Conheça Tatiana Sampaio, brasileira que pode ganhar Nobel
Bióloga da UFRJ, Tatiana de Coekho Sampaio lidera pesquisa mundialmente promissora na regeneração da medula espinhal
A cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio é uma bióloga, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) cujo trabalho inovador em biologia regenerativa e celular tem despertado atenção no Brasil e no mundo por seu potencial de transformar o tratamento de lesões da medula espinhal — e, segundo veículos nacionais, poderá até mesmo colocar um nome brasileiro na corrida por um Prêmio Nobel de Medicina.
Com formação acadêmica sólida em biologia e décadas de pesquisa dedicadas ao estudo da
matriz extracelular — a rede de proteínas e moléculas que fornece suporte
estrutural às células — Tatiana se especializou no papel das
lamininas, proteínas fundamentais para a organização dos tecidos e a
comunicação celular. Desde os anos 2000, ela coordena o Laboratório de Biologia
da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, onde
orienta estudantes de diversas etapas da formação científica e lidera
colaborações nacionais e internacionais.
Estudo revolucionário
O foco mais divulgado de sua pesquisa é
o desenvolvimento da polilaminina, uma forma polimerizada da proteína
laminina que age como um verdadeiro “andaime biológico” ao ser aplicada
diretamente em áreas lesionadas da medula espinhal. Essa substância cria um
ambiente favorável para que os axônios — fibras nervosas responsáveis pela
transmissão de impulsos entre o cérebro e o corpo — possam reconectar-se após danos
severos, um processo que até agora a medicina considerava praticamente
impossível em casos de paraplegia e tetraplegia profunda.
Segundo relatos divulgados pela imprensa
brasileira, 16 pacientes receberam autorização judicial para uso
experimental da polilaminina, e pelo menos cinco deles apresentaram
recuperação parcial de movimentos, um resultado considerado por especialistas
um avanço enorme diante de décadas de pesquisa.
O trabalho de Tatiana ainda está em fases
iniciais de ensaios clínicos, com autorização da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) para estudos exploratórios de segurança e eficácia em
humanos, passo fundamental para validar a
tecnologia
antes de permitir seu uso
terapêutico em larga escala.
A repercussão desse avanço é grande: nas redes
sociais e na mídia especializada, Tatiana tem sido apontada
como uma das cientistas brasileiras com chances de ser reconhecida com um
Prêmio Nobel, caso sua pesquisa se consolide e prove impacto clínico
significativo para milhões de pacientes com lesões medulares no mundo — um
feito que colocaria o Brasil em evidência na fronteira da medicina
regenerativa.
Para além da polilaminina, a carreira de Tatiana
Coelho de Sampaio é marcada por artigos científicos revisados por
pares,
participação
em eventos acadêmicos e
contribuições à compreensão dos mecanismos que regem a regeneração neural e a
organização tecidual.
Jornalista formado pela Faculdade Cásper
Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais
perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre
curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.


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