice

A mulher de Ló olhou para trás e virou estátua de sal !

Três revoltosos , Datan, Abiran e Coré tentaram voltar para a escravidão do Egito e a Terra os engoliu !

***

Rios não dão marcha ré, suas águas prosseguem e jamais correm para trás .

Moisés continuou e atravessou o deserto ! E viu a Terra Prometida ! Mas não entrou !

A fé cristã também não dá marcha ré !

Jesus assumiu a cruz . Paulo foi decapitado . Pedro foi crucificado !

Exceto Judas que se matou, todos os outros enfrentaram a dor .

Francisco e Clara eram ricos e escolheram ser pobres.

Thomás de Aquino enfrentou a família rica e optou por ser pobre .

Então , a teologia da prosperidade é a teologia da marcha ré ! Vai ao contrário de tudo o que Jesus pregou .

Já , a Teologia da Libertação que alguns chamam de câncer da Igreja optou por seguir Isaías, Jeremias, 120 salmos, 12 hinos, oito profetas .

Todos os apóstolos escolheram não ricos . Escolha deles . Jesus também poderia ser rico. Mas escolheu ser pobre!

E mais de 500 Santos e Santas optaram pelos enfermos , pobres e feridos na alma .

Outros optaram pela contemplação ou pelo louvor, mas assim mesmo não escolheram a prosperidade !

Alguns que eram ricos ajudaram os pobre e fundaram instituições em favor dos carentes e pobres.

A Teologia da Libertação com viés marxista foi corrigida por São João Paulo II em 1986 .

Mas mesmo assim a Teologia Bíblica da Libertação continua caluniada todos os dias e acusada de ser comunista .

E a maioria dos católicos conservadores ou tradicionalistas nunca leram a carta do Papa aos bispos do Brasil .

Os caluniadores a escondem dos seus discípulos !

A TL foi corrigida , mas os seus detratores teimam em dizer que somos o “ câncer da Igreja” .

O jeito é perdoar e informar !

Um dia entenderão 🤓

Romanos 12,19 ;

Colossenses 3,8

1 Timóteo 2,8

Tito 1,7 e

Mateus 5,22

Isto, se lerem a Bíblia e o que os apóstolos disseram sobre justiça , caridade e fraternidade ! Pz

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Kokó, Alex Bronze e João dos Brasas a música na linguagem dos anjos

Kokó, Alex Bronze e João dos Brasas a música na linguagem dos anjos

 


Dizem que a música é a única linguagem que os anjos entendem perfeitamente. Mas, de tempos em tempos, o céu precisa renovar o seu coro. Precisa de vozes que tenham conhecido a poeira da estrada, o calor dos palcos e a emoção crua de tocar um coração humano.

Hoje, olhamos para cima com o peito apertado de saudade, mas com a certeza de que o espetáculo não acabou, ele apenas mudou de lugar. Três gigantes, três timbres únicos, agora afinam seus instrumentos na orquestra da eternidade.

Clovis Leite, o nosso eterno Kokó. A voz que foi sinônimo de alegria, o mestre da Banda Lordão que nos ensinou que a música é uma celebração da vida. Quantos amores não começaram ao som da sua voz? A sua elegância e o seu carisma não deixaram apenas fãs, deixaram órfãos de um tempo onde o baile era sagrado. Agora, o seu "boa noite" ecoa nos salões de luz lá de cima.

Alex Bronze, cuja voz carregava a força e o brilho do próprio nome. Um intérprete que sabia colocar a alma em cada nota, transformando canções em sentimentos palpáveis. Ele, que tantas vezes nos emocionou aqui na Terra, agora leva sua interpretação marcante para encantar plateias que não conhecem o tempo, apenas a harmonia.

E João dos Brasas, a chama que nunca se apaga na memória de quem ama a boa música. Com seu estilo inconfundível, ele marcou época e mostrou que a paixão cantada tem o poder de atravessar gerações. A brasa de sua voz agora aquece o firmamento, juntando-se aos grandes astros que brilham na noite.

Imaginem o encontro... O swing do Lordão, a potência do Bronze e o sentimento dos Brasas. Que trio! Que sorte a do céu em receber talentos tão genuínos.

Para nós, fica a saudade imensa e o silêncio que grita a falta que eles fazem. Mas, sempre que ouvirmos uma melodia trazida pelo vento ou sentirmos aquela alegria repentina ao lembrar de uma canção, saberemos: são eles.

Alex, Kokó e João. Vocês não calaram suas vozes. Vocês apenas subiram o tom para cantar onde a acústica é perfeita: no coração de Deus.

Descansem em paz, eternos cantores. O aplauso hoje é todo de vocês.

Colaboração: Juan Affonso/Facebook

 


sábado, 13 de dezembro de 2025

A Cronica de Walmir Rosário, agora direto de Itabuna

 

NO BECO DO FUXICO, MEU PERÍODO SABÁTICO JÁ ERA

Os sempre agitados sábados no Beco do Fuxico  

Por Walmir Rosário*

Posso assegurar que continuo vivo e gozando da mais perfeita saúde, avalizado por um conceituado médico após ler e reler o papelório enviado pelo laboratório de análises clínicas. Sequer um Melhoral, Cibalena ou outro qualquer medicamento me foi receitado, embora o ilustre esculápio tenha me alertado sobre os anos que pesam na minha cacunda, como se dizia antigamente.

Confesso que comemorei o feito por pelos menos três semanas, em encontros com amigos para uns dois dedos e prosa, sempre mediados por uns goles de cerveja, bons aperitivos de cana e apetitosos tira-gostos. Como Canavieiras ficou pequena para as comemorações, fui com Batista levar a boa nova a Una, desta vez sem a presença de Valdemar Broxinha e seu violão.

Após esse período de vida social agitada resolvi – solenemente – mergulhar no recôndito do lar para mais que um merecido descanso, pois afinal ninguém é de ferro. Estripulias à parte, nada melhor do que um período sabático – por menor que seja – para as devidas meditações e análises de ações pretéritas e o planejamento do breve porvir.

Nesta sexta-feira (também conhecida pelo início do fim de semana) acordei cedo, e embora não tivesse a menor necessidade de pegar o sol com a mão, a pequena claridade me anunciou um novo dia. Não posso negar que ao abrir os olhos me senti mareado, como se tivesse navegado por mares bravios, apesar da maciez do colchão que me ajudou a dormir o sono dos justos.

Deixei a cama bem devagar, abri uma fresta na cortina para me situar bem da localização e descobri que estava em local sabido e seguro. Não me contive e escancarei a cortina, permitindo o clarão solar penetrar em todo o quarto. Foi aí que me dei conta estar em frente ao famoso, histórico e não menos agradável Beco do Fuxico, em Itabuna, na Bahia.

Aos poucos fui recuperando a consciência do meu novo endereço, com nome de rua e CEP. É que deixei Canavieiras para os passeios de finais de semana, onde encontrarei os amigos bem chegados para novas comemorações. Aos poucos contive meus ímpetos, afinal tinha a obrigação familiar de ajudar na arrumação da bagagem, colocar a casa em ordem.

De pronto, digo e repito que esse não é o tipo de obrigação doméstica que tenho desvelo, embora não sou de correr do chamamento ao dever, desde que não prejudique a torta coluna e demais músculos atrofiados. Por volta do meio-dia, com o coração palpitando, desci o Beco do Fuxico em busca de alguns produtos para casa, cumprimentando alguns amigos e prometendo revê-los em muito breve.

Para não ser traído pela memória resolvi pegar um bloco de notas de uma caneta e traçar o caminho deste sábado, quando os estabelecimentos etílicos do Beco do Fuxico estarão no auge de suas atividades. Logo cedo passarei para cumprimentar o Brigadeiro Eduardo Gomes no bar Artigos Para Beber, e duas quadras após chegarei à Fuxicaria e farei o reconhecimento dos confrades.

Caboclo Alencar e o aluno repetente
Ao lado, no ABC da Noite, pedirei ao Caboclo Alencar a renovação de minha matrícula, sem muita burocracia, diante de minha condição de aluno repetente desde o século passado. Pra começo de conversa, serei servido com uma das mais famosas batidas de minha predileção por dona Neusa, quando então me sentirei no meu segundo lar.

Daí pra frente como um animal gregário que sou, sentarei às mesas com dezenas de amigos e confrades que fazem dos sábados no Beco do Fuxico a mais importante trincheira da boemia itabunense. Entre um gole de batida e um copo de cerveja não deixarei de cumprimentar outras “tribos”, inclusive as que raramente aparecem para um gole, além dos abstêmios. Sim, eles existem!

E alguns ainda não acreditam em amigos (os verdadeiros). Por ironia do destino, ao comentar o amigo e irmão José Augusto Ferreira que estaria retornando – de mala e cuia – a Itabuna, minutos depois e comenta com outro confrade, o Paulinho Neto. Por incrível que pareça, Paulinho responde: “No meu prédio tem um apartamento vagando e já é dele”.

Agora, para entrar no Beco do Fuxico nem dobro esquina, basta traçar uma perpendicular e descer a ladeira.


*Radialista, jornalista e advogado.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Pirangi/Itajuípe, 73 anos de história


Redescobrindo Itajuípe após 73 anos

 


Antes matas densas, chão calejado

Pelos pés dos jagunços, nome indígena

Ita: "pedra" 

Ju: "espinho" 

Y: "água" 

Pè:  "caminho”,

Frutos dourados, adubos

Feitos de sangues, terra prometida

Para alguns.

 

O Almada, clama, os paralelepípedos agora

Coberto pelo ouro negro não respiram,

As águas de dezembro avizinham-se, Deus

Queira que não.

 

Muitas memórias perdidas, o

Progresso não contemplam a todos,

As feridas ainda não cicatrizadas

Latejam, o sol também se levanta,

Protestando, não sei, a lua é uma

Boa mediadora, as estrelas antes

Encantadas, estão em silêncio.

 

O progresso está lento, não vejo

Cansaços na minha septuagenária

Itajuípe, antes Pirangi, a vejo com

Aquele vigor juvenil, jogando na

Antiga desportiva entre bolas de

Panos, hoje sintéticas.

 

Parabéns Itajuípe, hoje o seu nato

Filho te saúda e te presenteia com

Uma bola de cristal, afinal: o futuro

A Deus pertence.

 

Cláudio Luz

 

 

O município de Itajuípe celebra hoje (12), 73 anos de emancipação política e administrativa, através da Lei Estadual nº. 507, de 12 de dezembro de 1952 sancionada pelo então Governador Régis Pacheco, criando o município de Itajuípe, antes Pirangi.


Estação do Sequeiro de Espinho

O atual município de Itajuípe tem suas origens na região do Sequeiro do Espinho, que pertencia a Ilhéus e se estendia até o município de Iguaí. O povoamento do território iniciou-se no final do século XIX, com a chegada dos primeiros pioneiros, que iniciaram o desmatamento e a formação de fazendas de cacau. Por volta de 1918, outras famílias se estabeleceram à margem direita do Rio Almada, iniciando o povoado Pirangi.


Em 1930, instalou-se uma subprefeitura no arraial de Pirangi, subordinada ao município de Ilhéus. O nome foi alterado em 1943 para Itajuípe, vocábulo tupi que significa rio das pedras. O município foi desmembrado em 1962 para formar o a cidade de Barro Preto.

Formação Administrativa


Distrito criado com a denominação de Pirangi, pelo Decreto Estadual n.º 8678, de 13-10-1933, subordinado ao município de Ilhéus.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Pirangi, figura no município de Ilhéus.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 141, de 31-12-1943, confirmado pelo Decreto Estadual n.º 12978, de 01-06-1944, o distrito de Pirangi tomou a denominação de Itajuípe.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Itajuípe (ex-Pirangi), figura no município de Ilhéus.
Elevado à categoria de município com a denominação de Itajuípe, pela Lei Estadual n.º 507, de 12-12-1952, desmembrado de Ilhéus. Sede no antigo distrito de Itajuípe. Constituído de 3 distritos: Itajuípe e Barro Preto, ambos desmembrados de Ilhéus.
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30-12-1953, o município de Itajuípe adquiriu do município de Ilhéus o distrito de Bandeira do Almada (ex-União Queimada), alterado pela mesma lei acima citada.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 3 distritos: Itajuípe, Bandeira do Almada e Barro Preto.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual n.º 1678, de 17-04-1962, desmembra do município de Itajuípe o distrito de Barro Preto. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Itajuípe e Bandeira do Almada.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.

 

Pirangi/Itajuípe


O saudoso Cloil "Doutorzinho"
Amambay de Oliveira


pirangiense

 
1. Indivíduo nascido ou que vive em Pirangi (Ba).

 

2. De Pirangi; típico dessa cidade ou de seu povo.

 

Itajuipense pirangiense

(Ita-ju-i-pense)

 

1. Indivíduo nascido ou que vive em Itajuípe (Ba).

 

2. De Itajuipe; típico dessa cidade ou de seu povo.

 

Itajuípe (Pirangi) é assim, e essa é a minha história.

Topônimo


Rio Almada

O topónimo Itajuípe é de origem indígena e significa "caminho das águas entre pedras e espinhos". A palavra é composta por: 

  • Ita: Significa "pedra" 
  • Ju: Significa "espinho" 
  • Y: Significa "água" 
  • Pè: Significa "caminho" 

O nome representa a região do rio Almada, que era cheia de pedras e espinhos e servia como caminho de saída da cidade. 

A história do município de Itajuípe é a seguinte: 

  • O povoado Sequeiro do Espinho, que pertencia a Ilhéus, foi estabelecido no final do século XIX 
  • Em 1918, o povoado Sequeiro do Espinho passou a ser chamado de Pirangi 
  • Em 1930, Ilhéus instalou uma subprefeitura em Pirangi 
  • Em 1943, o município passou a ser chamado de Itajuípe 
  • Em 1952, o município foi desmembrado de Ilhéus e emancipado politicamente e administrativamente 

·          

·         Cronologia do escritor Itajuipense Adonias Filho

 

·        



1915 - Nasce Adonias Filho em 27 de novembro, em Itajuípe, antigo Pirangi, vila que pertencia ao município de Ilhéus, no sul da Bahia. Filho de Adonias Aguiar e Rachel Bastos de Aguiar. 1934 - Conclui o curso secundário no Ginásio Ipiranga, em Salvador. 1936 - Muda-se para o Rio de Janeiro e inicia a carreira de jornalista no ano seguinte, colaborando no Correio da Manhã. 1938 - Assume a crítica literária de os Cadernos da Hora Presente, de São Paulo. Colabora em O Jornal, dos Diários Associados (Rio), e traduz O Pântano do Diabo, de George Sand, A Família Bronte, de Robert de Traz, e trabalha na tradução de três romances de Jacob Wassermann: Galovin, Gaspar Hauser e O Processo Maurizius, em colaboração com Otávio de Faria. 1944 - Exerce a crítica literária no jornal A Manhã e colabora no Jornal do Comércio, do Rio, e Estado de São Paulo e Folha da Manhã, de São Paulo. 8 1945 - Casa-se com Rosa Galeano. 1946 - Designado para dirigir a editora A Noite, onde permanece até 1950. Faz sua estreia como romancista com Os Servos da Morte, publicado pela José Olympio. 1948 - Nasce a filha Raquel. 1950 - Nasce o filho Adonias Neto. 1952 - As Edições O Cruzeiro publica Memórias de Lázaro, romance. 1954 - É nomeado diretor do Serviço Nacional do Teatro. 1955 - É designado para diretor substituto do Instituto Nacional do Livro. 1956 - Retorna em nova nomeação ao cargo de diretor do Serviço Nacional do Teatro. No mesmo ano pede demissão. 1957 - Faz crítica literária no Jornal de Letras, de Elysio Condé, e no Diário de Notícias, do Rio. 1961 - Nomeado como diretor geral da Biblioteca Nacional. 1962 - Publica pela Editora Civilização Brasileira seu terceiro romance, Corpo Vivo, sucesso de crítica, despertando os primeiros estudos sobre a sua obra. 1964 - É designado para, como diretor da Biblioteca Nacional, responder pelo expediente da Agência Nacional, do Ministério da Justiça. 1965 - Publica O Forte, romance. No dia 14 de janeiro é eleito para a cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras. Agraciado com a Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador, no Corpo de Graduados Especiais. 1966 - Eleito vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa. 1967 - Participa do II Congresso das Comunidades de Cultura Portuguesa, em Moçambique, na África, como convidado do governo português. 9 Visita os Estados Unidos. A Universidade do Texas adquire os direitos autorais de Memórias de Lázaro, já traduzido por Fred Ellison. Curt Mayer Clason traduz e a editora alemã Econ-Claassen publica O Forte. A editora Europa-América, de Lisboa, adquire os direitos autorais para este mesmo romance. É designado como membro do Conselho Federal de Cultura. 1968 - Com Léguas da Promissão, novelas, recebe o Prêmio Paula Brito. Conquista o Golfinho de Ouro de Literatura, prêmio patrocinado pelo Museu da Imagem e do Som da Guanabara. 1969 - Conquista com Léguas da Promissão o prêmio da Fundação Educacional do Paraná. Publica O Romance Brasileiro, livro de ensaios. 1971 - Publica Luanda Beira Bahia, primeiro romance em nossas letras com o cenário caracterizado em três latitudes. 1973 - Publica Uma Nota de Cem, seu primeiro livro para crianças. 1975 - Lança As Velhas, considerado obra-prima pela crítica, e que lhe rende o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, São Paulo. 1976 - Publica o ensaio Sul da Bahia: Chão do Cacau. 1978 - A Civilização Brasileira edita Fora da Pista, novela para o público juvenil. 1981 - Publica o Auto dos Ilhéus, edição para comemorar o Centenário da Cidade sul baiana, e O Largo da Palma, contos e novelas. 1983 - Publica Noite sem Madrugada, romance policial, com cenas, situações e episódios que acontecem no Rio. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia. 1985 - Permanece residindo no Rio, mas visita mais vezes sua fazenda Aliança, perto de Itajuípe. Publica Um Coquinho de Dendê, destinado ao leitor infantil. 1987 - Publica O Homem de Branco, biografia romanceada de Jean-Henri Dumont, o suíço fundador da Cruz Vermelha. 1990 - Vende, em definitivo, os direitos autorais de Os Bonecos de Seu Pope, livro infantil, às Edições de Ouro, para custear a doença da esposa Rosa Galeano, que vem a falecer. Na sua fazenda Aliança falece, em 2 de agosto do mesmo ano. 1993 - A novela O Menino e o Cedro, juvenil, é publicada pela Editora FTD, em edição póstuma.

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·         Acontecimentos:

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·         Aqui na minha cidade aconteceram as locações dos filmes "Os Deuses e os Mortos, de Ruy Guerra,


Os Magníficos e A Coleção Invisível, do renomado cineasta francês, Bernard Attal.

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Tivemos no primeiro as presenças de Othon Bastos, Dina Sfat, Norma Benguell, Milton Nascimento entre outros. Na Coleção Invisível, tivemos como ator principal Wladimir Britcha,

·       e de Walmor Chagas e Paulo Cesar Pereio, em suas últimas aparições antes de falecer.

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·      Cláudio Luz

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No registro Cláudio Luz com o seu
saudoso pai Lafaiete Souza

·         Cláudio Marcelo da Luz Souza “Cláudio Luz, ou Luz do Almada”, é poeta, contista e historiador das coisas itajuipense.

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·        Obras Literárias:

·         Nostalgia do que se foi - (Poesias), lançado em 2025)

·         Futuros lançamentos no prelo:

·         Poesias do Almada - (Poesias),

·         Deixa que eu conto - (Casos e causos Pirangienses e Itajuipenses),

·         Logos Existo (Poesias)

·         Sinopse do meu amor por ti (Poesias).

 

·         Blogs:

·          

·         Publicações diárias nos meus blogs: apoesiadeclaudioluz.blogspot.com, que conta até presente data de hoje com 51.228 acessos.

·         Ainda publico notícias gerais nos blogs de minha responsabilidade

·         correioitajuipense.blogspot.com, 636.684 acessos

·         Academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com, com 136.479 acessos

·         correioitajuipensedenoticias.blogspot.com, com 63.972 acessos


Reconhecimentos:




Fonte: IBGE/Arquivo de Cláudio Luz