quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A Cronica de Walmir Rosário

 

O SUL DA BAHIA TEM QUE BEBER CONHECIMENTO NA ORIGEM

 
Milho plantado em Poço Verde em local de plena caatinga

Por Walmir Rosário*

Rever os conceitos faz um bem danado para quem quer se manter na onda, auferindo resultados positivos. Por mais que façamos certo, sempre tem algo em nossa vida ou nossos negócios que precisa ser acertado. Afinal, como diz a piada, relógio que adianta não atrasa. É o tal de adiantar o passo após as reflexões, já transformadas em ações presentes e futuras.

Num simples apanhado, o Sul da Bahia não vai mal: o cacau se recuperando em genética, sanidade e preço de comercialização; o comércio se mantém estável, passando pelas mudanças de sempre, resistindo bravamente; os serviços a mil por hora, principalmente na área da saúde privada, com profissionais qualificados e equipamentos de ponta.

Não sei se estaria sendo coerente comigo mesmo se afirmasse que estamos apenas a um pontinho acima da mesmice, tendo em vista que grandes investimentos não são direcionados para o Sul da Bahia. Prova disse é a população estável, com índices bem abaixo de outras regiões da Bahia, mesmo possuindo terras férteis, chuvas em abundância e infraestrutura considerável.

Não nos faltam faculdades e universidades, embora, em minha opinião, ainda um pouco distantes dos setores produtivos, sem dar régua e compasso para fazer a economia prosperar. Como se tal não bastasse, nossa antiga fonte de desenvolvimento científico – devidamente comprovada – a Ceplac, é hoje carta fora do baralho.

Nossa tão sonhada indústria de informática, implantada em Ilhéus, não prosperou como planejada, embora ainda contribua para o crescimento – e quem sabe –, um dia para o desenvolvimento. Não conseguimos implantar um aeroporto internacional (gargalo para informática) e somos sobressaltados constantemente com a paralisação da construção da Ferrovia Oeste-leste (Fiol).

A Fiol e o Porto Sul – irmãos siameses –, e atual esperança nossa de desenvolvimento, sofrem com as paralisações decorrentes da política governamental e das empresas mães. Os motivos são os mais díspares possíveis, que vão desde as dificuldades econômicas do mercado internacional, as mudanças societárias e até desconfiança na política governamental.

E nós sul-baianos, já acostumados às dificuldades, simplesmente aguardamos que as bênçãos dos céus desçam por aqui para solucionar problemas que não foram criados pelos religiosos ou nossos santos padroeiros. Esperar por ações de nossos representantes políticos é tarefa impossível, pois não os colecionamos nas muitas eleições por décadas passadas.

Se olharmos para o passado, quem sabe poderíamos nos espelhar em nossos ancestrais, os sergipanos, que há mais de um século deixaram suas cidades assoladas pela seca para construir a civilização cacaueira, grapiúna. Aqui enfrentaram as matas fechadas e inóspitas, enriqueceram, criaram praticamente toda a infraestrutura de uma nova região.

Não custa lembrar que a economia da região cacaueira prosperou em níveis cada vez mais crescentes, apesar das dificuldades de então. Criaram um mercado forte, cujo produto por eles comercializado era pago ao produtor mesmo antes de entregá-lo. Comércio bem diferente do restante da atividade agrícola, cuja liquidez inicia geralmente após os 30 dias da entrega.

Como bons descendentes de sergipanos – caatingueiros dos bons –, visitamos nossos parentes, passamos férias em Aracaju, local em que encontramos sul-baianos nas ruas como se em Ilhéus ou Itabuna estivéssemos. Só que desprezávamos o campo, há anos em plena transformação. Pois bem, aos poucos começamos enxergar as mudanças, realizadas de forma silenciosa.

Há muito os sergipanos descobriram que, se tinham capacidade de fazer crescer negócios em outras regiões, também poderiam prosperar em sua própria terra, já bastante conhecida. No campo, resistiram às secas, criaram tecnologias para conviver e superar as dificuldades. Nas cidades, desenvolveram pequenas indústrias, notadamente de confecções, redes e o turismo.

Hoje todo o Brasil está perplexo com a capacidade de superação do sergipano, na cidade ou no campo. Silenciosamente, desenvolveram gado de leite e corte de alta qualidade, animais criados com comida de qualidade; e todas as espécies de produtos agrícolas, com produtividade de fazer inveja aos centros mais avançados.

Se antes se deslocavam em cima de caminhões pau-de-arara para se livrar da seca e ganhar a vida no Sul da Bahia, hoje plantam cacau numa região antes impensável. Não acredito que essa virada histórica saiu apenas de um papel num gabinete qualquer, mas sim da vontade de viver bem na sua própria terra, construindo sua própria e nova história.

Se antes o Sul da Bahia “importava” os sergipanos como simples mão de obra para implantar a cacauicultura, bom seria fazermos o caminho inverso, desta vez para beber da sabedoria dos nossos parentes em todas as áreas da economia. Por certo, voltaríamos com um novo cabedal de conhecimento para impulsionarmos nossa região. Também aproveitem o passeio, pois o sergipano continua sendo um excelente anfitrião.


*Radialista, jornalista e advogado.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

RETROSPECTIVA PARA MANTER A MEMÓRIA ATIVA E LEMBRAR PARA SEMPRE*

 

RETROSPECTIVA PARA MANTER A MEMÓRIA ATIVA

E LEMBRAR PARA SEMPRE* - SEMPRE OS EE.UU

 


2001 -

A queda das Torres Gêmeas nos EUA;

 

2003 -

EUA invadem o Iraque sob a alegação de que o Iraque desenvolve armas químicas e nucleares;

 

2006 -

EUA capturam e executam Saddam Hussein. Tomam 100% dos poços de petróleo do país;

 

2008 -

EUA mergulham na maior crise imobiliária e econômica dos últimos 50 anos. Milhares de norte-americanos perdem as casas por falta de pagamento, indo morar em trailers e nas ruas;

 

2009 -

EUA invadem a Líbia e matam Muhamar Gadafi. Usam o mesmo argumento que usaram contra o Iraque e tomam 100% do petróleo líbio;

 

2009 -

Brasil descobre o pré sal, segunda maior reserva de petróleo da América;

 

2010 -

Embargo econômico imposto pelos EUA à Venezuela que se negou a entregar o domínio do petróleo às petrolíferas norte-americanas;

 

2011 -

Brasil assume o protagonismo nos Brics, com o maior crescimento do PIB ultrapassando o Reino Unido, assumindo a 6a. posição mundial na economia;

 

2012 -

Europa derrete, sob o efeito da crise iniciada nos EUA. De cada 3 europeus, 1 estava desempregado;

 

2013 -

Brasil apresenta o menor índice de desemprego do mundo, 4,3%. Milhares de estrangeiros migram para o Brasil em busca de emprego;

 

2013 -

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden vem ao Brasil para abrir o pré-sal às petrolíferas estadunidenses e recebe um "não" da presidente Dilma. Na mesma semana se reúne a sós com Temer!

 

2013 -

Biden retorna aos EUA e em apenas 1 mês e meio começam as manifestações contra Dilma, as "Jornadas de Junho";

 

2014 -

Sérgio Moro começa a viajar para a sede da CIA e no Depto de Estado dos EUA sob o pretexto de fazer cursos. Faz 14 viagens aos EUA em dois anos;

 

2014 -

Aécio estava em 3° lugar nas pesquisas presidenciáveis e de repente o superjato biturbinado Cessna cai, mata Eduardo Campos e a vice da chapa passa a apoiar Aécio que vai ao 2° turno;

 

2014 -

Dilma Rousseff é reeleita e Aécio faz discurso inflamado ao país dizendo que iriam paralisar o governo Dilma;

 

2015 -

Temer viaja aos EUA no final do ano pra combinar o golpe;

 

2015 -

José Serra (PSDB) entra com o PL-131/2015 pra tirar o pré-sal da Petrobrás e do Brasil fazendo a abertura que Biden havia tentado em 2013;

 

2015 -

Dilma Rousseff não aceita aliança com o centrão para se proteger do impeachment e para barrar as investigações contra Eduardo Cunha;

 

2016 -

Vazam as gravações reveladoras da trama do golpe entre Jucá, Calheiros, Sarney (MDB) e Sérgio Machado (PSDB) onde falaram a famosa frase: "Vamos tirar a Dilma e colocar o Michel para estancar a sangria. Num grande acordo, com o Supremo com tudo. E combinado com a imprensa"!

 

2016 -

Dilma Rousseff é afastada sob o falso argumento de "pedalada fiscal" e dois anos depois foi absolvida por falta de elementos legais;

 

2016 -

Na sessão do impeachment de Dilma, vários deputados exaltam suas famílias e Deus, Bolsonaro faz menção ao torturador carniceiro da ditadura Brilhante Ustra;

 

2016 -

Temer assume e o Projeto de Lei que propunha abertura do pré-sal aos estrangeiros é logo aprovado com relatoria de Jucá;

 

2016 -

Temer nomeia o tucano Pedro Parente na Petrobras (processado no STF por corrupção no governo FHC);

 

2017 -

A Petrobrás começa a paralisar refinarias e passa exportar o óleo cru;

 

2017 -

Temer, com MDB, PSDB, DEM, PP etc, aprovam a Medida Provisória do Trilhão, isentando as petrolíferas estrangeiras em R$ 1 trilhão de impostos ao Brasil;

 

2017 -

Michel Temer entrega 2 dos 3 maiores poços de petróleo aos EUA. Shell e Esso assumem a exploração e o refino de petróleo;

 

2017 -

Os preços dos combustíveis disparam subindo 212 vezes em 2 anos;

 

2017 -

Temer aprova a Reforma Trabalhista retirando uma centena de direito dos trabalhadores;

 

2018 -

Sérgio Moro condena Lula sob o argumento de ato indeterminado, ou seja, sem provas.

 

2018 -

A chapa Bolsonaro/Mourão faz a maior campanha eleitoral de fakenews espalhando milhares de mentiras pelas redes sociais na internet e o TSE aprova essa enorme corrupção Eleitoral;

 

2018 -

Sérgio Moro é nomeado ministro da Justiça;

 

2018 -

Governo passa a liberar mais agrotóxicos importados e já passam de 800 novos;

 

2019 -

Governo aprova a maldita Reforma da Previdência condenando os brasileiros a trabalharem até a morte (ficam de fora: juízes, militares e políticos);

 

2019 -

Algumas reservas subterrâneas de água doce do Brasil são entregues à Coca Cola norte- americana;

 

O Brasil cai de 6a. para 14a. economia. O papel dos BRICS é enfraquecido. A Lavajato de Dallagnoll, Moro e CIA-EUA paralisam as grandes empreiteiras brasileiras que ganhavam concorrência de obras no exterior.

 

O desemprego explode.

 

O Brasil perde os estaleiros de construção de navios petroleiros. Nosso projeto do inédito submarino nuclear é fechado. Governo [do golpe] vende distribuição de gás.

Governo [do golpe] tenta entregar a Embraer, 2a maior do mundo em jatos comerciais, à Boeing dos EUA.

 

Governo [do golpe] planeja entregar Eletrobras, Correios, BB, Serpro, Datasus, Dataprev, CeasaMinas, Ceagesp etc. As demais áreas do pré-sal seguem sendo entregues aos EUA, voltamos a ser quintal deles.

 

2021 -

Moro confirma ser político [politiqueiro] e vai disputar a eleição de 2022.

 

2022 -

Moro eleito senador. E no primeiro debate do 2° turno já assessora Bolsonaro.

 

 ISSO TUDO SÃO FATOS, NÃO SÃO BOATOS!

Não vamos esquecer jamais, não temos amnésia.

Não à anistia!

 

(Material compartilhado por Professor Alfonso, Filosofia - Unioeste! No contexto inserido ao Grupo de Estudos por ele ministrado, que teve sua aula Inaugural no dia 08/08, no Campus da Unioeste, com participação de convidados à mesa (entre estes, Ualid Rabah, presidente da Fepal) e tratou da Conjuntura Nacional e Internacional, com ênfase à geopolític, pautas democráticas, de direitos e o Genocídio na Palestina/Gaza).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A Cronica de Walmir Rosário direito de Itabuna

O REPENSAR DA VIDA NOS FINAIS DE CADA ANO

O Natal que encanta corações - Foto Prefeitura de Itabuna

Por Walmir Rosário*

Logo no início de dezembro nosso cérebro vai se enchendo de mensagens por conta das festas natalinas. Parte menor dessa comunicação deve ser aproveitada, pois atinge, em cheio, nossa alma, tocando a mente e o coração. A grande maioria nem tanto, pela falta de essência – tipo palavras ao vento –, que entra por um ouvido e sai pelo outro.

De qualquer maneira considero positivo, dado o tom e a essência desses informes, que nos incute mensagens positivas de bem estar e amor ao próximo em quantidade muita acima do que recebemos durante o ano inteiro. Acredito eu – e só serve tão somente pra mim, como diz meu amigo José Nazal – que essa fartura de informações nos obriga a pensar, fazer uma profunda reflexão.

E geralmente iniciamos pelos projetos que pensamos para o ano que se finda, veremos o que aproveitamos de verdade, se seguimos à risca, ou os que abandonamos ao longo dos meses, seja por falta de desfrute ou impossibilidade de execução. A cabeça roda (no sentido figurado) para lembrarmos se fizemos o bem como previsto no final do ano passado.

E essas reflexões atingem o ponto máximo quando buscamos saber se somos felizes. Embora confesse que até hoje não conheço a fundo os fatores necessários para efetuar tal mensuração, me ponho a pensar se não pisei na bola mais do que deveria. Tarefa difícil, mas necessária para colocar os pensamentos em dia, pois depende de uma análise isenta sobre si mesmo.

E aí é que está a importância do autoconhecimento, tão buscado por nossos filósofos, principalmente de Sócrates pra cá. Decifrar o “só sei que nada sei” requer mais do que muitos estudos e é primordial sermos honestos com nós mesmos, humildes o suficiente para realizarmos uma investigação séria, isenta, verdadeira, como merece.

Deveremos nos despir de todas as vaidades e arrogâncias que gravitam no nosso interior e exterior. Não é uma tarefa fácil, mas necessária se nosso projeto for chegar à satisfação interior, o “ser” e não apenas o “ter”, reconhecendo que este último não deve ser desprezado, mas conseguido de maneira honesta, na qual um negócio só pode ser considerado bom quando vantajoso para as duas partes.

Tenho plena consciência das mudanças do mundo, que a cada dia nos apresenta mudanças, nem sempre para o bem. E teremos que ter a capacidade de nos adaptar aos chamados novos tempos, sempre preservando a nossa dignidade. O incrível é que, com todo o conhecimento à disposição, o homem se embrutece a passos largos e cria novos e mais complicados conflitos.

É preciso parar com frequência para refletir nossa vida e o que nos rodeia, para que possamos julgar nossa vida, analisando atos e fatos e promovendo as mudanças necessárias ao nosso interior. Com isso, é bem possível que possamos viver em paz com nós mesmos e com os que nos rodeiam, para tornarmos o mundo melhor.

Não espere apenas por Papai Noel, pois assim, a cada final de ano poderemos contribuir para construir uma sociedade melhor.


*Radialista, jornalista e advogado.


terça-feira, 23 de dezembro de 2025

A polêmica das Havaianas é típica de um país quadrúpede

A polêmica das Havaianas é típica de um país quadrúpede


O Brasil, certamente, não tem nada de mais grave com o que se preocupar nestes estertores de 2025. As Havaianas são o problema

Por: Mario Sabino/Metropolis - Havaianas, Fernanda Torres, pé direito, dois pés na porta, na estrada ou na jaca: certamente, este país quadrúpede não tem nada de mais grave ou de escandaloso com o que se preocupar nestes estertores de 2025.

Nem com a suposta participação do filho do presidente da República no esquema bilionário dos descontos fraudulentos do INSS, nem com a espetacular evolução patrimonial da mulher do ministro de Alexandre de Moraes, a advogada do contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.

Explico: ontem, ficamos sabendo que a fortuna pessoal da doutora Viviane Barci de Moraes saltou de R$ 24 milhões, em 2023, para R$ 79,7 milhões, em 2024, segundo o jornalista Lauro Jardim.

Estava difícil me recuperar desse mais novo assombro, mas finalmente consegui — e deixei o Brasil de lado para continuar a leitura de Le Tchékiste, o romance não menos do que brutal que o russo Vladimir Zazoubrine escreveu sobre os horrores perpetrados pela Tcheka, a polícia secreta soviética.

O livro é de 1923, escrito (e censurado), portanto, nos tempos do camarada Lênin, aquele sujeito que a esquerda ainda vende como “o homem mais humano de todos os homens”, jogando todas as culpas pelas atrocidades cometidas na Rússia e adjacências nas costas do camarada Stalin.

Não pense você que é fato empoeirado do passado. Da Tcheka, nasceu a KGB, e a KGB gerou Vladimir Putin, que, em prova da extrema coerência do Mal, trata os opositores à sua tirania exatamente como os bolcheviques tratavam os dissidentes.

Muito bem, estava eu às voltas com esse momento seminal da esquerda revolucionária do século passado quando cometi o erro de olhar o celular — e ser puxado pela direita bolsonarista para Havaianas, Fernanda Torres, pé direito, dois pés na porta, na estrada ou na jaca. Quatro patas.

O meu diagnóstico é que se trata da mistura de mais um comercial ruim da propaganda brasileira (festejada no exterior, sei disso, mas sou velho de convicções teimosas, não há o que fazer) com a paranoia clássica da direita bolsonarista.


A conclusão lógica do meu diagnóstico é que acho que a direita bolsonarista já sofre o suficiente para ter de trocar de chinelo de dedo neste verão, sempre lembrando que Havaianas não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro (concedo, vá lá, que a propaganda brasileira já fez coisa boa).

Antes de voltar à leitura do romance de Zazoubrine, só gostaria de transmitir uma informação adquirida quando eu morava vizinho à Assembléia Nacional francesa, em Paris.

Ao lado dela, há uma lojinha de souvenires da própria Assembleia, onde se vendem objetos associados à política, inclusive alguns que brincam com a clivagem direita/esquerda, nascida na época da Revolução Francesa.

Há, por exemplo, luvas de forno para destros, com a inscrição droite, e para canhotos, que trazem a palavra gauche. Ao que parece, ambas são de ótima qualidade.

Paris, Paris. Foi nessa época da minha vida, eu era feliz e não sabia, que resolvei me informar um pouquinho mais sobre como surgiu esse negócio de direita e de esquerda.

Eu sabia que havia sido por ocasião dos debates na assembleia constituinte de 1789, logo depois da Queda da Bastilha e antes que cabeças começassem a rolar. Os deputados favoráveis a que o rei Luís XVI mantivesse o poder de rejeitar leis em definitivo se colocaram à direita do presidente da Assembleia; os deputados que eram de opinião de que o rei só poderia exercer veto suspensivo ficaram à esquerda.

O fato que me admirou é que essa partição espontânea, que acabou facilitando as demais contagens de votos durante a assembleia constituinte, ocorreu por causa da estridência do que viria ser a esquerda. Um deputado proveniente da nobreza, Louis-Henri-Charles de Gauville, registrou nas suas memórias:

“Em 29 (de agosto), começamos a nos reconhecer: os que eram apegados à sua religião e ao rei se confinaram à direita do presidente a fim de evitar os gritos, os comentários e as indecências da parte oposta.”

Como não gosto de gritos, eu ficaria do lado de M. De Gauville.

Hoje, direita e esquerda se igualam no barulho e na sem-vergonhice. No Brasil, também se irmanam no quadrupedismo. Dois pares de Havaianas para cada um, por favor.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Retroceder ou avançar? - Padre Zézinho

RETROCEDER OU AVANÇAR ?

 


Pe Zezinho scj.

 

Orfeu olhou para trás e perdeu a esposa Euridice

A mulher de Ló olhou para trás e virou estátua de sal !

Três revoltosos , Datan, Abiran e Coré tentaram voltar para a escravidão do Egito e a Terra os engoliu !

***

Rios não dão marcha ré, suas águas prosseguem e jamais correm para trás .

Moisés continuou e atravessou o deserto ! E viu a Terra Prometida ! Mas não entrou !

A fé cristã também não dá marcha ré !

Jesus assumiu a cruz . Paulo foi decapitado . Pedro foi crucificado !

Exceto Judas que se matou, todos os outros enfrentaram a dor .

Francisco e Clara eram ricos e escolheram ser pobres.

Thomás de Aquino enfrentou a família rica e optou por ser pobre .

Então , a teologia da prosperidade é a teologia da marcha ré ! Vai ao contrário de tudo o que Jesus pregou .

Já , a Teologia da Libertação que alguns chamam de câncer da Igreja optou por seguir Isaías, Jeremias, 120 salmos, 12 hinos, oito profetas .

Todos os apóstolos escolheram não ricos . Escolha deles . Jesus também poderia ser rico. Mas escolheu ser pobre!

E mais de 500 Santos e Santas optaram pelos enfermos , pobres e feridos na alma .

Outros optaram pela contemplação ou pelo louvor, mas assim mesmo não escolheram a prosperidade !

Alguns que eram ricos ajudaram os pobre e fundaram instituições em favor dos carentes e pobres.

A Teologia da Libertação com viés marxista foi corrigida por São João Paulo II em 1986 .

Mas mesmo assim a Teologia Bíblica da Libertação continua caluniada todos os dias e acusada de ser comunista .

E a maioria dos católicos conservadores ou tradicionalistas nunca leram a carta do Papa aos bispos do Brasil .

Os caluniadores a escondem dos seus discípulos !

A TL foi corrigida , mas os seus detratores teimam em dizer que somos o “ câncer da Igreja” .

O jeito é perdoar e informar !

Um dia entenderão 🤓

Romanos 12,19 ;

Colossenses 3,8

1 Timóteo 2,8

Tito 1,7 e

Mateus 5,22

Isto, se lerem a Bíblia e o que os apóstolos disseram sobre justiça , caridade e fraternidade ! Pz

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Kokó, Alex Bronze e João dos Brasas a música na linguagem dos anjos

Kokó, Alex Bronze e João dos Brasas a música na linguagem dos anjos

 


Dizem que a música é a única linguagem que os anjos entendem perfeitamente. Mas, de tempos em tempos, o céu precisa renovar o seu coro. Precisa de vozes que tenham conhecido a poeira da estrada, o calor dos palcos e a emoção crua de tocar um coração humano.

​Hoje, olhamos para cima com o peito apertado de saudade, mas com a certeza de que o espetáculo não acabou, ele apenas mudou de lugar. Três gigantes, três timbres únicos, agora afinam seus instrumentos na orquestra da eternidade.

​Clovis Leite, o nosso eterno Kokó. A voz que foi sinônimo de alegria, o mestre da Banda Lordão que nos ensinou que a música é uma celebração da vida. Quantos amores não começaram ao som da sua voz? A sua elegância e o seu carisma não deixaram apenas fãs, deixaram órfãos de um tempo onde o baile era sagrado. Agora, o seu "boa noite" ecoa nos salões de luz lá de cima.

​Alex Bronze, cuja voz carregava a força e o brilho do próprio nome. Um intérprete que sabia colocar a alma em cada nota, transformando canções em sentimentos palpáveis. Ele, que tantas vezes nos emocionou aqui na Terra, agora leva sua interpretação marcante para encantar plateias que não conhecem o tempo, apenas a harmonia.

​E João dos Brasas, a chama que nunca se apaga na memória de quem ama a boa música. Com seu estilo inconfundível, ele marcou época e mostrou que a paixão cantada tem o poder de atravessar gerações. A brasa de sua voz agora aquece o firmamento, juntando-se aos grandes astros que brilham na noite.

​Imaginem o encontro... O swing do Lordão, a potência do Bronze e o sentimento dos Brasas. Que trio! Que sorte a do céu em receber talentos tão genuínos.

​Para nós, fica a saudade imensa e o silêncio que grita a falta que eles fazem. Mas, sempre que ouvirmos uma melodia trazida pelo vento ou sentirmos aquela alegria repentina ao lembrar de uma canção, saberemos: são eles.

​Alex, Kokó e João. Vocês não calaram suas vozes. Vocês apenas subiram o tom para cantar onde a acústica é perfeita: no coração de Deus.

​Descansem em paz, eternos cantores. O aplauso hoje é todo de vocês.

Colaboração: Juan Affonso/Facebook