quarta-feira, 12 de junho de 2019

Moro das lamentações: a tragédia do juiz que pensava ser um deus

Moro das lamentações: a tragédia do juiz que pensava ser um deus




quarta-feira, 22 de maio de 2019

Leia: Histórico Itajuípe Bahia


Chico Buarque vence Prêmio Camões de Literatura

Escolhido por unanimidade, o cantor, compositor e escritor Chico Buarque é o novo vencedor do Prêmio Camões de Literatura, o principal de língua portuguesa, anunciou o júri na tarde desta terça-feira (21) no Rio de Janeiro, informa a Folha de S. Paulo.
Entregue anualmente em reconhecimento à obra completa de um autor de qualquer país de língua portuguesa, o último brasileiro a vencer o prêmio havia sido Raduan Nassar, em 2016, autor de "Lavoura Arcaica" e "Um Copo de Cólera".
Segundo o escritor Antonio Cícero, membro do júri, o prêmio a Chico Buarque é um reconhecimento que vai além de sua obra literária e se estende à música. "Evidente que esse prêmio é um reconhecimento pela poesia dele nas letras de música, que também são literárias, não só pelos livros. São poemas. Grandes poemas. A música 'Construção', por exemplo, é um poema até raro de se fazer", analisa.
Chico receberá € 100 mil (R$ 452 mil).
Itajuípe Bahia - BA

Histórico Itajuípe Bahia


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Em 1918, surgia em terras de Ilhéus o povoado de Pirangi que viria a ser a moderna cidade de Itajuípe. Pelo Decreto estadual n.º 7.137, de 17 de dezembro de 1930, era criada a subprefeitura de Pirangi, que foi mantida pelo Dec. est. n.º 7.489, de 9 de julho de 1931. No ano seguinte, era instituído o Distrito de Paz, pelo Decreto estadual n.º 7.994, de 17 de fevereiro. Esse ato transferia para Pirangi a sede do distrito de Ouro Preto.       Na Divisão Administrativa referente a 1933, já Pirangi figurava como distrito do Município de Ilhéus, assim permanecendo até o Decreto-lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, ratificado pelo Decreto estadual n.º 12.978, de 1.º de junho de 1944, que alterou o seu topônimo para Itajuípe. E, por fim, criar-se-ia o Município de Itajuípe, através de Lei estadual n.º 507, de 12 de dezembro de 1952.       Subdividia-se em 3 distritos: Itajuípe, Barro Preto e Bandeira do Almada (ex-União Queimada), mas, por forca de Lei Estadual n.º 1.678, de 14 de abril de 1962, perdia o distrito de Barro Preto. Atualmente é formado pelos distritos de Itajuípe (sede) e Bandeira do Almada.  É sede de Comarca, criada pela Lei estadual número 2.314, de 1.º de março de 1966, e instalada a 6 de maio do mesmo ano.  
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 Gentílico: itajuipense
 Formação Administrativa   
 Distrito criado com a denominação de Pirangi, pelo decreto estadual nº 8678, de 13-101933, subordinado ao município de Ilhéus. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Pirangi, figura no município de Ilhéus. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31-12-1943, confirmado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944, o distrito de Pirangi tomou a denominação de Itajuípe. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Itajuípe (ex-Pirangi), figura no município de Ilhéus. Elevado à categoria de município com a denominação de Itajuípe, pela lei estadual nº 507, de 12-12-1952, desmembrado de Ilhéus. Sede no antigo distrito de Itajuípe. Constituído de 3 distritos: Itajuípe e Barro Preto, ambos desmembrados de Ilhéus. Pela lei estadual nº 628, de 30-12-1953, o município de Itajuípe adquiriu do município de Ilhéus o distrito de Bandeira do Almada (ex-União Queimada), alterado pela mesma lei acima citada.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 3 distritos: Itajuípe, Bandeira do Almada e Barro Preto. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.  

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Pela lei estadual nº 1678, de 17-04-1962, desmembra do município de Itajuipe o distrito de Barro Preto. Elevado à categoria de município.           Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Itajuípe e Bandeira do Almada. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.  

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Alteração toponímica distrital  Pirangi para Itajuípe, alterado pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31-12-1943, confirmado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

DESABAFO DE UM NECRÓLATRA

DESABAFO DE UM NECRÓLATRA


DESABAFO DE UM NECRÓLATRA
Walmir Rosário*
– Companheiros, fomos ultrajados e nossa honra manchada. Não poderemos aceitar passivamente tamanho achincalhe praticado contra nós, pessoas benfeitoras da comunidade, que temos procurado levar nossa solidariedade e palavras de conforto aos parentes dos falecidos – reclamava o inflamado orador.
A assembleia estava perplexa, afinal de contas, o orador, até aquele momento, era pessoa considerada dócil e equilibrada, digna de um passado exemplar e um presente por demais pacato. O que teria provocada a ira do telegrafista aposentado pelos Correios e Telégrafos, radioescuta dos áureos tempos da Rádio Clube de Itabuna e atual dirigente de uma conceituada empresa gráfica? Indagava a plateia.
Para todos os presentes, o comportamento de José de Freitas, ou “Poly”, como é mais conhecido, não se coadunava com o espírito de quem já havia exercido o cargo de Juiz de Paz, resolvendo problemas da sociedade, aconselhando desafetos, unindo pessoas pelo sagrado laço do matrimônio. Qual o motivo de tamanho furor? Logo Poly, um viúvo que levava uma vida regrada, cuja maior extravagância que se dava ao luxo era se reunir com os amigos para uma rodada de bate-papo na loja Imperatriz, conversando amenidades e, no máximo, um fim de de descanso em Canavieiras.
E era justamente isso que intrigava os presentes. Alguma coisa estaria errada. Seria, por acaso, essa tal de andropausa? Por acaso Poly teria alcançado a malfada senilidade? Indagavam-se desconcertados os companheiros de assembleia.
Aos poucos as dúvidas da plateia foram sendo desfeitas com as competentes explicações oferecidas pelo orador: O motivo da indignação fora causada por uma crônica escrita pelo jornalista e escritor Antônio Lopes, no Caderno Banda B, do Jornal Agora, sob o título: “Quando eu me chamei saudade”, contando um sonho em que teria morrido num trágico acidente automobilístico entre Buerarema e Itabuna. O grande pecado cometido pelo cronista foi o de não ter citado, nem en passant, nenhum dos conceituados necrólatras de Itabuna.
– Observem, companheiros, esse Lopes, no alto de sua sabedoria, se contentou apenas em atrapalhar o trânsito na avenida do Cinquentenário, como se isso representasse uma glória para um defunto, quanto mais um de cujus ilustre, em vida homem de letras, microfone e imagem como ele. Se convidados fôssemos, teríamos organizado um velório sublime, digno de um homem que dedicou sua vida a congressos, seminários, saraus literários e tertúlia tantas – desabafava Poly.
Enquanto desfiava seu rosário e ladainhas de lamentações, foi interrompido por um dos presentes que o indagou:
– Talvez o de cujus não tenha tido essa possibilidade de nos convidar, já que estava morto? Como poderia ele se lembrar disso? A família, sim foi quem falhou! – defendeu.
Nem mesmo uma explicação plausível como essa foi capaz de acalmar o esbaforido Poly, que indiferente às explicações vociferava:
– Como é que um intelectual dessa estirpe poderia deixar de nos convidar, além de outras tantas pessoas ilustres e letradas da mais fina flor da sociedade. Numa sentinela dessa magnitude, poderíamos organizar eventos dos mais diversos, a exemplo de debates sobre a vida e obra do de cujus. Acredito que o Dr. Renan Sílvio Santos não iria se furtar de discorrer uma tese abalizada sobre os ‘Efeitos Jurídicos da Morte de um Escritor na sua Propriedade Intelectual’. Poderíamos, ainda, convocar em Ilhéus o seu colega escritor Jorge de Souza Araujo, com a finalidade de apresentar um eminente estudo sobre a obra literária do defunto por ocasião dos 500 anos do Brasil; caberia ao cronista canavieirense Carlos de Carvalho delinear a trajetória literária do de cujus; e, quiçá, Mário Augusto, em São Paulo, que poderia falar na repercussão do livro ‘Buerarema falando para o mundo’, no contexto literário nacional – explicou, Poly.
Para o dia do sepultamento, Poly já tinha planejado meticulosamente um desfile apoteótico do féretro pela avenida do Cinquentenário, tendo a frente José Oduque Teixeira, responsável pelo asfaltamento dessa importante avenida; a Fanfarra do Imeam levantando os aplausos de comerciantes, comerciários e outros desocupados; e até a participação de Vivaldo Moncorvo, seu colega (de Poly) telegrafista, apresentando a charanga, sem custos financeiros, acredita.
Porém, o melhor estaria reservado para a subida da rua Antônio Muniz, último trecho a ser percorrido pelo cortejo antes de chegar ao Campo Santo. Naquele local já estaria previamente postado o Coral da Ceplac, além do tenor Duduca Paixão, que cantaria a pleno pulmões “Segura na mão de Deus e vá”, encomendando o defunto com todas as honras possíveis e imagináveis a que, por certo teria direito.
Sem conter mais a emoção, a voz trêmula de pesar, Poly, enfim, desabafou:
– Companheiros, em vida, esse Lopes sempre foi um cara porreta, mas, morto, se revelou um péssimo sonhador – disse.
Dito isso, saiu da assembleia com destino à avenida do Cinquentenário, talvez para saber se teria morrido mais uma pessoa importante da cidade.
* Radialista, jornalista e advogado
Publicado no caderno Momento Empresarial do Jornal Agora em 23-10-1999

terça-feira, 30 de outubro de 2018


Cante uma canção


Cante uma canção...

Não se pode enganar um grande amor que divaga

No coração de uma mulher que sabe ama, e que

Em plena primavera aspira flores incandescentes

Semeadas no inverno passado, colhendo realidades

Entre sonhos de um amor puro entre dois seres.

Não se pode enganar um grande amor revestido de

Armaduras, que não divagam entre duvidas do nascer

Ao pôr-do-sol, num amor perfeito entre gás neon e

Lâmpadas de LED, cor azul.

Não se pode enganar um grande amor que compõe uma

Melodia infinita que em notas sonantes inebria o ar,

Purificando a alma, fazendo cintilar a Iris dos olhos,

Porta de entrada para o coração que aspira ansiosamente

Por beijos, abraços e caricias sem fim no inicio de uma

Linda manhã.

Então, cante uma canção, não como se fosse a ultima, mas

Como a primeira de muitas outras que virão, quando entre

Afagos sentirmos uma vontade de dançar como pássaros,

Aplainando o afeto que se encerra dentro dos nossos

Corações, ouvindo as Quatro estações, de Vivaldi, em êxtase

Harmônica, entre lagos e rios murmurantes que nos purificam

Entre fases da lua que nunca nos separará.

Cante uma canção...