sábado, 22 de agosto de 2026

CEPLAC, criada em 1957, ainda atua em Itabuna

CEPLAC, criada em 1957, ainda atua em Itabuna

 


CEPLAC, criada em 1957 para salvar o cacau, mantém raízes em Itabuna, na Bahia

Itabuna, no sul da Bahia, é o coração urbano da Costa do Cacau e carrega na identidade a herança da lavoura que consolidou a região grapiúna. A cidade também mantém uma ligação histórica com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), órgão federal criado em 20 de fevereiro de 1957 pela Lei nº 3.995 para recuperar e expandir a produção de cacau no Brasil. O contexto é detalhado em reportagem do Monitor do Mercado.

Por que a CEPLAC foi criada



Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a criação da CEPLAC ocorreu em um momento em que a lavoura cacaueira vivia uma crise grave e sustentava boa parte das exportações baianas. O objetivo do órgão era recuperar e expandir a lavoura cacaueira brasileira, com um modelo que reunia pesquisa, extensão rural e ensino agrícola em uma única estrutura desde o início.

O resultado apareceu nas décadas seguintes. Entre os anos 1960 e 1980, a produção nacional de cacau cresceu mais de 300%, segundo registros do ministério. A comissão manteve, ao longo desse período, a combinação entre ciência e assistência técnica que ajudou a modernizar a atividade.

A ligação do órgão com Itabuna

A relação entre a CEPLAC e a cidade é reivindicada pelo próprio município. Conforme a Prefeitura de Itabuna, o órgão é descrito como genuinamente grapiúna, termo usado para designar o povo da região cacaueira baiana, e foi fundamental para o estágio de desenvolvimento alcançado pela região.

A estrutura de pesquisa permanece no eixo que liga a cidade ao litoral. O Ministério da Agricultura e Pecuária registra que a coordenação regional para Bahia e Espírito Santo funciona na Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 22, onde está concentrado o centro de pesquisas do cacau.

O que a cidade oferece hoje ao visitante

Itabuna assume hoje um perfil urbano e de serviços, funcionando como base para roteiros da região. O centro comercial é um dos maiores do interior baiano, herdeiro do período em que o cacau movimentava a economia regional.

  • Margens do Rio Cachoeira: área de lazer no centro, com espaço para caminhada e atividades ao ar livre.
  • Ita Pedro: grande evento festivo apresentado pela Prefeitura de Itabuna como política de desenvolvimento socioeconômico ligada ao turismo regional.
  • Fazendas de cacau: propriedades abertas à visitação, com produção de chocolate artesanal.
  • Base para o litoral: a cidade fica no eixo rodoviário que leva a Ilhéus e ao litoral sul baiano.
  • Costa do Cacau: circuito turístico regional do qual o município participa junto a cidades vizinhas.

·         A diversificação da economia não apagou a identidade cacaueira. As fazendas produtoras de chocolate artesanal e os roteiros até o litoral fazem de Itabuna um ponto de apoio para quem quer conhecer o interior e as praias do sul da Bahia.

·         Clima em Itabuna ao longo do ano

·         O clima no sul baiano é quente o ano inteiro, com chuva bem distribuída e sem estação seca marcada. No verão, entre dezembro e fevereiro, as temperaturas variam de 24°C a 31°C, com calor forte e umidade alta, além de pancadas de fim de tarde. O outono, de março a maio, é o período mais chuvoso, com 75 a 113 mm, e temperaturas entre 23°C e 29°C.

·         O inverno, de junho a agosto, é apontado como o melhor período para passeios culturais, com temperaturas amenas para o Nordeste, entre 21°C e 27°C, e céu frequentemente nublado. Na primavera, de setembro a novembro, o calor volta gradualmente, com dias mais abertos e temperaturas entre 22°C e 29°C.

·         Os dados de chuva têm como base o Climatempo. As condições podem variar de um ano para outro por influência de El Niño, La Niña e outros fenômenos, o que reforça a necessidade de consultar a previsão atualizada antes da viagem.

·         Como chegar a Itabuna

·         O acesso principal é rodoviário, pela BR-101, que corta o município e o liga ao norte e ao sul da Bahia. De Itabuna, a BR-415 segue para o litoral e para o aeroporto de Ilhéus, o mais próximo da região.

·         A posição geográfica transforma a cidade em base prática para quem pretende visitar as fazendas de cacau do interior e depois as praias do litoral, já que ambos os trajetos partem dali. O caso de Itabuna ilustra o legado de um ciclo econômico que perdeu força: a lavoura encolheu, mas permaneceram o comércio, a estrutura de serviços e um órgão federal de pesquisa ainda dedicado à cultura que ajudou a construir a identidade da economia regional.

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