quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A ética, o diploma e o jornalismo que morre a cada dia

A ética, o diploma e o jornalismo que morre a cada dia


Quem acompanha a acelerada competição no jornalismo eletrônico dos nossos dias, com 

inteligência (?) artificial (IA) e tudo, deve ter reparado que os textos noticiosos se repetem numa progressão geométrica, principalmente, os que trazem ataques a desafetos, adversários ideológicos, políticos, esportivos e de outras correntes do pensamento filosófico, econômico, etc.

Há 50 anos, os profissionais tinham mais zelo e preocupação com as fontes, os concorrentes e os fatos. Todos temíamos a acusação de ser praticante de gilette-press, a condenável apropriação de uma informação ou fato publicado sem o italic a reconhecer a autoria do material publicado em primeira mão.

Atualmente, não se observa essa preocupação pela preguiça, má-fé ou má formação profissional. Os textos são copiados descaradamente levando consigo até erros crassos de português, narrativa, relatos ou interpretações.

É a selva!!, exclamaria um jornalista dinossauro como apelidamos os antigos profissionais para quem a ética faz parte de seu trabalho assim como o cuidado com a Língua Portuguesa que a usa e utiliza com rigor gramatical ou lingüístico pela beleza e significado das palavras, expressões e alocuções.

Neste salve-se quem puder, o copia e cola (CTRL+C+V) do teclado retira o blogueiro, o redator e o jornalista (?) de sua letargia em conversar com as pessoas de sua família, de sua comunidade e dos grupos sociais que por acaso frequente.

Isto sem falar na indiscriminada, amadora e odiosa forma de acompanhar as ditas redes sociais em busca de notícias que, por falta de rigor técnico-profissional, nem sempre são bem apuradas e sempre deixarão a desejar.

Portanto, o diploma obtido em uma instituição de ensino superior não torna ninguém um bom e rigoroso profissional de comunicação, processo humano de transmissão e trocar informações, mensagens, idéias e/ou sentimentos entre um emissor e um receptor.

Parodiando, Millôr Fernandes: é secos & molhados e nada tem de imprensa nisto.

(*)


Luiz Conceição é bacharel em Direito, leitor de temas econômicos, literários e do cotidiano e jornalista desde 1975 (época em que era muito, mas muito feliz!).

Nenhum comentário:

Postar um comentário