Beija-me como se fosse à última
vez
O amanhã nunca se sabe, ou temos em nós bússolas do tempo
Para nos transportar, pra fugirmos entre estrelas infinitas,
Nestes dias de sangue, que explodem em nossas coronárias,
Quando não é em tempo de paz que dilatam apenas amor.
O amanhã nunca se sabe entre portas e vielas,
Quando pensamos em fugir de um mal maior.
O amanhã nunca se sabe, se de joelhos iremos para os templos
Que em tempo de paz nos negamos a nos ajoelhar,
Em agradecimentos talvez.
O amanhã quem sabe voltarei ao hospital onde nasci
Como fruto de Deus e morrer sem me redimir.
Suplico-te, agora me beija mais
uma vez, antes que eu morra,
Como se fosse ao amanhã que ninguém sabe!
Cuida bem de mim e eu cuido de você.
Cláudio Luz Parte superior do formulário
Tempos de raio-x
Beijo
a sua foto em preto e branco, agora colorida, pelo passar do ontem em
Que
vivemos sem razões aparentes, entre guerra e paz.
Cortamos os nossos olhos, os beijos antes ávidos
murmuram nos breus das
Tocas que brilhava com as nossas luzes, antes
chamas,
Hoje de LED ou neon.
Lembranças dançavam a luz Negra que
mostravam
Os nossos corpos como num raio-x, hoje 4D,
que volta a nós colorir,
Querendo unir ao passado antes preto e
branco no hoje colorido, invadindo
Os nossos corpos em orações.
Não tenha medo amada de voltar a eu amar,
pois antes disso eu voltei
Antes de ti.
Cláudio
Luz
Não te esqueci, esquecer por quê?
Dentro
de mim são pétalas, você fez talvez te esquecer, assim, quando novamente te
quis ouvia aquela canção, cantarolavas: "Ainda Bem"
Entre desencontros, paixões perdidas,
Entradas do amanhecer, últimos acordes da canção que dizia: ainda lembro do
ontem, do agora e do depois, sonhos que
Permeavam a noite, boemia entre chuvas
De março.
Fiz mal em mim, mesmo, não pude evitar o último beijo de
Despedida, coração te amando, talvez não mas, o portão entre aberto sim.
Tento esquecer, como não sei, ouço sussurros, você diz entre utopias que te
consomem até hoje entre o passado, o presente, desilusões que não nos deixa
dizer:
Ainda bem que você voltou, eu direi: "Ainda bem!
De noite na cama eu fico pensando?
Penso se você me ama, por que dançamos na chuva, desilusões?
O que me importa, talvez, importe o seu carinho agora.
Cláudio
Luz
A leveza do ar que aspiramos
Aspiro a sua
respiração, o meu
Coração dilata, sinto o seu abraçar, comporto-me como resignado, sou seu refém
entre prazeres prazerosos, bebo o vinho, sua taça
transborda... Sonhos passam em velocidades mil, revejo pensamentos passados.
Quando a conheci em pleno mês de um abril febril,
que morena?... Bronzeada ao sol dourado, morena de lá, ondas onde navegam os
amantes seguindo o que os corações nos faz sentir, entre o nascer e o
pôr-do-sol entre luares prateados que nos faz orgasmos, um novo porvir, uma
nova aurora, momento que habita em ti, amazona, Valquíria que luta por um amor
recôndito que vem de você pra mim.
Cláudio Luz
Universo entre os nossos
olhos
Desenho
o universo entre os seus olhos,
Sou alma, amante, espaço no seu corpo, entre
O real e o irreal emanado do amor que
Transpira entre nossas têmporas, temporal
Que condensa a Via Láctea, que povoa os nossos
Sonhos.
Ensaio pensamentos, é mente que sucumbe
Entre túneis do tempo, que nos consome, entre
momentos de lucidez
E loucuras lúcidas, lúdicas talvez.
Descobrimos caminhos afinal, navegar no universo é
preciso,
Precioso brilhante que toca a menina dos seus olhos
que
Refletem o nosso universo de luz, que iluminam os
meus.
Claudio
Luz
Menos figurinha
não me abandone
Mas,
é fácil ver o seu comentário de figurinha, compartilhar, curtir ou comentar.
Te percebo meu amor, quando você não percebe que
você não entende nada entre o amor entrevisto, quando me declaro entre poesias,
versos mal feitos, talvez quando pensamos num amor que não acontecerá, entre
memórias presentes ou no passado que nos deixa no vácuo das notícias que nos
faz ficar indiferentes, quando diríamos o que seria de nós.
Vejo imagens e pornografias, ofertas de corpos no
Facebook que outros publicam.
Bloqueia-me das poesias de letras que publico, me
encanto pra te encantar num amor que em letras, aceita fotos que me faz ser
volupioso, num jardim secreto que o face jamais imaginaria um dia me bloquear.
Se o face aceita algo impublicável de fotos porque
não se coloca em meu amante lugar, amo só amo e o Facebook quiseras por essa
poesia me bloquear.
Cláudio
Luz.
Cor choque é o que cobre o
seu corpo de rosa
Não percebi a
cor dos seus olhos, azuis, talvez cor dos céus que nos aquece, entre o sol,
luas e estrelas rodeando como se estivesse vestindo
o seu corpo que me fazcina, quando não me fazcina.
Vejo você passar, entrepassos, perpasso o meu
coração pra te ver você passar como se estivesse prestes a mergulhar no oriente
do meu coração que quer te amar.
Mentalidades que sonho, infinitamente quando você
apenas me deixa ver você passar de rosa choque, em frente ao mar que existe em
mim pra você mergulhar.
Refaço-me agora destes sonhos, não impossíveis, que
como ondas que vem pra areia, só não deixarei você voltar.
É cor de rosa choque.
Cláudio Luz
Amor em tempos de vírus
Apenas sussurros
aos ventos ouvirão de mim, o arquiteto do caos está no meio de nós, querendo colheitas.
Estamos entre abismos tenebrosos, Cordilheiras que
beijam os céus agora cinzentos e atingíveis para os que crêem que a cura está
próxima, não no final do túnel que emite luzes, neons talvez.
Agora os fazem possíveis anjos de Deus.
Agora somos fantoches, apenas fantoches a esperar o
desfecho final.
Ainda somos amores entre respirações que não pode
ser boca a boca, mas entre batimentos cardíacos que podemos sentir no silêncio
das orações que nos consola.
Resta-nos esperar o amar depois dos tempos de
vírus.
Cláudio Luz
O teu gosto de Laquê
Cheiro os seus
cabelos apertando o seu sorriso entre poesias e fantasias, somos amantes! Sem
dizer Adeus.
Acaricio os seus cabelos laqueados antes, hoje
progressiva não tão cacheados
Quero te afagar, vem, bem sabes que aqui é o teu
lugar.
Agora na madrugada, acho que você me esqueceu que
eu era tudo pra você, entre as estradas, na liberdade do horizonte, aonde você
poderia ter partido e chegado aqui.
Penso que você um dia virá pra viver a vida que
quisermos, enfim em algum lugar do passado que não tivemos e o futuro que nos
espera agora.
Cláudio Luz
To te vendo entre
Girassóis
Sorrindo
percorro as verdades do seu corpo nos meus destinos, menino sou esperando
guerras e girassóis amarelos que brotam de suas janelas
cor de tijolos amarelos amarelos.
Busco a sua foto, agora amarelada como brisas que
bebo de saudades quando
Dançando estou, entre felicidades, nas calçadas, ou acordes, fecho os meus olhos, sonho
com sua fronte que beijo, esperando o amanhã que acordarei, talvez em seus
braços, bom motivo para o meu corpo ébrio.
Releio os rascunhos poéticos, agora tento dormir
entre os coloridos dos lençóis e fronhas, pensando na cor do seu corpo que não
sai de mim que não sai de mim.
Tergiverso entre as combinações que cobre o seu
corpo antes virginal que agora você não deixa desnudar-te ante mim que sonho te
amar.
És calientes, sombras, girassóis que cobre os seus
seios e o os seus pelos pubianos que me agitam entre sinais.
Estou entre vans filosofia, entre o céu e o inferno
da sua boca e a minha língua que quer te entrecortar na madrugada que agora
acorda em mim.
Cláudio
Luz
Que triste tempestade
Que
triste tempestade, sem definição, não sei quando aquecerei o seu corpo,
beijando os seus lábios, apertando as suas mãos.
Agora me resta beijar a sua ausência envolta
naquela moldura cor de amor.
O mundo gira, giramundo, vagabundos sem poder pisar
o mundo, chão ladrilhados, gravames das suas pegadas que vinham ante-pé.
Antevejo o amanhã, depois das dores do mundo, pra
nos abraçarmos como anti-virus e poesias no olhar.
Amada to em casa e tudo vai passar depois dessa
tempestade que alcança os nossos olhares.
Cláudio
Luz
Twiggy
Relembro-me
da praia de Bikini, macérrima, quase andrógina, corpo nu, olhos de rímel, mais
que um ícone envolto em ondas azuis.
Calor de Londres entre Canções de The Beatles e
Rollings Stone, besouros e pedras que me fez ouvir os sussurros de Jane Birkin
cantando La Decadanse e paroles.
A longevidade não leva as nossas lembranças e nem o
seu biquíni que as ondas levaram para as minhas mãos naquele dia entre a aurora
e o outrora sem fim.
Folheio agora aquela velha revista, acaricio os
seus cílios e o seu rosto envolto nas páginas de papel voucher.
Cláudio
Luz
Amor, I love you, moi toi
Não
é preciso o fim, ainda não começamos baby, beija eu, te beijo também pra você
receber o meu corpo que se deixa corromper-se no bom sentindo, frente aos céus, ladrilhos de estrelas
que vem do seu corpo azuleijo, brancoleijo, rosaleijo cor dos seus lábios, tudo
deveria ser assim beija eu.
Relembro-me que você dizia, aonde eu fosse você
iria pra talvez felizes, ilusões, pra não dizer adeus de vésperas matinais.
Agora se você vier eu vou, pois espero você dizer
que os males que fizemos a nós mesmos, ainda teremos tempo de repensar o que se
foi, lembraremos em estrofes e letras, abraços e beijos de língua também.
Eu sei eu sei meu bem.
Vou por aí sorrindo pra não chorar, assistindo as
águas do Rio Amada correr, sorrir pra não chorar, mas te buscar entre
correntezas pra rir e não chorar.
Cláudio
Luz
Você pode não acreditar
Estou
entre solstício e equinócios, exemplar entre esferas regidas pelo Arquiteto do
Universo.
Você pode não acreditar em eclipses que reconverte
o nosso amor, antes das purificações sem você, explicações, cílios seus,
pálpebras minhas que não nos sonha entre as órbitas dos nossos olhos que formam
o firmamento eterno.
Não me surpreendo quando você fita e penetra na
m'alma em conversão, esperando a segunda lua chegar de Marte, trazendo você
vestida de Vênus, cheia de certezas, tocando no meu Whatsapp, a me chamar para
a sua nova emoção, que sem mensagens você vai me contar.
Você não pode acreditar, nas comunicações
presenciais que diz: somos dois corpos ocupando o mesmo espaço, entre a lei da
gravidade, que talvez grávidas estarás.
Cláudio
Luz
Para aonde vai o nosso
amor
Pra
que chorar agora, aonde desterraremos os nossos amores jurados, eternamente
seriam eternos nos claros valores da noite, quando seríamos eu e você.
Sou agonia, prantos entre labirintos, luzes no
final dos túneis aonde não encontro você.
Talvez seja a noite eterna de agonias,
embebedando-nos de águas prateadas que vem das estrelas, que te cobrem das
escuridões dos meus olhos que teimam e não te ver partir ou chegar.
E você talvez saiba em que lugar o meu corpo
amoroso estar.
Agora só tempestades e sinalizações nos ouvem,
entre ruas, alcovas que nos pertencem e agora está vazio.
Cláudio
Luz
De dentro do seu corpo
livro, rosa choque
Folheio
o seu corpo que está impregnado de palavras que brotam poesias neste dia ou no
ontem que te vi antes da partida sorrindo pra mim.
Molho o meu dedo em sua língua, folheio a sua
essência, descubro uma nova poesia que vem de ti.
Quando tento te poetizar, entre estrelas e caminhos
que não nos aproxima, num ponto de partida ou de chegada.
Clamo aos céus para que os nossos corpos de poeta e
musa sejam acompanhados dos anjos em pleno Éden, que vai aquecer os nossos
beijos, entre amores que não morrem, enquanto tenho em mente para descrever o
amor que sinto por ti.
Tu és agora como flores em um jardim rosa choque
que vai sempre me encantar.
Cláudio
Luz
Porque é Festival
Ensaio
os seus sonhos, bebo os meus versos que falam de ti, instintivamente sérios.
Cubro-me com os seus sonhos, versos que cantarei num festival feito de sinais fechados que se abrem em pétalas
quando ouço você sussurrar palavras que relembram os que compomos, cantando em
duetos as paixões do amor maior, que nos une no encontro do sol e da lua que
vivem em eternas despedidas, como num fim de festival, premiando nos a nós
mesmos em primeiro afeto que não se encerra, antes dos últimos acordes, quando
voltaremos a cantar ou poetizar.
Cláudio
Luz
O meu lápis poeta
O
meu lápis hoje está arredio, se jogou entre os meus dedos, inspirou-me versos
sobre luzes e escuridão.
Derramou entre os meus dedos, pétalas de letras,
como se gotas de chuvas fossem, os meus encantos e desencantos, estendem-se
desde o poente que me guia para doces inspirações, talvez incididas, as vezes
calientes, ou como a segunda aurora boreal, que faz reviver, entre beijos e
abraços eternos quê nunca haverá de nos separar.
O meu lápis é assim, me ativa, envolve-me em
papiros essênios, cobrindo-me das inspirações que vêm de ti.
O meu lápis é poeta, tão somente poeta que até me
faz poetizar.
Cláudio
Luz
July
Encontrei-te
entre estrelas e imagens,
Entre sol e luas do verão que se esvai.
De repente Sabemos que Deus existe em nossas vidas,
Que pensamos ser o que queremos ser corpos únicos,
estou indo, você vem?
Quês família, horizontes novos talvez.
Dou ilusões contidas entre passagens, e o fim do
mundo que sei que um dia vens.
Penso no dia, acordo na noite e afago o seu corpo,
entre fotografias e algumas canções que vou te encontrar sentada a beira de um
caminho
Que agora metaforicamente te beijo, vendo você se
aproximar de mim.
July, July July, hasta La vista baby.
Cláudio
Luz
Noites, esmeralda o nome
quente que te dou
O
dia se esvai, sem despedidas, você não está aqui, embora te esperes nas
imensidões da noite que não ocupa o lado do leito
que você repousaria em meus braços.
Os meus pensamentos estão secos, o seu corpo treme
na sua solidão aonde você não responde o óbvio de não estar aqui.
Beijo a sua mente na escuridão entre músicas que
lamentam o porque você não chegou aqui.
Continuo luz, sou escuridão prodigas em saber que
aonde você está sofrendo sem mim.
Agora, carnalmente tempero com as minhas lágrimas
contidas, o prato que fiz pra ti, encoberto de pétalas e amor sem fim, você não
chega para num momento sublime degustar entre lençóis.
Quebro as esmeraldas quentes que fundi pra fazer um
anel para o seu dedo indicador que você apontou pra mim.
Cláudio
Luz
Boa noite, Amor
Boa
noite, noite que me achata quando digo que não te amo, mas, sou louco por você,
entre as clarezas da noite e as escuridões do dia que se esvai a procura da lua que agora não me defende mais.
Boa noite, sei que te amo e preciso do seu beijo,
faça o que você quiser de mim, mas não viva sem mim.
Cubro-me de neblinas, cultivando flores de cactus,
firo-me nos espinhos, esperando-te entre aragens que molha o meu corpo meio
adormecido, querendo sussurrar no seu ouvido: Boa noite Amor quando você não
está aqui.
Boa noite, Amor despertarei no limiar da manhã,
balbuciando: Bom Dia Amor ausente, a te dizer que o amor por você não se apagou
na noite que passou.
Cláudio
Luz
Venha a mim
Venha
a mim como pétalas de rosas, vestida de organdir, que cobrirá os meus sonhos
com o teu pecado singular.
Ajoelharei aos teus pés, renderei harmonias porque
você és minha Rainha, Mulher hoje e sempre serás.
Eu quero tanto o seu amor, pelo menos mais uma vez,
abraçar-te, o seu corpo que amo tanto mesmo quando solitário estou.
Dedico-te todos os 365 (6) dias do ano, bissextos
ou não, sou matemático e geométrico quando dedilho a ausência do seu corpo que
diz me amar.
O seu suor sempre será igual, entre madrugadas,
sonhos que eu sonho, assim.
Não acharei ninguém como você que me fez
sentimental demais.
Venha a mim, eu te tocarei em tolices talvez,
porque amor não se maltrata não.
Cláudio
Luz
Chuvas que caem
Ouvir
o estrondo movimentando o teu firmamento, só teu.
Onipotente, onipresente Santos dos Santos, eternos Deus.
Os casebres foram dilacerados pelas lágrimas que
caiam dos céus que um dia recônditos de graças, quem sabe, gozaremos nas
eternas promessas divinas.
Os raios não desligaram a minha energia cortada,
salguei as carnes, sucos açucarados mais quentes.
Senhor das esferas, trovões, relâmpagos e raios nos
livrai das ingratidões que temos por ti.
Agnus Dei, Aleluias, Amém.
Viva a chuva, e que seja de arroz.
Que venha a luz que apresentastes ao mundo, afinal
somos pó, agora na lama voltaremos a ver as margens do Rio Almada emergirem nos
lagos que não nos banham, mas pecamos aqui.
Amém.
Cláudio
Luz
É noite
Entre
árvores e arbustos sou teu, ateu talvez.
Acredito em ti, sinto o abrasar dos seus sonhos, sinto em ti.
Agora que choras entre portas, entre momentos que
sobrepõe o porvir, esqueço o passado, você voltando pra mim.
Êxtase, Exodus, Genesis afinal não é nunca você
voltando pra mim.
Cláudio
Luz
Teoremas, amor
Assisti
Pasolini, segundo o Evangelho de São Mateus, amando Deus que nos sombreia entre
nuvens ascendentes, talvez.
Longe do seu corpo estou, tal longe de você.
Camas largas, deitados sem par.
Somos incógnitas perante o amanhã que agora nos
corrói, esperanças a parte, encontro talvez.
Estamos separados entre teoremas, poesias talvez.
Sou sonho e você entre teoremas será alguém talvez.
Agora escuto as Quatro estações de Vivaldi e você
escuta o que?
Cláudio
Luz
Quem dera...
Quem
dera
Um amor assim inocente
Chegando docemente
Tranquilizando o meu viver.
Quem dera
Afagar os teus cabelos
Sentir o teu cheiro
E naturalmente nunca pensar em morrer
Quem dera
Ser cantado em seus versos
Num momento sublime de
Doce inspiração
Quem dera
Eu e Você num momento
Murmurando no encontro dos
Ventos
O sentido da doce união
Quem dera...
Cláudio Luz
Só eu e você
Só
eu e você, pisamos no mesmo chão de estrelas quando o sol caudaloso que molha
os nossos corpos de suor, talvez.
Sou Rei, você Rainha em busca de conquistar um
reino, não como nos contos de fadas ou os construídos por Merlin, magníficos os
de Aruanah, agora construídos sobres as ilhas do Rio Almada e as beiras dos
lagos que não são os de Luanda beira Bahia.
Vejo você chegando de algum lugar, dos pampas
talvez, quem sabe se não vens, quando escuto a anunciação que tu vens.
Vem com as bençãos de todos os Santos e orixás e
dos Santos que estão nos altares, aonde iremos nos ajoelhar e jurar, só eu e
você.
Cláudio
Luz
Cor de Giz entre olhos
Agora
as distancias nos dominam, somos
Paisagens para os nossos olhos, enriquecidos
Pelas nossas vozes que ecoa nas distâncias que
Por hora nos separam.
A natureza agora conspira a favor da beleza, da
ausência
Que os nossos corpos fazem, entre a natureza que
fez-nos
Por acaso nos encontrarmos, entre redes que nos faz
Conhecermo-nos melhor.
O amor agora nos basta, paz que nos rodeia e nos
Encanta, entre ecos e palavras bem-vindas, depois
diremos,
Ainda bem que amar alguém pode fazer bem.
Somos como aquarelas que retrata, um dia talvez
entre olhos com
Gosto de Giz.
Cláudio
Luz
Égide
Égide
que está incrustado em nós, desde o momento das nossas concepções políticas,
Deus nunca nos deixou.
Para os que crêem a oração e para os que não crêem
exercitem apenas as convicções políticas, etéreas, que discutem se a terra é
redonda ou plana.
Pobres ovelhas desgarradas, sem pastores, que
esperam governos terrenos para libertá-los.
Égide, Maldito do homem que acredita no outro, isso
incluem as mulheres também.
Agora estou escutando o meu vizinho...
Cláudio
Luz
Porque, tu vais
Quoi,
toi, plantei vocês entre palmeiras, laranjais, talvez tenham, como tive de
apagar vocês, antes dava adeus e dobrava as esquinas lágrimas escorrida, até recompor-me esperando uma resposta que nos
trariam em abraços e abraços sem fim.
Não existe mais adeus, agora me deletas e eu as
deletos também.
Sou apenas, agora um teclado que te diz, não
querendo dizer não.
Fakes, talvez, Quoi.
Cláudio
Luz
Máscaras
A minha máscara caiu, impávido antes, coração
ferido decidi: Não vou mais amar.
Recebi o seu contato imediato de centésimo grau.
Tiro a máscara do meu rosto pra te beijar e te
chamar de meu Amor.
Antevejo os seus olhos, gosto de máscara que me
invade.
Os nossos corações, agora nos bate, não como um
surdo, jamais como um absurdo, talvez ao som dos trios elétricos que dedilham:
Você é minha Tiete.
Vocês são as minhas tietes.
Cláudio Luz
Éramos, somos caminhos
Você
é o meu caminho entre sons de atabaques e o
Pulsar dos nossos corações que não silenciam em plena
Folia momescas, sortilégios a parte, estamos nos
tempos pré
Equinócios que regula Baco, filho de Sêmele, uma
mortal, pra que eu não te perca entre multidões na avenida dos nossos sonhos
carnavalescas e
Chuvas, suor e cervejas em plena praça desnuda sem
carnavais, mas,
Com acordes do toma lá de cá que o samba é pouco
quando vou
Atrás da sua gingada vestida e Ylê aiyê, você deusa
do Ébano, marfim para
Os meus olhos que disparam raios de intrépidos
amores, querendo
Você só pra mim, sem dizer adeus.
Por amor sou o seu prato predileto nas
quartas-feiras de cinzas, desde
Que você não fira o meu coração, corpo e alma no
altar das quaresmas
Que ainda, pós carnavais ainda vamos pular, atrás
dos trios elétricos,
Aonde não vou te esquecer no meu coração, somos
caminhos e encontros,
Sim.
Cláudio
Luz
Entre carnavais
Estou
perdido na avenida em busca de você que me abririas alas,
Pra eu desfilar entre as purpurinas que cobre o seu corpo, agora longe dos
Meus olhos de Arlequim, entre isopores e latas
bebidas que
Não saciaram os meus lábios, só com os seus beijos
cor de anil.
Estou entre os foliões pipocas, ouço Caetano
Veloso, versando
Não se perca de mim, não desapareça.
Entre passos danço, procurando por você meu amor,
sem felicidades e
Acordes de Luis Caldas, antes de Carlinhos Brown,
cantando Ajaiô, ou
Os Filhos de Gandhi, não me deixando dançar por
falta do colar e do
Turbante que em seu pescoço e cabeça estão.
Tô sonhando que estou na Praça Castro Alves,
ouvindo Tatau/Araketu,
Cantando: Eu queria ser bem mais
Que amante
Quero ter você
O tempo todo,
Quero ter você
Aqui?
Claudio
Luz
Declamações entre ruas e
lábios
Os
meus versos te inflamam,
poesias esbaldam-se no seu ser, durmo
esplendido entre relvas e a lua que ilumina os seus olhos coloridos de cores inassimiláveis, pensamentos d'alma.
Sou contentamento entre versos que te compõem,
entre searas, quando customizo os meus versos, sou
apenas um simples poetas que vagueia entre becos, vielas, rios lagos e bares
onde os meus versos não ecoam entre os brindes que faço por ti.
Sou você que agora quer declamar os versos meus,
entre cortinas, sem palavras, mas como o poeta que agora se refaz,sem encantos
pessoais, com dores, lutando com gládio insaciáveis, se são poemas ou poesias
que encanta agora as declamadas em praças publicas sugando os seus lábios.
Cláudio
Luz
Tatuagem a flor dos olhos
Não
farei tatuagens em meu peito, pois tatuada no meu singelo coração estás, que te
absorve a cada pulsação cardíaca.
No íntimo das artérias que me faz vida, felicidades plenas
quando cultuo o seu corpo sem imposições ao seu coração, quando penso em ti.
A tua pele me rasga, depois do bug do milênio, que
há muito não apagou a esperança de um dia te encontrar, entre esquinas, bares,
talvez num lar.
Tatuei você em meus olhos como presença única pra,
mesmo você não estando perto, eu veja tatuagens também no seu olhar.
Cláudio
Luz
Quando
Quando
os lagos transbordarem, o meu coração infinitamente se juntarão ao
Seu,
somos acaso que caso contigo.
Se
um dia passarmos despercebidos, entre calçadas que
não me deixa ficar
Longe de ti.
Cantarei os meus versos, beberei águas.
Efervescente que brota do seu corpo, entre
latejo uníssono que me faz ser
Vocês em mim.
Cláudio
Luz
Musa
Bebo
o seu corpo na piscina, afago os seus cabelos molhados
Pelas águas azuis que bebe o seu corpo transparente, entre Ray Ban’s,
Olhos nos olhos quando você chega a mim.
Sou zen, o Nirvana me invade a alma, sou o teu
corpo entre ícones
E imagens, te adorar me basta, revejo as suas
fotos, és jardins,
Que acalma minha alma com o seu perfume de jasmins,
entre orquídeas
Que enfeitam o seu corpo, coração arfante que
apanha por ti, não bate.
Bebo os seus pensamentos, agora distantes, meu nome
é ébano, entre poemeus que afasta de mim a solidão que já não habita em mim.
Cláudio
Luz
Quando eu te amo
Quando eu te
amo dedilho o seu zap, bebo os seus olhos nas distâncias que nos separam.
Sou o teu corpo, encilho os seus cílios, pretos de creions e rouge, que refletem nos meu olhos agora verde oliva.
Bebo os seus pensamentos,, prazeroso sinto a sua
alma desde o início da manhã que se avizinha da sua nua alma.
Revejo conceitos, te acuso, não como profeta, mas,
como um amor que vem de dentro de ti.
Sirvo-te em taças, sou apenas os teus olhos que
piscam ao te ver passar.
Basta-me, bastante, agora que te observo entre
quadriláteros e palavras que agora te basta.
Cláudio Luz
És Carnaval
És
carnaval, beijo as suas plumas, deixo você me cobrir de lantejoulas e purpurinas.
Sou Arlequim, dedilho o seu corpo em forma de bandolin, sou carnaval entre almas e beijos, ensaiando passos e
coreografia que vem do seu corpo, agora nu.
Sou avenida, praias e ruas que emergem chamando
gente, botando o bloco na rua.
Agora sou Pierrot, voce Colombina que baila entre
os meus olhos, coração que não morre, apenas como um surdo que nunca vai ser
absurdo, ante o primeiro clarin.
Cláudio
Luz
Vida minha
Tu
és vida minha não te esbanjo, te guardo nas minhas formas cardíacas que te
aquece.
Tu és vida, esculpida nos meus olhos, menina mulher, travessa, que me enlouquece quando não te acesso no ZAP.
Tu és minha vida, dourada, arte Santa quando me
ajoelho pra te beijar.
Tu és minha, menina, mulher, quando você chega em
passos e compassos, pra eu delirar
És tu minha vida, entre magias, gosto de língua,
lábios afiados que me morde entre dentes sem doer, só prazer.
Cláudio
Luz
Chegastes
Como
um raio que agora conheço, chegastes entre sorrisos não tardios, entre lábios e
beijos sinceros, chegastes como bombons, e caramelos como se agora fosse um domingo qualquer.
Agora, coincidências de não desistir de um beijo
seu, meu como o teu.
Vamos falar em desistência, ou de amor que já não
está nos nossos beijos de língua, afinal, sabemos namorar entre beijos e céus
de nossas bocas que refletem os beijos que não nos demos, agora, talvez amanhã.
Chove lá fora e a noite se é comprida, como uma lua
covarde que procura se esconder do sol que nestante vai nascer assim é
cúmplices em considerações e querer.
Sou o seu corpo nu, corações que não vai nos
esquecer na próxima esquina, ao contrário seremos verão enquanto a lua nos
deixar dourar a noite que declina agora desde ontem.
Cláudio
Luz
Amar(rar)
É
de manhã, amarro-me no seu corpo, que entra em erupções constantes.
És fogo que me incendeia, impedindo-me de louvar o cupido que trouxe você pra
mim.
Ouço Vênus de Milllus, que distribui estrelas em
pedaços sobre os nossos corações, agora que sou regido por Eros, entre o puro e
o lascivo que nos liberta.
Ouvimos Aphrodite, Deusa do amor, que nos possuem,
mas, não nos corrompe entre rituais que nos faz vida, entre mergulhos, entre
Cordilheiras e sinuosidades que percorro no seu corpo. Cheio de Luz.
Somos amor, somos libertos, não libertinos, sem o
Amar(rar).
Cláudio
Luz
Somos tenros pirangiense
Dois
anos nos separam, quando te emancipavam, eu sonhado ainda não tinha sido gerado
no ventre de minha mãe, que nos tempos idos fazia os próprios enxovais.
Emanciparam-te com fogos de artifícios e de papo
amarelo, discursos e hinos de liberdade, que parou de ecoar no tempo, antes
idos.
Sou filho nato do Hospital Pirangi, a termo de Dona
Valdelice Affonso, Decana da serventualide judiciária , antes de comarca,
abençoai as almas de João e Rosalvo Guimarães, conhecidos como os Deway, agora
sou poeta do Rio do Almada e dos lagos, entre serras que te entrecortando de
Vinhaticos, Jequitibás, Massaranduba e Jacarandás, que sangram ainda ao fio dos
machados, fluindo perfume de sandalus.
Admiro as suas belezas naturais, paisagens e um
patrimônio artísticos físico e concreto, abandonados.
Procuro as Estações Férreas do Sequeiro do Espinho
e de Pirangi, vejo ruínas.
Deito-me na praça Humberto de Oliveira Badaró, nas
Pitangueiras, ignorada desde outros governos, o atual não é o excessao, qualquer,
fruto da inconstância de ser profeta uma nova era.
Tergiverso em noites boêmias, as memórias do
Esporte Clube Bahia, Sobrado de Junot, Escolas das Professoras Julieta Fonseca
e Lucia Oliveira, durmo sobre o que restou da Escola de Comércio e a iconoclastia
da Biblioteca do Convento Franciscano, do sobrado da Família Pedro Hagge e dos
acordes da Primeiro de Janeiro, na rua Ruy Barbosa.
Saudades das harmonia de origem árabe/judaica,
entre nós,hoje extinta em discussões domésticas, por políticos que não valem um
vintém, ou uma arroba do manjares dos deuses Azteca que nunca colheram ou
reviraram com os pés, as amêndoas do cacau.
Como ja dizia o Síndico Tim Maia, eu quero
chocolate, ou de Chocolate da Bahia, Não deixo nao, vou me acabar mas, o fruto
da cana eu não deixo de tomar, disso não deixo não.
Agora as minhas memórias óticas estão assistindo a
última sessão de Sodoma e Gomorra e da destruição da Atlântida, onde outrora
era o Cine Teatro Hage.
Não tem jeito, retorno a Rua João "do
Cacau" Evangelista, procuro a roupa velha, de Manhoso e Baixota, não os
encontrei, dirigo-me em busca de uma boa cachaça Índia, no bar de Tilu, procuro
o sarapatel de Vitória, na feira Velha, também não existem mais, o alambique de
Elmírio, dono da serra da Água Sumida, onde não bebemos no cálice de chifre,
antes de alguém.
Bebo as memórias remotas, em doses Homéricas, aos
pés do Sagrado Coração de Jesus, que nos tempos áureos davam-nos santificação,
após o ofício, singrávamos nos meio das ruas desertas, entre bairros, hoje iluminadas
de Led observando os corpos marginais no chão.
Perambulo entre os trinta degraus da idade do
Cristo, e depois os doze degraus dos apóstolos, pra voltar a Matriz.
Acredito que antes de ir, o Altíssimo virá nos
buscar.
Afinal Bahia, Clodalmiro Amambay, em versos e
prosas proclamou: Bahia, Itajuipe é fruto do seu explendor, viva Cloil Amambay
de Oliveira, o Doutorzinho.
Cláudio
Luz
Ilusões tolas
Pra que matar
está ilusão em mim, quando ainda resta um pouco daquele amor que nos queimava e
que sobrevive não sei por que ou pra que.
O tempo conspira, banalidades furtivas que
espreita-se entre nuvens e luz Neon, agora no salão da boate entre passos jurávamos,
perdidas promessas, sem reclamações e sonhos inantigiveis porém sereno, entre
fases da lua, entre estrelas cadentes, quando fazíamos pedidos de ilusões
perdidas, silêncio sepulcral.
Pura ilusão, que nem beijos que não molha os meus
lábios sedentos de orvalho, com gosto de limão.
Ilusões tolas?
Cláudio Luz
Armadilhas profanas
Responda-me de
verdade quem você ama, o mundo pode ser seu, entre revoluções emergentes que
explodem de dentro do seu coração, dizendo pra que
terminar se ainda continuaremos vivos, entre denominações.
Diga-me de verdade quem você ama, eu tenho gritos,
fogo que eu peguei entre ondas da idade que o mundo perdido nos esqueceu, fatos
que somos, doce mistério, louco, louco mistério que o infinito, que achamos que
o mundo sabe nos encantar como serpentes, entre cítaras, de joelhos no Taj
Mahal, quando queremos tão somente nos purificar nas águas do Amada, que agora
não transborda, talvez sede trará.
É tão louco esses doces mistério, que esperamos
sugar o doce da vaca profana sagrada, acontecimentos que um dias nos deixará
enlouquecer, entre armadilhas de rosas, sem espinhos sem raízes profundas que
depende da fecundação de nós dois.
Cláudio Luz
A pessoa que eu preciso é
você a única
A
pessoa que eu preciso tem um espírito que emerge
Da terra, da água, do fogo e do ar, que fará subir como estrelas
Que colidem em sombras que não encobre o sol em
noites
Ébrias.
Você é tudo que eu preciso para tomar conta de um
Coração há muito perdido, agora dentro do seu
alcance
Quando as estrelas não colidem Mulher.
Se você pode falar com Deus quantas vezes me viu
chorar,
Lágrimas, espelho do meu coração quando longe você
está
De mim.
Para que eu quero outros beijos se os seus
Lábios talvez agora não me queira beijar
Muito além das coisas mais belas,
Muito além das estrelas a pessoa que eu preciso
É você.
Mas eu tento e não tenho mais tempo,
E eu tento, e eu tento, e eu tento
Pra controlar o meu pensamento, mas sei que a
pessoa
Que eu preciso é você.
Mas eu tento, e eu tento, e eu tento, e eu tento
quando eu estou andando
Pelo mundo sei que a pessoa que eu preciso é você.
É mesmo o que eu preciso que a gente se ame
E você amasse a vida Boêmia que por ti me
entreguei.
A pessoa que eu preciso é você a única.
Quem é você!!!!! Onde está você agora?
Cláudio
Luz
Os Girassóis da Rússia
Estou
na estrada, percorro uma estrada, colho girassóis.
Sonho com um destino, busco respostas, tergiverso, pensamentos me corrói.
Sou óleo que banha o seu corpo, agora agito a sua
alma, sinto o pulsar do seu coração com medo pra continuar a odisséia, sou
navegante entre o querer e não receber.
Não estou na Rússia, em frente a televisão assisto
fuga de esperanças, sou Marcelo Mastroianni esperando a doce Sophia Loren pra
beijar.
E você?
Cláudio Luz
Luz triste não sonha
Luz
triste que escorre entre os meus dedos, murmúrios em meus lábios, lágrimas nos
meus olhos, dor abandonada no meu coração perdido entre esquinas.
Luz triste que não ilumina, mesmo sendo de neon ou
de led, luz da lua me basta.
Luz triste dos meus olhos, antes encantados pelos
seus, despertando volúpias, escondendo-se nas sombras, arquitetando, não sei o
que!
Luz alegre, agora como vozes eloqüentes, quando
você em silêncio quer chegar nas íris dos meus olhos, simplesmente, quando o
sol se põe e a lua que não tardará a nós separar.
Feitiço de Áquila, onde você estás?
Cláudio
Luz
Amor estratosférico
Beijo
as estrelas todas as vezes que visito a lua, me visto de amor quando você é
iluminada pelo sol, entre planetas, Rainha tu és.
A terra e azul, revejo os meus conceitos sobre
os oceanos e o equilíbrio das ondas que te banha, entre noites e dias.
Observo o Rio Almada serpenteando, singrando para o
mar de São Jorge dos Ilhéus, antes passando pela Aldeia de São Miguel, onde
guardei sonhos pueris.
Sou criança, agora brinco de astronauta, viajante
do cosmo pensando encontrar a porta do céu contida em ti.
Cláudio
Luz
Vivo por você
Debruço
no cais pra ver você passar, com destino ou não, deixando
só o amor com gosto de framboesa, que me inebria, quando vivo por você.
O meu olhar te segue como serpentina, em pleno
carnaval coloca o meu bloco na rua, você é música quando vivo por você.
Estendo os meus braços, abraço o ar que vem de ti,
que me absolve quando vivo por você.
Tergiverso, entre versos e sonhos quando penso em
ti.
Vivo por você que faz o meu coração uma aceleração
única, quando sinto você dentro de mim.
Agora sei de plena alma que não vivo sem você.
Cláudio
Luz
Baby
Baby te deitarei na Tábua de Esmeralda, te amarei observando o Taj Mahal
banhando-me no Rio Gangers, incensando o seu corpo com patchouli.
Baby te darei papoulas, enquanto repouso no seu corpo que me concebe agora na
calada da madrugada que me subtrai quando você me abraça mesmo distante.
Baby te adoro quando me faz sonhar com viagens aonde talvez eu nunca vá.
Por enquanto Baby te espero na próxima estação, união de corpos, talvez.
Baby, agora sou alquimista de sonhos que o destino talvez nos fará viver entre
o Taj Mahal e o Rio Almada, renasço como criança às margens dos lagos
pirangiense.
Cláudio Luz
Quando eu te encontrar
Quando
eu te encontrar, será como o sabor do sol, entre o céu cinzento e o azul do
mar.
Correrei para os seus braços, afagarei a sua filha
como se minha fosse.
Não vejo a hora, entre corpos sedentos de água de
côco, brisas entre ondas que vem e vai.
Curtiremos as marcas brancas do biquíni que se
escondeu do sol, beberei o salitre que emana do seu corpo nu.
Não te deixarei afogar, e caso aconteça farei
respiração boca-a-boca, sugando as horas que vamos nos encontrar.
Seremos três iguais ao que consta no livro sagrado
que nos abençoará.
Cláudio
Luz
Tu vens
Você
me arranha quando lhe falo sério, riscos estranhos quando te dou prazer.
Primeiro o amor real que sinto que não te faz sofrer.
Vida mais que os nossos olhos podem ver acontecer,
os nossos olhos podem ver, pra ver o sol brilhar, talvez.
Não te quero ver sofrer, que os seus olhos possam
ver o amor acontecer e o sol brilhar pra gente.
Tô te querendo, não deixe o tempo nos acabar quando
te vejo decidida pra mim dá o seu amor.
Cláudio
Luz
Arrebatamento
Roubarei-te
num dia de sol, te envolverei em meus braços, sugarei os seus lábios, entre
seivas únicas, te arrebatarei, sim.
Te roubarei num dia de domingo em densas
nuvens que povoam o seu corpo, que estará em frenesi junto ao meu.
Você não terá medo, pois tudo de você será meu e
tudo o que é meu será teu. Voaremos sob o mar em busca do Rio Almada pra nos
banhar e amar depois de eu te roubar.
Só o amor, nasci pra te arrebatar e roubar o seu
coração de menina.
Cláudio
Luz
Quando se ama tudo é justo
Quando
se está amando,
É um jogo louco, entre estradas caleidoscópicas,
Escrevem-se poemas, sem lápis, às vezes.
Tudo se torna misterioso, mas tudo é justo
Quando se ama, amando não faltam palavras
De juras, mas tudo muda com o tempo,
O futuro ninguém escreve, monta-se
Mentiras e mistérios em meio a vácuos existenciais,
Tenta-se escrever as palavras novamente,
Tudo é justo quando se ama, tira-se a sorte,
Mas tudo no amor é justo
Eu nunca deveria ter saído do seu lado.
Agora pego um lápis e escrevo:
Que tudo no amor é justo... Quando não se vai
embora!
Cláudio
Luz
Minha alma
Visto
a minha alma com o seu corpo agora nu, entrecorto os seus lábios que me devora
sem me decifrar.
Não tenho medo quando entranho em sua alma repleta
de incondicionalidade, que nos levam entre percursos que não corre para o mar,
mas pra nossas correntes sanguíneas que nos queimam em prazeres d'alma, antes
do por do sol.
Cláudio
Luz
Cinzento
Os
meus sonhos estão cinzentos, talvez após passar as curvas do Rio Almada, agora
turvos como o meu coração angustiado, por você não chegar.
Acordo adormecido no calor da madrugada que ensopa
os meus pensamentos, pensando nos asfaltos que não sei se percorrerá.
Angústias tomam conta de mim, antevendo trovoadas,
chuvas torrenciais que talvez não ensope os nossos corpos, células nervosas,
corações temerosos, almas que deveriam ser gêmeas.
Observo as suas fotografias em preto e branco, que
agora cinzentamente ofusca os pecados cometidos quando sonho contigo.
Cláudio
Luz
Sexta hora
Escorrego
nas ondas
Do Rio Almada, já é tarde, quase sexta hora dos meus pensamentos, pra dizer que
te amo.
Estreito estou entre confusões, que não me
mudam, pra ver se a gente se entende depressa, antes de trancar o quarto, pra
gente se comer.
Não sei se vamos resolver santidades, entender-se,
talvez, mas fácil é a gente não se entender, antes da quinta hora.
Deveremos nos explicar, antes de nos amar, ante a
Ave Maria, ou antes, do jantar, pra viver ou morrer, depois da sexta hora,
talvez.
Agora somos santos.
Agora vou tocar a epiderme de pelos na sua alma,
livre, onde aterrizarei na camada livre de sua alma, agora entre risos, sem
traumas, comeremos as nossas almas que pousa na minha alma, epiderme que pousa
em mim que te possuo ao te tocar os seus pelos na sexta hora.
Claudio
Luz
La Fontana de Trevi
Banho-me
na Fontana de Trevi, sou hipnotizado por Anita Ekberg, em plena La dolce vita,
sou um gato entre vielas, não no Beco do Fuxico, onde impera o Caboclo Alencar, agora Comendador.
Busco o seu rosto na multidão, sou carnaval
aguardando a Quaresma, pra redimir os pecados que sonho em ti.
Acompanho a procissão dos profanos, lavo o beco
para exorcizar a sua alma em plena degustação de batidas de gengibre, pitanga,
quando na época a de tamarindo, afrodisíaca talvez.
Observo as suas taças entre queixo e umbigo, sinto
a lua que agora está alta no Alto das Pitangueiras, agora sinto La Dolce Vita
que continua distante de mim.
Agora sou fato, sem vielas e becos, sem ver você
banhando-se no Rio Almada me chamando de amor.
A lua está minguante, sou apenas Marcelo, não o
Mastroianni, que não cantou na Confraria de O' Berimbau, de Canes
Cláudio
Luz
Besame mucho!
Envolve-me
nos seus lábios, suga a minha alma que aquece o seu leito de ninfa.
Besame mucho entre estrelas que povoam o teto da alcova, luzes que reflete em seus pelos e cílios excitados.
Beijarei o seu corpo, tocarei sua alma fazendo os
seus lábios delirar no céu de estrelas que salpica os nossos lençóis agora
amarrotados.
Cláudio
Luz
Gata profana
Forma de
pecados constantes, lábios endiabrados, curvas sinuosas, taças recheadas,
cópula perfeita.
Beijo os seus olhos, dedilho as suas formas sem asas,
dispo-me dos sonhos pois, você é real aqui e agora.
Beijo o seu suor, bebo as lágrimas dos prazeres que
você exala, sou você em mim e eu em você.
Gata profana, agora contrito e de joelhos beijo a
sua fronte, com desejos contidos e orações que os anjos não pode ouvir.
Gata profana quem é você?
Cláudio Luz
Nudez
Dispa-me,
tira a minha alma e coloca na sua, empurra-me para o abismo que habita em seus
pés, sou inferno, talvez sim, alma migrante, barragem que rompe, espírito contido em mim.
Sou alma nua, observo os seus lábios, beijo a
cumplicidade que habita entre mim e você.
Sou o vento, alma que corrói quando você pergunta
por mim, sou perene, entre os céus e o inferno que não chove agora por mim.
Sinto que me chamas, entre duas almas que não nos
envolve, perfumes que agora nos chamam e diz: Como beber desta bebida amarga,
sentir amor e beijar a nudez explícita que agora veste o seu corpo, meu, por
falar em nudes olhe a foto que você me deu.
Cláudio
Luz
Tu és pó
Pó, poeira,
lama, sim, corpos encobertos lágrimas nos rostos, fé na salvação que nos devora
insanamente entre esquinas e flores, sem rima, diante dos esquifes saudades e prantos.
Mariana, Brumadinho, gosto de barro ressentido que
tiram o nosso viver.
Cláudio Luz
Ébano
Ébano é a sua
cor, morena, branca, ruiva talvez, entre panos e risos aciganados, querendo lê
a minha mão que não cansa de te acariciar.
Ofereço o meu sorriso, sou todo seu, mordo a minha
língua, cheio de prazer para sentir você em mim e eu em você, enquanto você não
aparece em meu ser.
Divina comédia, de estampa real, entre organdi e
sedas que fazem os meus sonhos por ti fluir.
Gosto de inventar falsas mentiras só pra te
encaixar entre gemidos, perdições entrecortadas nas madrugadas, entre brumas,
não de Avalon, mas da penumbra do seu corpo que deita sobre mim.
Eu quero beijar a flor de orquídea, leve, leve como
pluma a me pisar e pousar.
Simples e suave coisa eclipseana que me devora no
calor da noite.
Cláudio Luz
Lamas
Corpos inertes
que não diz mais nada para os que choram, lamas, vidas que se foram e vidas que
choram na imensidão da dor que sufoca o choro inconfundível dos que ficam.
Mar de lama que nos fazem refletir o próximo
momento do que está por vim.
Brumadinho dor de todos nós.
Cláudio Luz
Salitre
Sinto o seu
corpo envolto, precoce preto sente a sua pele pretensa branca, cor púrpura
talvez.
Sinto o seu andar entre areias e praia, talvez.
Gosto dos teus lábios que não chegam a mim.
Em sonhos, entre sonhos e biquínis negros penso em
ti toda nua só pra mim, está noite eu quero te ver toda se ardendo pra mim.
Cláudio Luz
Como chuva
Venha
como chuva, lava a minha alma que te detém em meus abraços, beijos molhados que
nos superam a cada minuto que não estamos juntos.
Que venha os raios, entre tempestades, quando
farei correntezas nas silhuetas que eternizam o meu corpo no seu.
Afago os seus cabelos molhados, que agora seca,
entre brilhos e estrelas.
Entro em orações contínuas, afogo-me de novo em
seus braços, abraços, mergulhando nos seus lábios que diz apenas quero você.
Agora bebo as suas lágrimas que cai como pétalas
solvendo prazeres, virtuosa que és
Cláudio
Luz
Como chuva
Venha
como chuva, lava a minha alma que te detém em meus abraços, beijos molhados que
nos superam a cada minuto que não estamos juntos.
Que venha os raios, entre tempestades, quando
farei correntezas nas silhuetas que eternizam o meu corpo no seu.
Afago os seus cabelos molhados, que agora seca,
entre brilhos e estrelas.
Entro em orações contínuas, afogo-me de novo em
seus braços, abraços, mergulhando nos seus lábios que diz apenas quero você.
Agora bebo as suas lágrimas que cai como pétalas
solvendo prazeres, virtuosa que és
Cláudio
Luz
Amar pra quê
Ganhar perder,
não te ver, isso acontece quando estou fora de mim e dentro de ti, não tente me
fazer feliz, pois não serei o que está para acontecer no meu mundo infinito particular.
Sei que amar é bom demais, mas, mal ao sentir que
nunca te envolverei entre seduções estáticas e rebeldias.
Estamos no verão, coisas da vida, sereia, está
noite eu quero te ver, seduzi-la talvez, entre estrelas e luais, esta noite eu
quero te ver se entregando só pra mim, desejando prazeres, eu de joelhos aos
teus pés, deusa do altar dos meus sonhos infinitos, amar pra quê se não consigo
te ver.
Cláudio Luz
Longe de mim
Quilômetros percorridos e você continua longe de mim, você sem mim e eu
sem você.
Entre cadeiras, cama box que se alarga com a falta do seu corpo que
entrecortaria o meu coração, seu coração sem mim e o meu sem você.
Só nos dois sabemos o quanto nos amamos mesmo sabendo que não viveremos um novo
amor.
Nossos beijos e nossas dores estão neste silêncio madrigal, eterno que não me
deixa parar de te amar.
Sinto o seu perfume que lateja no meu peito, na escuridão que é latente quando
te espero, vislumbrando o seu chegar.
Cláudio Luz
Preciso
Preciso
de um amor que não se perca na estrada pra pedir socorro.
Preciso de um amor que não se perca entre cidades e descuidos.
Preciso de um amor que venha livre, entre o
sul e o norte abastecendo o meu
Dolorido coração.
Preciso de um amor que me toque que chegue, embora
cansada carregue o meu coração que agora precisa de um coração cheio do amor
que preciso.
Preciso de um simplesmente amor.
Cláudio
Luz
Tu vens
Nasci da sua
alma, ressuscita em vida, vai.
Entre alegrias, mente e alma, solidões e descaminhos, embebidos, que ofusca a
tinta contida em meu coração que bate no lado
esquerdo de mim que habita em ti.
Bebo do cálice que não se afasta de mim, nem pedi
ao pai que derramasse antes de eu beber.
Salgo os tira-gostos da vida que levo com as
lágrimas que ainda derramarei por ti.
De noite na cama eu fico pensando se você me ama ou
não, quando ouço Taiguara cantando ressuscita-me em corpo e alma pois, sei que
tu vens.
Cláudio
Luz
Como andarilho
Arrancarei
sem uma lágrima, sem um grito,
Distante
dos teus olhos, do teu corpo, da tua voz,
Que baila a ressoar, diferentemente dos nossos
Dias
que se perdeu no horizonte semi azul
Do
Oriente Eterno.
Viajo
distante dos olhos, distante do coração,
Para
não ti esquecer para sempre,
Dos
teus braços, e abraços encalorados
E
fértil.
Meu
amor
Andarei
sem uma lágrima, entre o brilho do ocaso,
Onde
as estrelas caem no calor da noite,
Que
ofusca os meus sonhos que divergem
Entre
a sua presença, ou ausência sentida
Na
solidão das estradas que percorro
Em
busca necessária para o reencontro
Que
me mata em silêncio, sem reencontrar a minha
Razão
de viver.
Espero
que no final da estrada, eu lhe reencontre,
Impulsionada
que seja para os meus abraços
De
andarilho que clama por ti..
Cláudio
Luz
Solitário
Solitário
despejo-me na noite, como um poeta insano embriago-me insone, entre chamas
entranha-me em sonhos no seu corpo que me chama me chama, per lei.
Fico poeta, entre nuvens busco o seu corpo, vida
minha que não chega no leito e nem nas poesias que emanam de ti.
Diz-me que a lua hoje é nova, velha, talvez cheia
de esperanças que vem dos seus lábios.
Busco, sou inegável, entre labirintos que povoam as
suas formas, fotografias a parte.
Agora sou ponte, passeando entre jardins que você
percorrerá em busca de mim, antes deitarei nas relvas, Por alguns momentos
além.
Agora sou apenas um solitário lobo.
Cláudio
Luz
Musa
Você
é a musa que me inspira, não importando a distância que separa, os nossos
corpos e lábios, agora não úmido pelas paixões incrustada dos nossos corações que espera um encontro.
Observo os lagos, em ilusões vejo o seu corpo
aflorar de dentro dos espelhos d'água como se fosse Iara.
Sou pescador, pecador agora quando te vejo entre
águas espelhada nas estrelas, no céu azul que mergulho sentindo a brisa dos
seus cabelos, língua solta que me faz delirar.
Agora musa, não tarde e nem se vá antes de eu te
afagar e sentir a falta que o seu corpo me faz.
Cláudio
Luz
Estarei doente
Estarei
doente quando não mais sentir o gosto dos seus lábios que entranhava em mim.
Estarei doente de adeus, quando o gosto da terra ou da areia das praias onde não andamos, ou não nos banhamos não
está na minha pele..
Estarei doente quando vou te esperar na rodoviária,
enquanto o último trem que não partiu da última estação.
Te amarei quando enquanto você não vem e não partiu
na última estação que há muito sumiu.
Cláudio
Luz
Que romântico fruto
Que
romântico que , eu morreria entre os seus lábios, te embebedando como se fosse
taças ou tulipas, te preenchendo de gosto, não desgostos que eu não deixaria que os seus olhos solvese, uvas, cana
de açúcar, sacarinas, nunca.
Cheiraria os seus cabelos aromatizados, pelos
pubianos, ilusões que sai do seu corpo.
Deixa eu cheirar os seus cabelos saindo do banho,
só quero apenas, você pra ser a mãe de uma filha (o) que chamaremos de amor.
Que fruto romântico será.
Cláudio
Luz
Entre distâncias
Entre
distâncias que separam os nossos
Corpos beijo as suas fotos com dedicatórias digitais,
Sinto-me incompleto sem o seu olhar que brilha no lado sul,
Entre a Oiapoque e o Chuí, onde tergiverso
silhuetas e
Sonhos de te querer.
Em sonhos percorro distancias noturnas, sinto a sua
pele
E os seus sussurros que preenche a noite entre
lençóis,
Estrelas que povoam a minha mente que não podemos
explicar.
Só você, entre momentos, músicas, entre drinques se
você
Assim querer.
Beijarei os seus lábios, anteciparei os seus
desejos por mais
Secretos que sejam e ilusões que nos levarão a
passear entre
Jardins de acácias e o perfume impregnado no seu
corpo que roubarei de ti.
Cláudio
Luz
Estou
submerso
Sinceramente
amor, preciso sonhar navegando em seu corpo, entre ondas e areias que cobriria
os nossos corpos que Submersos estão, entre raios solares, lua que não vem.
Preciso de respiração boca-a-boca, massagens no
coração, entrelaço-me em seu dorso que agora me possuem.
Navego em seus braços, cavalgo como cavalo marinho,
entre as iris dos seus olhos, estou apaixonado
Entre corais e peixinhos que vai e vem quando
submersos estamos, prateados com a luz da lua que mais uma vez nos seduz.
Cláudio
Luz
O calor do seu corpo
Livre
é o seu corpo que exala calor, quando te amo em parceria com os céus
estrelados, que nos domina entre belezas e flores calientes também.
Sinto o teto que nos invade, entre frenesis,
orgasmo total, quando acaricio. Seu pescoço e nuca.
Amo o seu corpo nu, quando viajo entre
constelações, que em detalhes antes de te desnudar, sussurrando aquela música
que a desvirginou, entre sonhos, como os meus olhos que agora inerte dorme no
calor do seu corpo, agora entre lençóis.
Cláudio
Luz
Entre escolhas
Escolhemos
sonhar com todas as coisas necessárias,
Imobilizando
reminiscências que conservamos na memória,
Entre erupções
que afloravam como elos, dando sentido
Ao que passou.
Dançávamos
pensando que o mundo não desabaria,
Éramos
otimistas, certos de que seria
Da maneira que
escolhemos, ocupando-nos, as vezes
Com o trivial,
que não merecia lutas, e sim danças.
E como
dançávamos, sonhando que nunca perderíamos a
Noção entre
drinques, esperando os próximos acordes
Que norteariam
o novo dia que estava por vir, cheio de estrelas
Continuas,
sorrindo em duetos, pensando
Que as nossas
escolhas nunca acabaria.
Ocupados
continuávamos deslizando entre estrelas,
Desviando-nos
do ocaso, entregando-nos, vagando incompletos,
Escolhendo que
viveríamos a vida que escolhemos, onde
O amor seria
amoral, nunca insano, dando continuidade a ilusões,
sonhando como
eram aquelas madrugadas, que não morríamos, e se
Morríamos, uma
nova luta aflorava no espelho d’agua,
Entre gotículas
que teimavam entre as bifurcações,
Que nos levou a outros caminhos, A outras escolhas,
Entre dias e
noites insones, que não nos deixou perpetuar,
Deixando
simplesmente escolhas Inacabadas no ar.
Cláudio
Luz
Quero navegar em seus
braços
Quero
navegar em seus braços como um infante da Escola de Sagres, tomando o seu leme,
alçando ondas que quebram nas areias, feitas de
sonhos.
Quero navegar em seus braços, içando bandeiras,
como pirata, sem olhos de vidro ou perna de pau.
Quero navegar em seu corpo, paradisíaco, entre
ilhas que te possuem para eu sempre navegar.
Quero navegar em seus lábios, brisa do mar, sol que
me despe, excito no calor da noite, entre raios e tempestades que vem de ti.
Quero navegar sim, envolto nos seus cabelos que me
açoita no leito que é o mar.
Quero que você navegue em mim...
Cláudio
Luz
Réquiem
Hoje,
antes dos comentários políticos que faço em pró e dos meus argumentos que
desagrada a quem não quer aceitar o réquiem.
Paradigmas sem idéias, acompanhantes do Ptolomito I
que não ousam , contra iranianos, sejam.
Não toco trompete, tosco o violão, pandeiro talvez.
Espero bombas, apocalipses que vem, entre Brumas,
Armagendom que não ofuscam os sentimentos que tenho por ti.
Toco o réquiem, busco os seus lábios pra te
encontrar, no avesso e o direito que vão nos abraçar.
Réquiem a parte.
Cláudio
Luz
Equilíbrio na taça
Bebo
o último gole da noite, me dá prazer,
Escuto canções esquecidas, bebendo os amores
Que se foram e os que talvez estejam por vim.
Consulto a fada madrinha Morgana,
Dos castelos cheios de aromas frustrados e vinhos
Virtuosos, as vezes frágeis, presentes na pele,
Ainda em equilíbrio, mesmo sendo seco,
Não suave que antevejo na sua espinha dorsal
Não ácida, equilíbrio do meu coração que agora
Embriaga-se harmonicamente, sem sobreposições,
Que saliva as nossas línguas atentas a queimação
Que nos acompanham que não faltarão ou sobraram
Dos amores que existiram e virão.
Ergo a minha última taça da noite equilibro-me
Para enfrentar a noite, as solidões das madrugadas
Insones que estão por vim, que não se ausentará.
Cláudio
Luz
Amor
Amor,
não tão grande amor, mas te amo entre ruelas estreitas, sem becos da vida
existencial que eu mereço para beber umas.
Oferecerei os meus endereços que ofusca os telhados
nus, camas sem lençóis e travesseiros não enfronhados, insônias incessantes,
quando não declamo versos nas marginais do Almada e não ouso beirar as margens
dos lagos que não tem as areias brancas como em Abaeté.
Te amo quando canto Dois, seguido de Ainda bem, ou
Happy Man, nas vozes de Paulo Ricardo, Marisa Monte e do grupo Chicago, que me
sufoca querendo levar o resto da minha vida, te procurando encontrar, num
universo paralelo que me leve até você pra mim.
Então, não sei se ainda viverei pra te dizer amor.
Cláudio
Luz
Amor impermanente
Amor
de perdição, que ensopa na distância os nossos travesseiros, quando quero você
em meu caminho, que transcende a minha, alma vendo o seu corpo arfar no seu leito sem mim.
O sol intermitente amanhece, banhando os nossos
corpos profanos, no paraíso celeste, onde iremos percorrer relvas banhadas pelo
orvalho da manhã, que agora começa a desvirginar.
No calor da noite, chuvas agora no dia, chuvas de
verão levando o nosso amor permanentemente na contramão.
Cláudio
Luz
Lual
Quero
chegar na lua, no doce do seu corpo, te amar te amar, sem ilusões, sem fim.
Um amor assim, que guardaste só pra mim, branda ardente, sem figuras urbanas, alcova da noite, luzes tênues até chegar o
amanhecer.
Beijo o seu corpo colorido, perco o juízo e te
guardo.
Entre emoções te guardo entre sonhos que emana dos
seus lábios que ganhou o meu coração entre luais e acalantos que agora canto
pra te mimar.
Cláudio
Luz
Deixa eu te amar
Deixa
eu te amar entre estrelas cósmicas, sem tocar o solo, dormindo nas estrelas
ascendentes que emana do seu corpo nu.
Deixa eu te amar com o instinto de leveza,
quando flor de Lis é o seu corpo, agora.
Deixa eu te amar, te invadindo, bebendo o seu
sorriso paraisal, te elevando nas nuvens, molhando as suas curvas que deixa eu
te amar.
Deixa eu te amar, louca paixão que me deixa ficar
neste amar gostoso, que me chama pra te amar.
Cláudio
Luz