segunda-feira, 30 de maio de 2016

A POESIA DE CLÁUDIO LUZ - OLHOS DE LOBA

Olhos de Loba

Adoro o seu olhar de Loba, rosa na boca,
Cabelos em harmonia com o seu jeito de expressar
O eterno, que existe dentro de ti.
Quero te surpreender de repente,
Junto ao mundo ao nosso redor.
Você verá a lua que não há,
Pousando a sua mão quente sobre mim,
Imaginando o quão grande é este céu
Que estará aqui, agora que
Também me queres assim.
Traga a sua magia,
E eu te escutarei e te abraçarei mais forte
Alimentado os seus sonhos
E você será eternamente linda,
Mais que uma poesia, será a Poesia,
Que nasce dentro do seu doce intimo, a nos
Embriagar, venerando a lua que nasce pra nos iluminar...
Sem aprisionar!!!


Cláudio Luz

domingo, 29 de maio de 2016


Em Minha Vida


Que venha alguém que precise dos meus sentimentos,
Que seja alguém que já deveria ter chegado há muito tempo,
De preferência nos sempre domingos, que nos
Comovem, entre as alegrias da aurora
E o ocaso do fim de tarde.
Que chegue como em gotas de orvalho,
E se despeça como estrelas sempre ascendente,
Em buscas da enluarada noite eterna, que bate forte
Nos corações.
Que chegue sem promessas, mas com um sorriso
Angelical nos lábios e com olhares penetrantes que
Preencha os espaços d’alma, forma divina de Deus.
Que chegue repleta de rosas, símbolo maior do amor,
Pleno, que vestiu Afrodite e Vênus, Deusas do amor.

Que chegue esse alguém vestida de eterno amor, sempre a nos devorar...



sexta-feira, 27 de maio de 2016

PORQUE É FINAL DE SEMANA - A POESIA DE CLÁUDIO LUZ

Eu apenas queria

Eu queria apenas que você ficasse comigo,
Para poder te dar e mostrar o que eu poderia ser com você
Mas você não quis,
Preferistes preencher os espaços com o vazio
Que restou dos nossos sonhos.
Quando peguei suas mãos beije seus lábios
Deixei-me levar onde eu te levaria
Para fora de mim, dentro de nós
De nós, de nós.
Você não sabe o que pode fazer um homem apaixonado!
Pode voar sobre o sol
Ir de encontro ao vento
Mergulhar nas águas que já não pertence aos rios
Acreditar no futuro
Delirando sobre o que poderia ser diferente,
Entregando aquilo que você merece
Um amor sem limites...
Não se levante
Não tente me fazer acreditar.
Eu qeria te amar e você não quis
Eu queria que você ficasse comigo
E você apenas não quis.
Eu apenas queria...


Cláudio Luz

quarta-feira, 13 de abril de 2016



Hélio Nunes da Silva nasceu na cidade de Aracaju capital sergipana, em 17 de abril de 1931. Filho de José Nunes da Silva e Júlia Canna Brasil e Silva, foi casado com Valquíria Cardoso, teve três filhos: Neide Nunes Pinto, professora; Layde Nunes Shanks, advogada, residente nos Estados Unidos e Célio Nunes, jornalista e escritor.
Segundo a Sra. Jurema Barthone, ensaísta e professora universitária, com especialização em literatura, na matéria para o caderno A Tarde Cultural de 20 de março de 1999, que nos possibilitou transcrever esta biografia, Hélio Nunes foi um perseguido da “ditadura militar do Brasil” por ter participado de movimentos políticos e estudantis, marcando sua posição de esquerda e tendo no seu grupo, da época de estudante secundarista e lides intelectuais, figuras a exemplo de José Rosa de Oliveira Neto, Fragmon Carlos Borges, Tertuliano Azevedo, Jaime Araújo, Jorge Mesquita, Alberto Carvalho, Ezequiel Monteiro, Renato Chagas, Núbia Marques e outros.
Fez parte do PCB e em 1952 para fugir da repressão policial veio morar na Bahia passando por Cachoeira, São Félix e depois fixando residência em Itabuna, centro da região cacaueira. Ai concluiu o curso de Contabilidade local, destacando-se na liderança de movimentos nacionalistas, cultural e trabalho jornalístico. Em 1962, fundou o Jornal de Notícias, após criar uma gráfica, a Itagraf, que se notabilizou como ponto de encontro de intelectuais e de movimentos. Editou livros de escritores da região. Destacou-se particularmente na defesa dos humildes e perseguidos, especialmente das crianças de rua, denominadas a época de “tranca-ruas”, interferindo para soltura de vários deles das celas de presos comuns e enfrentando um processo porque, acusou, através de manifesto, as classes dominantes “pela situação dos meninos de rua”. Foi humilhado até o fim, sempre se sacrificando pela sua luta.
O golpe de 64 também valeu como um golpe físico e espiritual em Hélio Nunes. Passou a ser perseguido e teve que vender a sua gráfica e jornal a preço irrisório. Após resolver seus processos decorrentes do golpe de 64, fez concurso para escrivão de cartório e foi aprovado, mas continuou perseguido, sendo transferido para a cidade de Itororó, longe de sua mulher e dos seus filhos.
Hélio, não suportando a distância da família, imposta pelos perseguidores, entrou em profunda depressão, fumava demais, vindo a ser fulminado por um infarto do miocárdio, em 1972, aos 42 anos de idade na cidade em que laborava como oficial do Cartório do Crime.
“Pássaro do Amanhã”, seu único livro, foi lançado em 1962. Hélio Nunes organizou e participou da coletânea Manhã Cinqüentenária e publicou poemas e artigos em diversos jornais e revistas.
Foi incluído na antologia A Moderna poesia da Zona do Cacau, editada pela Antares, São Paulo, organizada pelo poeta Telmo Padilha.
Aqui os títulos de algumas poesias de Hélio Nunes publicadas no caderno A Tarde Cultural: “Partir”, “Ode a José Sampaio”, “Poema a meu filho”, “O Poeta e o Menino” de julho de 1958, “Poema de Maio”, de maio de 1955, “A Bomba H”, “Elevo”, de setembro de 1956 e “Do Amor”, escrita em março de 1957.
Hélio Nunes promoveu encontros culturais em Itabuna e Ilhéus, convidando artistas e escritores do Sul, entre os quais Zora Seljan, Eneide, Osório Borba e Jorge Amado, tendo este levado a Itabuna os escritores e filósofos franceses Jean Paul-Sartre e Simone Beauvoir, que foram recepcionados por Hélio Nunes.
Seus autores preferidos, entre outros, foram: Maiakovski, Pablo Neruda, Gabriel Garcia Márquez, Jorge Amado e Graciliano Ramos.
Hélio Nunes gostava e divulgava a criação do poeta sergipano José Sampaio, poesia a qual, segundo alguns críticos, a sua obra está ligada à linha da lírica de conotação social, simples e sem artifícios, apostando mais no sentimento.
Hélio Nunes viveu pouco tempo como escrivão de cartório em Itororó, mas nos seus últimos dias esteve ao lado da sua esposa, professora Valquíria e filhos. Porém, este pouco tempo em que aqui viveu, foi o suficiente para que ele viesse a construir boas amizades nesta sociedade que chorou copiosamente a sua morte. Aqui ele ajudou a fundar dois jornais informativos mensais: “O Vinking” que durou pouco tempo e logo fora fechado. Segundo informações, por determinação judicial e “O Quinze” que também tivera vida efêmera, pelo mesmo motivo, após sua breve circulação pelas bancas da cidade.
Hélio Nunes da Silva ainda é lembrado nos meios culturais e intelectuais de Itororó, Itajuipe e Itabuna como homem de grande visão futurista. E, doravante, será imortalizado como vulto indelével de Itororó…
* Miro Marques é escritor, historiador e radialista

sábado, 2 de abril de 2016

PORQUE HOJE É SÁBADO... O ROMANTISMO DE CLÁUDIO LUZ

Não Consigo Evitar Me Apaixonar

O momento é este, impar pelos seus olhos
Pretos, que me hipnotizam e faz-me despertar
Um calor insano, no ventre do meu coração.
Será loucura se eu não conseguir evitar
Me apaixonar por você?
Juro que não resistirei de me abandonar em sua silhueta,
Ser engolidos pelos seus lábios, deixando-me saciar
Com os seus íntimos desejos corpóreo,
Entregando-me ao pecado que exala do teu peito
Arfante, quase febril, que faz renascer a minha’alma,
Em plena maturidade dos séculos que virão.
Sinto-me com uma montanha beijando as nuvens, como uma onda
Que avassaladora invade o seu ventre em busca do seu mar...
Querida desde o inicio fomos predestinados a viver
Momentos intensos, que foram destinadas aos nossos corações,
Antes sedentos de uma grande paixão.
Vem, pegue minha mão, arrebata minha vida inteira porque não
Conseguirei evitar me apaixonar por você.
Toma-me, entrego o meu coração, simplesmente, calmamente,
Intempestivamente e incondicionalmente...
Eu dou a ti.



Cláudio Luz

terça-feira, 8 de março de 2016

PORQUE HOJE É O DIA INTERNACIONAL DA MULHER - A POESIA DE CLÁUDIO LUZ

PORQUE HOJE É O DIA INTERNACIONAL DA MULHER - A POESIA DE CLÁUDIO LUZ

MULHER

Em busca das cores
Fui ao encontro do arco-iris;
Em busca da imensidão
Fui ao encontro dos céus;
Em busca do calor
Fui ao encontro do sol;

Em busca do frescor
Fui ao encontro da chuva;
Em busca da serenidade 
Fui ao encontro do orvalho;
Em busca do perfume
Fui ao encontro da Rosa;
Em busca da música
Fui ao encontro dos ventos;
Em busca da harmonia
Fui ao encontro dos anjos;
Em buscado afeto fui ao encontro de Maria;
Em busca da verdade 
Fui ao encontro de Jesus;
Em busca da salvação 
Fui ao encontro de Deus e 
Em busca do sentimento profundo
Fui ao encontro de você... Mulher!

Cláudio Luz.

terça-feira, 1 de março de 2016

PORQUE HOJE É 1º DE MARÇO - A POESIA DE CLÁUDIO LUZ

Indescritível

O nosso amor é Indescritível!
Nasceu assim como num mês de março,
Não regido pelo Deus Marte, da guerra e nem 
Igual ao período outonal,
Que se aproxima ao largo.

O nosso amor vive!
Ascendente sobre as estrelas,
Tênue, mas não frágil, como as noites
Que cedem ao amanhecer.

O nosso amor é inerente, intrínseco, peculiar e especifico
Quando nos tocamos, e nos amamos devorados
Pelas chamas que invadem os nossos corpos molhadas pelo
Orvalho matinal que invadem as nossas têmporas.

O nosso amor não são promessas diuturnas que nos faz sonhar.
Quando nos amamos, não sentimos frio, Sentir frio, fome e sede são uma
Sensação natural inerente quando não somos amantes.

O nosso amor é real em presença... “Quando colhemos o dia de hoje” e “Confiamos o máximo no amanhã”.

O nosso amor, Agora é descritível...

Cláudio Luz