sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Conheça Tatiana Sampaio, brasileira que pode ganhar Nobel

Conheça Tatiana Sampaio, brasileira que pode ganhar Nobel


Bióloga da UFRJ, Tatiana de Coekho Sampaio lidera pesquisa mundialmente promissora na regeneração da medula espinhal

A cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio é uma bióloga, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) cujo trabalho inovador em biologia regenerativa e celular tem despertado atenção no Brasil e no mundo por seu potencial de transformar o tratamento de lesões da medula espinhal — e, segundo veículos nacionais, poderá até mesmo colocar um nome brasileiro na corrida por um Prêmio Nobel de Medicina.

Com formação acadêmica sólida em biologia e décadas de pesquisa dedicadas ao estudo da matriz extracelular — a rede de proteínas e moléculas que fornece suporte estrutural às células — Tatiana se especializou no papel das lamininas, proteínas fundamentais para a organização dos tecidos e a comunicação celular. Desde os anos 2000, ela coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, onde orienta estudantes de diversas etapas da formação científica e lidera colaborações nacionais e internacionais.

Estudo revolucionário

O foco mais divulgado de sua pesquisa é o desenvolvimento da polilaminina, uma forma polimerizada da proteína laminina que age como um verdadeiro “andaime biológico” ao ser aplicada diretamente em áreas lesionadas da medula espinhal. Essa substância cria um ambiente favorável para que os axônios — fibras nervosas responsáveis pela transmissão de impulsos entre o cérebro e o corpo — possam reconectar-se após danos severos, um processo que até agora a medicina considerava praticamente impossível em casos de paraplegia e tetraplegia profunda.

Segundo relatos divulgados pela imprensa brasileira, 16 pacientes receberam autorização judicial para uso experimental da polilaminina, e pelo menos cinco deles apresentaram recuperação parcial de movimentos, um resultado considerado por especialistas um avanço enorme diante de décadas de pesquisa.

O trabalho de Tatiana ainda está em fases iniciais de ensaios clínicos, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para estudos exploratórios de segurança e eficácia em humanos, passo fundamental para validar a 

tecnologia

 antes de permitir seu uso terapêutico em larga escala.

A repercussão desse avanço é grande: nas redes sociais e na mídia especializada, Tatiana tem sido apontada como uma das cientistas brasileiras com chances de ser reconhecida com um Prêmio Nobel, caso sua pesquisa se consolide e prove impacto clínico significativo para milhões de pacientes com lesões medulares no mundo — um feito que colocaria o Brasil em evidência na fronteira da medicina regenerativa.

Para além da polilaminina, a carreira de Tatiana Coelho de Sampaio é marcada por artigos científicos revisados por pares, 

participação

 em eventos acadêmicos e contribuições à compreensão dos mecanismos que regem a regeneração neural e a organização tecidual.

Felipe Sales Gomes

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.

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