terça-feira, 10 de setembro de 2024

Sou um rio que flui para você

Sou um rio que flui para você.

Preserva-me e eu te purificarei, cortarei

Curvas para chegar até você.

Às vezes serei caudaloso, te levarei

Perigos e desencontros, mas continuarei

No meu curso natural em busca de ti.

Terei cachoeiras que te banhará, tanto

O seu corpo e alma serão purificados

Estrelas candentes cairão dos altos céus, faremos pedidos

Recônditos que ficará entre nós dois.

Tenho pedras submersas em meu leito, externamente

Úmidas de amores e por dentro estéreis sem marcas

De amor nenhum.

Você flui para mim, eu te banharei e te acolherei

Nas minhas correntezas fazendo você sonhar, entre

Espelhos d’água e borbulhas do meu amor que é todo

Seu.

Vem fluir em mim agora, neste mar que te bronzeia

Para os meus olhos te admirar e o meu coração te amar

Para sempre.

Bela Itajuípe (Pirangi)

Por toda a minha vida

Um dia terei que deixá-la

Simplesmente como numa canção velha e doce

Que se esvairá nas correntes do Almada

Fonte de todas as es(hi)stórias, narradas em versos e prosas pelos nossos discípulos maiores.

Mostrando as suas (in)glórias vividas pelos seus filhos entre séculos e séculos amém.

No alto da colina o Templo Sagrado dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, contemplará a reinante paz, estendida em mantos abençoados, como fagulhas, clareando a paz infinita, que reinará no ainda solo fértil, que por gerações em busca de fé alimentará.

Não direi adeus Itajuípe (Pirangi). Talvez um até breve,

Talvez entoadas numa canção, para você ouvir

Tão doce e clara como a luz da lua através dos cacaueiros antes gloriosos.

Outros braços se estenderão para o seu horizonte eterno

Outros olhos sorrirão pacíficos como sonhos de verão como

As estradas que me levaram de volta para você.

Eu disse Itajuípe (Pirangi),

Raios de paz eu encontrei

Mesmo numa canção velha e doce que

Manterá você viva na minha mente e depois da partida.

Quantos braços se estenderão para você?

Outros olhos sorrirão ternamente,

Mas, ainda em pacíficos sonhos, eu verei

A estrada que me levará de volta para você.

Itajuípe

(Pirangi)

Sem paz, com paz eu a encontrarei.

Apenas esta nova geração doce

Que manterá você viva na minha mente, quando além do horizonte.

Eu disser apenas uma geração nova e doce

Manterá você Itajuípe (Pirangi) viva na minha mente.

Ciao, Cio

Eternamente te amo entre cio e Ciao,

não sei se quero morrer contigo quando te possuo

e te digo adeus.

Quando te vejo talvez, em momentos incertos,

Quando você vai e vem, sem eu te possuir,

E você me acumula entre o lagos daqui ou sobre

As águas do Abaeté ou outro lagos que os meus olhos

Não delimitam o meu sonhar.

Se passos perdidos não nos fazem encontros,

Entre lugares, entre rimas que diz Adeus, sem abraços

E procriação que quer o meu coração, acalmando os nossos corpos,

Que não ocupa os mesmos espaços, sem medo caminharemos,

Sem lenço ou documentos, ante a aurora, entre os cais que

Circundam o Rio Almada e o Rio que banha onde moras.

Queira como te quero, num amor nascente, entre cio e ciao.

Querida, pois, sabemos que não inventamos o amor,

Por acaso também o nascimento do dia ou o entardecer,

Quando a natureza dirá: talvez você ou eu, ou ninguém.

Que não chegue o Ciao e que não vá o Cio.

Vem

Vem,

Mergulha nos meus versos,

Embriague-se com a seiva que brota

Do meu coração em êxtase, esperando os seus abraços.

Busca-me em teu corpo ardente e verás

Que eu sempre vou estar por perto.

E para sempre você estará em meu coração,

Se eu pensei que nosso amor tinha terminado,

Desilusões perdidas eu encontrei.

Como poderia haver tanto amor dentro de você?

Eu não queria ir sem você.

Pois hoje permaneço com suas lembranças

E com o doce cheiro do seu perfume

Que me faz levitar e sonhar...

 

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

A Crônica de Walmir Rosário - A Estreia do Itabuna No Campeonato de Profissionais

 

A ESTREIA DO ITABUNA NO CAMPEONATO DE PROFISSIONAIS

 
O início do Itabuna no velho Campo da Desportiva

Por Walmir Rosário*

No início do ano de 1967 os homens que comandavam o futebol amador de Itabuna são convencidos pelos dirigentes da Federação Bahiana de Futebol e dos clubes de Salvador e Feira de Santana a disputar o futebol profissional. Após dezenas de reuniões, em que a tônica era elevar o nome de Itabuna ao cenário nacional esportivo com o que existia de craques na cidade, aceitaram o desafio.

Em 23 de maio de 1967, finalmente, o Itabuna Esporte Clube é fundado e estava pronto para disputar o Campeonato Baiano daquele ano como um dos 14 participantes. Agora se encontrava de igual para igual com o Bahia, Vitória, Botafogo, São Cristóvão, Leônico, Ypiranga e Galícia (Salvador), além do Fluminense, Bahia (Feira de Santana), Conquista Esporte Clube (V. da Conquista), Flamengo, Colo-Colo e Vitória (Ilhéus).

E finalmente o Itabuna estreia no Campeonato Baiano de Futebol Profissional no dia 4 de junho de 1967, com a vitória de 1X0 contra o São Cristóvão, gol de Nélson, no campo da Desportiva. No próximo domingo (11), torcida entusiasmada, o time volta ao campo da Desportiva para enfrentar o Botafogo, com mais uma vitória em casa, pelo placar de 1X0, gol de Bal.

Na quinta-feira (15-06) enfrentou o Flamengo de Ilhéus no Mário Pessoa e sofreu a primeira derrota como profissional por 3X1, gols de Jurandi, Clemente e Zé Pequeno, para os ilheenses, e Bal para o Itabuna. Em seguida (06-07) ganhou para o Bahia de Feira na casa do adversário por 2X1, gols de Carlos Riela e Déri (Ita) e Almir (BF); e venceu o Vitória da capital por 2x1, em Itabuna (20-07), com gols de Neném e Nélson (Ita) e Itamar (V).

No próximo jogo (27-07) o Itabuna volta a vencer, e desta vez a vítima foi o Conquista, que levou 3X1, no campo da Desportiva, com gols de Danielzão, Déri e Bal (Ita), e Piolho (Conq). Em 3 de agosto, o Itabuna vai a Feira de Santana e empata com o Fluminense em 0X0. Em pleno estádio Mário Pessoa o Itabuna vence o Vitória ilheense pelo placar de 1x0, gol de Batuqueiro. Em 20 de agosto empata com o Ypiranga no campo da Desportiva por 1x1, com gols de Batuqueiro (Ita) e André Catimba (Ypi).

No próximo jogo (31-08), contra o Colo-Colo, em Ilhéus, o Itabuna não teve sorte e perdeu por 1X0, gol de Ronaldo (CC). No dia 7 de setembro, em Salvador, empata com o Galícia por 2X2, com gols de Florizel e Déri (Ita) e Nélson e Enaldo (Gal). Ainda na capital baiana, no dia 10 de setembro perde para o Bahia por 3X1, gols de Zé Eduardo, Manezinho e Canhoteiro (Ba) e Florizel (Ita). No último jogo do primeiro turno (01-10) empata com o Leônico em 2X2, com gols de Itajaí (contra) e Gajé (Leo), e Maranhão (Ita).

Com esses resultados o Itabuna estreia no profissionalismo e termina o primeiro turno na quinta colocação, com 16 pontos, sendo seis vitórias, quatro empates e três derrotas. Nos 13 jogos disputados marcou 17 gols, sofreu 15 e manteve saldo de apenas dois gols. Foi um resultado bastante positivo, pois encerrou o primeiro turno como a equipe do interior melhor colocada.

Nos jogos de volta do segundo turno, o Itabuna inicia bem aplicando 2X0 no Flamengo de Ilhéus (08-10), gols de Maranhão; empata com o Leônico por 1X1, também no campo da Desportiva (15-10), gols de Carlos Riela (Ita) e Catu (Leo). Em casa, torna a empatar com o Bahia de Feira por 1X1, gols de Fernando Riela (Ita) e Maromba (BF); e perde para o Bahia da capital por 2X0, em 5 de novembro, com gols de Elizeu e Alencar. Já em 12 de novembro, em jogo com mando de campo invertido, aplica 3X1 no São Cristóvão, na Desportiva, com 3 gols de Florizel (Ita) e Iaúca (SC).

Outro placar favorável ao Itabuna em frente sua torcida foi contra o Vitória de Ilhéus, pelo placar de 3X0, 2 gols de Maranhão e 1 de Carlos Riela. Jogando em Salvador empata com o Botafogo em 2X2 (01-12), com 2 gols de Florizel (Ita), Nílson e Ronaldo (Bot). Em Vitória da Conquista perde por 2X1 para o Conquista (17-12), gols de Durvalino e Dão (Conq) e Fernando Riela (Ita). Em 28 de janeiro de 1968, valendo pelo mesmo campeonato, empata com o Ypiranga, por 0X0, em Salvador; e em 11 de fevereiro cai diante do Galícia por 2X0, no campo da Desportiva, gols de Santinho (contra) e Carlinhos Gonsálves (Gal).

Ainda no campo da Desportiva, no dia 18 de fevereiro, o Itabuna enfrenta o Vitória e empata em 1X1, com gols de Danielzão e Arcângelo (contra); e no jogo seguinte (03-03) perde para o Fluminense de Feira por 1X0. No segundo turno o Itabuna não obteve o mesmo resultado positivo do primeiro e fica na sétima classificação (duas abaixo), com 12 pontos, sendo seis vitórias, seis empates e quatro derrotas. Marcou 16 gols, sofreu 15, com apenas um de saldo positivo.

Apesar da queda do rendimento no segundo turno, o Itabuna manteve a quinta colocação no campeonato de 1967, o primeiro que disputou, embora tenha perdido na classificação dos times do interior, liderada pelo Flamengo de Ilhéus, em quarto lugar, com um ponto a mais que o escrete itabunense. Entre os artilheiros do campeonato, Florizel marcou 7 gols; Maranhão, 5; Carlos Riela, Bal e Déri, 3 gols; Fernando Riela, Danielzão, Batuqueiro e Nélson, 2; Neném 1 gol. Itajaí, Santinho e Arcângelo marcaram 1 gol contra, cada.

E a direção do Itabuna Esporte Clube colocou um time em campo, formado basicamente pelos jogadores oriundos da seleção amadora, com alguns reforços: Goleiros – Luiz Carlos, Betinho; lat. dir. – De Aço, Neném, Roberto, Miltinho e Nocha; zag. – Itajaí, Ivan, Santinho, Ronaldo e Clésio; lat. Esq. – Caxinguelê, Leto e Zito; meio-campistas - Arcângelo, Déri, Carlos Riela, Lua Riela, Nélson e Bel; atacantes - Neves, Maranhão, Raimundo, Vandinho, Fernando Jorge, Firmino, Fernando Riela, Batuqueiro, Danielzão, Pinga e Florizel; técnicos – Luiz Negreiros e Tombinho.

*Radialista, jornalista e advogado


quarta-feira, 4 de setembro de 2024

F. Scott Fitzgerald em "O Grande Gatsby"

 F. Scott Fitzgerald em "O Grande Gatsby"

"A vida é uma série de experiências que nos levam a uma única conclusão: o passado nunca é morto. Ele nem mesmo é passado"

F. Scott Fitzgerald em "O Grande Gatsby"
Esse trecho de Fitzgerald ressoa de maneira contundente, revelando a complexa relação entre o tempo, a memória e a identidade. Essa reflexão nos convida a considerar como o passado molda não apenas nossas experiências individuais, mas também a totalidade da nossa existência.
Ao longo da vida, cada experiência vivida se inscreve em nossa memória, criando um mosaico complexo que compõe quem somos. O que entendemos como passado não é uma entidade distante, morta e sepultada, mas sim um elemento vivo e pulsante que continua a influenciar nossas decisões, emoções e interações. Este conceito se desdobra em múltiplas dimensões: desde as lembranças que nos assombram até as lições aprendidas que nos guiam.
Fitzgerald, ao explorar a vida de Jay Gatsby, ilustra essa dinâmica de forma magistral. Gatsby está preso a um ideal romântico e nostálgico que se origina de um passado que ele não consegue deixar para trás. Sua incessante busca por Daisy Buchanan não é apenas uma tentativa de recuperar um amor perdido, mas também de reaver uma versão de si mesmo que foi moldada por experiências passadas. Nesse sentido, o passado não é um mero registro cronológico; é um tecido que permeia o presente, influenciando nossas aspirações e anseios.
A reflexão sobre o passado nos leva, inevitavelmente, à questão da identidade. Quem somos senão a soma de nossas experiências? Cada decisão que tomamos, cada caminho que escolhemos, é, em última análise, uma manifestação dos ecos de nosso passado. Os traumas não resolvidos, as alegrias efêmeras e as experiências marcantes se entrelaçam em uma teia complexa que nos define, tornando o presente um campo de batalha onde lutamos com as sombras do que já fomos.
Além disso, a ideia de que o passado "nem mesmo é passado" sugere que a linearidade do tempo é, em muitos aspectos, uma ilusão. O nosso presente é frequentemente invadido por recordações que emergem em momentos de reflexão, alegria ou dor. O que vivemos não se desintegra; em vez disso, permanece como um espectro que assombra ou ilumina nossos dias. Isso pode se manifestar em formas tão diversas quanto o arrependimento por decisões tomadas, a nostalgia por tempos mais simples ou até mesmo a saudade de relações que já não existem.
Assim, a vida se revela como um ciclo constante de revisitação e reinterpretação. À medida que avançamos, somos convocados a confrontar as experiências passadas, a revisitar os lugares que habitamos em nosso ser. Essa interação entre o presente e o passado não deve ser vista apenas como um fardo, mas também como uma oportunidade de crescimento e autoconhecimento. Na medida em que nos tornamos conscientes dos padrões que emergem de nossas experiências, temos a chance de transformar a dor em sabedoria e a nostalgia em inspiração.
Portanto, ao refletir sobre a afirmação de Fitzgerald, vislumbramos a condição de abraçar a complexidade de nossa própria existência. O passado, longe de ser um obstáculo, é um componente essencial de nossa jornada. Ele nos ensina, nos molda e, por fim, nos revela a essência da condição humana: a luta constante entre o que fomos, o que somos e o que aspiramos a ser. Essa interação é, por fim, o que confere profundidade e significado à nossa experiência de vida.
Oliver Harden
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sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Itajuípe minha Pátria

 


Meu nome é Cláudio Marcelo da Luz Souza, nome poético "Cláudio Luz".

Nasci em Itajuípe-Bahia, sul da Bahia, terra dos sem fim como denominou Jorge Amado em uma de suas obras.

Por profissão sou Contabilista aposentado, poeta e blogueiro, sou historiador do meu município Itajuípe (antes Pirangi), que significa Em tupi, "rio vermelho".

Minha cidade é banhada pelo Rio Almada e temos dois lagos naturais na entrada da mesma.

Esta é uma das minhas poesias:

Logo, existo

 


Teceste-me às margens do Almada.

Fizeste-me Ser.

Cobriste-me com o calor do meio-dia,

Amamentando-me com os seios

Da própria terra-mater que criastes.

Já não sou Eu, somos Nós,

Alegres, como em contínuas farras de felicidade,

Embriagando-nos de alegria e bem-querer.

Logo, existo.

Uno, no sentido que o Almada escoa

Em noites de paz, não de insônias.

E, ao contemplar o dia raiando que nos atrai

Para a doce Itajuípe banhada, penso

Agora existo...

Fiz-me poeta no início da década de 70, tendo hoje em meu catalogo + ou – 1.500, poesias.

Participei de várias antologias regionais e tive inúmeras poesias publicadas em jornais de grande circulação da região cacaueira.

Sou também conterrâneo do imortal Adonias Filho cuja cronologia dele Descrevo abaixo:

 Cronologia do escritor Itajuipense Adonias Filho

 1915 - Nasce Adonias Filho em 27 de novembro, em Itajuípe, antigo Pirangi, vila que pertencia ao município de Ilhéus, no sul da Bahia. Filho de Adonias Aguiar e Rachel Bastos de Aguiar. 1934 - Conclui o curso secundário no Ginásio Ipiranga, em Salvador. 1936 - Muda-se para o Rio de Janeiro e inicia a carreira de jornalista no ano seguinte, colaborando no Correio da Manhã. 1938 - Assume a crítica literária de os Cadernos da Hora Presente, de São Paulo. Colabora em O Jornal, dos Diários Associados (Rio), e traduz O Pântano do Diabo, de George Sand, A Família Bronte, de Robert de Traz, e trabalha na tradução de três romances de Jacob Wassermann: Galovin, Gaspar Hauser e O Processo Maurizius, em colaboração com Otávio de Faria. 1944 - Exerce a crítica literária no jornal A Manhã e colabora no Jornal do Comércio, do Rio, e Estado de São Paulo e Folha da Manhã, de São Paulo. 8 1945 - Casa-se com Rosa Galeano. 1946 - Designado para dirigir a editora A Noite, onde permanece até 1950. Faz sua estreia como romancista com Os Servos da Morte, publicado pela José Olympio. 1948 - Nasce a filha Raquel. 1950 - Nasce o filho Adonias Neto. 1952 - As Edições O Cruzeiro publica Memórias de Lázaro, romance. 1954 - É nomeado diretor do Serviço Nacional do Teatro. 1955 - É designado para diretor substituto do Instituto Nacional do Livro. 1956 - Retorna em nova nomeação ao cargo de diretor do Serviço Nacional do Teatro. No mesmo ano pede demissão. 1957 - Faz crítica literária no Jornal de Letras, de Elysio Condé, e no Diário de Notícias, do Rio. 1961 - Nomeado como diretor geral da Biblioteca Nacional. 1962 - Publica pela Editora Civilização Brasileira seu terceiro romance, Corpo Vivo, sucesso de crítica, despertando os primeiros estudos sobre a sua obra. 1964 - É designado para, como diretor da Biblioteca Nacional, responder pelo expediente da Agência Nacional, do Ministério da Justiça. 1965 - Publica O Forte, romance. No dia 14 de janeiro é eleito para a cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras. Agraciado com a Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador, no Corpo de Graduados Especiais. 1966 - Eleito vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa. 1967 - Participa do II Congresso das Comunidades de Cultura Portuguesa, em Moçambique, na África, como convidado do governo português. 9 Visita os Estados Unidos. A Universidade do Texas adquire os direitos autorais de Memórias de Lázaro, já traduzido por Fred Ellison. Curt Mayer Clason traduz e a editora alemã Econ-Claassen publica O Forte. A editora Europa-América, de Lisboa, adquire os direitos autorais para este mesmo romance. É designado como membro do Conselho Federal de Cultura. 1968 - Com Léguas da Promissão, novelas, recebe o Prêmio Paula Brito. Conquista o Golfinho de Ouro de Literatura, prêmio patrocinado pelo Museu da Imagem e do Som da Guanabara. 1969 - Conquista com Léguas da Promissão o prêmio da Fundação Educacional do Paraná. Publica O Romance Brasileiro, livro de ensaios. 1971 - Publica Luanda Beira Bahia, primeiro romance em nossas letras com o cenário caracterizado em três latitudes. 1973 - Publica Uma Nota de Cem, seu primeiro livro para crianças. 1975 - Lança As Velhas, considerado obra-prima pela crítica, e que lhe rende o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, São Paulo. 1976 - Publica o ensaio Sul da Bahia: Chão do Cacau. 1978 - A Civilização Brasileira edita Fora da Pista, novela para o público juvenil. 1981 - Publica o Auto dos Ilhéus, edição para comemorar o Centenário da Cidade sul baiana, e O Largo da Palma, contos e novelas. 1983 - Publica Noite sem Madrugada, romance policial, com cenas, situações e episódios que acontecem no Rio. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia. 1985 - Permanece residindo no Rio, mas visita mais vezes sua fazenda Aliança, perto de Itajuípe. Publica Um Coquinho de Dendê, destinado ao leitor infantil. 1987 - Publica O Homem de Branco, biografia romanceada de Jean-Henri Dumont, o suíço fundador da Cruz Vermelha. 1990 - Vende, em definitivo, os direitos autorais de Os Bonecos de Seu Pope, livro infantil, às Edições de Ouro, para custear a doença da esposa Rosa Galeano, que vem a falecer. Na sua fazenda Aliança falece, em 2 de agosto do mesmo ano. 1993 - A novela O Menino e o Cedro, juvenil, é publicada pela Editora FTD, em edição póstuma.

Aqui na minha cidade aconteceram as locações dos filmes "Os Deuses e os Mortos, de Ruy Guerra, Os Magníficos e A Coleção Invisível, do renomado cineasta francês, Bernard Attal.

Tivemos no primeiro as presenças de Othon Bastos, Dina Sfat, Norma Benguell, Milton Nascimento entre outros. Na Coleção Invisível, tivemos como ator principal Wladimir Britcha,

e de Walmor Chagas e Paulo Cesar Pereio, em suas últimas aparições antes de falecer.

História de Pirangi/Itajuípe


O atual município de Itajuípe tem suas origens na região do Sequeiro do Espinho, que pertencia a Ilhéus e se estendia até o município de Iguaí. O povoamento do território iniciou-se no final do século XIX, com a chegada dos primeiros pioneiros, que iniciaram o desmatamento e a formação de fazendas de cacau. Por volta de 1918, outras famílias se estabeleceram à margem direita do Rio Almada, iniciando o povoado Pirangi.

Em 1930, instalou-se uma subprefeitura no arraial de Pirangi, subordinada ao município de Ilhéus. O nome foi alterado em 1943 para Itajuípe, vocábulo tupi que significa rio das pedras. O município foi desmembrado em 1962 para formar o a cidade de Barro Preto.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Pirangi, pelo Decreto Estadual n.º 8678, de 13-10-1933, subordinado ao município de Ilhéus.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Pirangi, figura no município de Ilhéus.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 141, de 31-12-1943, confirmado pelo Decreto Estadual n.º 12978, de 01-06-1944, o distrito de Pirangi tomou a denominação de Itajuípe.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Itajuípe (ex-Pirangi), figura no município de Ilhéus.
Elevado à categoria de município com a denominação de Itajuípe, pela Lei Estadual n.º 507, de 12-12-1952, desmembrado de Ilhéus. Sede no antigo distrito de Itajuípe. Constituído de 3 distritos: Itajuípe e Barro Preto, ambos desmembrados de Ilhéus.
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30-12-1953, o município de Itajuípe adquiriu do município de Ilhéus o distrito de Bandeira do Almada (ex-União Queimada), alterado pela mesma lei acima citada.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 3 distritos: Itajuípe, Bandeira do Almada e Barro Preto.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual n.º 1678, de 17-04-1962, desmembra do município de Itajuípe o distrito de Barro Preto. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Itajuípe e Bandeira do Almada.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.

Pirangi/Itajuípe

pirangiense


1. Indivíduo nascido ou que vive em Pirangi.
2. De Pirangi; típico dessa cidade ou de seu poi (Ba)vo.

 

Itajuipense pirangiense


(Ita-ju-i-pense)


1. Indivíduo nascido ou que vive em Itajuípe (Ba).

a2g.

2. De Itajuipe; típico dessa cidade ou de seu povo.

 

Itajuípe (Pirangi) é assim, e essa é a minha história.

Topônimo

O topónimo Itajuípe é de origem indígena e significa "caminho das águas entre pedras e espinhos". A palavra é composta por: 

  • Ita: Significa "pedra" 
  • Ju: Significa "espinho" 
  • Y: Significa "água" 
  • Pè: Significa "caminho" 

O nome representa a região do rio Almada, que era cheia de pedras e espinhos e servia como caminho de saída da cidade. 

A história do município de Itajuípe é a seguinte: 

  • O povoado Sequeiro do Espinho, que pertencia a Ilhéus, foi estabelecido no final do século XIX 
  • Em 1918, o povoado Sequeiro do Espinho passou a ser chamado de Pirangi 
  • Em 1930, Ilhéus instalou uma subprefeitura em Pirangi 
  • Em 1943, o município passou a ser chamado de Itajuípe 
  • Em 1952, o município foi desmembrado de Ilhéus e emancipado politicamente e administrativamente 

Cronologia do escritor Itajuipense Adonias Filho

Cronologia do escritor Itajuipense Adonias Filho

 

1915 - Nasce Adonias Filho em 27 de novembro, em Itajuípe, antigo Pirangi, vila que pertencia ao município de Ilhéus, no sul da Bahia. Filho de Adonias Aguiar e Rachel Bastos de Aguiar. 1934 - Conclui o curso secundário no Ginásio Ipiranga, em Salvador. 1936 - Muda-se para o Rio de Janeiro e inicia a carreira de jornalista no ano seguinte, colaborando no Correio da Manhã. 1938 - Assume a crítica literária de os Cadernos da Hora Presente, de São Paulo. Colabora em O Jornal, dos Diários Associados (Rio), e traduz O Pântano do Diabo, de George Sand, A Família Bronte, de Robert de Traz, e trabalha na tradução de três romances de Jacob Wassermann: Galovin, Gaspar Hauser e O Processo Maurizius, em colaboração com Otávio de Faria. 1944 - Exerce a crítica literária no jornal A Manhã e colabora no Jornal do Comércio, do Rio, e Estado de São Paulo e Folha da Manhã, de São Paulo. 8 1945 - Casa-se com Rosa Galeano. 1946 - Designado para dirigir a editora A Noite, onde permanece até 1950. Faz sua estréia como romancista com Os Servos da Morte, publicado pela José Olympio. 1948 - Nasce a filha Raquel. 1950 - Nasce o filho Adonias Neto. 1952 - As Edições O Cruzeiro publica Memórias de Lázaro


, romance. 1954 - É nomeado diretor do Serviço Nacional do Teatro. 1955 - É designado para diretor substituto do Instituto Nacional do Livro. 1956 - Retorna em nova nomeação ao cargo de diretor do Serviço Nacional do Teatro. No mesmo ano pede demissão. 1957 - Faz crítica literária no Jornal de Letras, de Elysio Condé, e no Diário de Notícias, do Rio. 1961 - Nomeado como diretor geral da Biblioteca Nacional. 1962 - Publica pela Editora Civilização Brasileira seu terceiro romance, Corpo Vivo

, sucesso de crítica, despertando os primeiros estudos sobre a sua obra. 1964 - É designado para, como diretor da Biblioteca Nacional, responder pelo expediente da Agência Nacional, do Ministério da Justiça. 1965 - Publica O Forte, romance. No dia 14 de janeiro é eleito para a cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras

. Agraciado com a Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador, no Corpo de Graduados Especiais. 1966 - Eleito vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa. 1967 - Participa do II Congresso das Comunidades de Cultura Portuguesa, em Moçambique, na África, como convidado do governo português. 9 Visita os Estados Unidos. A Universidade do Texas adquire os direitos autorais de Memórias de Lázaro, já traduzido por Fred Ellison. Curt Mayer Clason traduz e a editora alemã Econ-Claassen publica O Forte. A editora Europa-América, de Lisboa, adquire os direitos autorais para este mesmo romance. É designado como membro do Conselho Federal de Cultura. 1968 - Com Léguas da Promissão, novelas, recebe o Prêmio Paula Brito. Conquista o Golfi nho de Ouro de Literatura, prêmio patrocinado pelo Museu da Imagem e do Som da Guanabara. 1969 - Conquista com Léguas da Promissão o prêmio da Fundação Educacional do Paraná. Publica O Romance Brasileiro, livro de ensaios. 1971 - Publica Luanda Beira Bahia, primeiro romance em nossas letras com o cenário caracterizado em três latitudes. 1973 - Publica Uma Nota de Cem, seu primeiro livro para crianças. 1975 - Lança As Velhas, considerado obra-prima pela crítica, e que lhe rende o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, São Paulo. 1976 - Publica o ensaio Sul da Bahia: Chão do Cacau. 1978 - A Civilização Brasileira edita Fora da Pista, novela para o público juvenil. 1981 - Publica o Auto dos Ilhéus, edição para comemorar o Centenário da Cidade sul baiana, e O Largo da Palma, contos e novelas. 1983 - Publica Noite sem Madrugada, romance policial, com cenas, situações e episódios que acontecem no Rio. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia. 1985 - Permanece residindo no Rio, mas visita mais vezes sua fazenda Alian 10 ça, perto de Itajuípe. Publica Um Coquinho de Dendê, destinado ao leitor infantil. 1987 - Publica O Homem de Branco, biografi a romanceada de Jean-Henri Dumont, o suíço fundador da Cruz Vermelha. 1990 - Vende, em defi nitivo, os direitos autorais de Os Bonecos de Seu Pope, livro infantil, às Edições de Ouro, para custear a doença da esposa Rosa Galeano, que vem a falecer. Na sua fazenda Aliança falece, em 2 de agosto do mesmo ano. 1993 - A novela O Menino e o Cedro, juvenil, é publicada pela Editora FTD, em edição póstuma.

Os conterrâneos de AdoniasFilho: Manoel Leal, Helio Nunes e Jorge Amado
Horarias recebidas por Adonias Filho